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Banca de DEFESA: LARISSA CRISTINA TEIXEIRA FURTADO LEITE
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LARISSA CRISTINA TEIXEIRA FURTADO LEITE
DATA: 13/11/2017
HORA: 14:30
LOCAL: Núcleo de Pesquisas em Plantas Medicinais (Bloco 15)
TÍTULO: Avaliação do potencial toxicológico e atividade antinociceptiva do Oxido de rosa em roedores
PALAVRAS-CHAVES: Oxido de Rosa. Monoterpeno. Toxicologia. Antinociceptivo
PÁGINAS: 106
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

A dor é uma resposta a estímulos com lesão tecidual real ou potencial e representa uma resposta adaptativa essencial do organismo. O oxido de rosa- OR é um monoterpeno presente em várias espécies de plantas e estudos com monoterpenos que apresentam semelhança estrutural mostraram atividades sedativas, antinociceptivas e antidepressivas. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade toxicológica e antinociceptiva do OR. Na avaliação da toxicidade, os animais (camundongos Swiss fêmeas ,25-30 g), receberam o OR (2000mg/kg, v.o) ou veículo (salina + 2% Twenn 80%, v.o) e foram observados em um período de 14 dias. Os animais (n=6-8) foram tratados com OR (6,25; 12,5;25 e 50 mg/kg, v.o) para o teste de capsaicina e com OR (12,5;25 e 50 mg/kg, v.o) para o teste do glutamato, os outros grupos receberam veículo ou morfina (5 mg/kg, s.c.), após 30 ou 60 minutos foram submetidos ao estimulo, capsaicina (2 µg/20 µL/pata) ou glutamato (2 µmol/pata), injetado na pata traseira direita. A nocicepção foi avaliada, quantificando o tempo de lambedura da pata, após a administração da capsaicina (5 min) e o glutamato (15 min). Para investigar possíveis mecanismos de ação no teste do glutamato, os animais (n =6-8) foram pré-tratados i.p (20 -15 min) antes da administração do OR (25mg/kg v.o), com naloxona (2 mg/kg); L-arginina (600 mg/kg) e bicuculina (1,0 mg / kg). Foi avaliado também a hiperalgesia induzida por carragenina (0,1mL/pata) e prostaglandina E2 (1 µg/mL/ pata) usando o modelo de compressão mecânica da pata de ratas (Randall-Selitto), onde se avalia o limiar de retirada da pata em um período de 1 a 6 horas, após sofrer o agente álgico. No teste do campo aberto e rota rod, onde os animais foram tratados com o OR (50 mg/kg, v.o), diazepam (4mg/kg, i.p) ou veículo. Todos os protocolos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal (CEEA / UFPI n ° 148/2016). As análises estatísticas foram realizadas utilizando ANOVA de sentido único seguido do teste de Tukey, p <0,05. Durante os 14 dias de observação, nenhum animal veio óbito e nem apresentaram alterações comportamentais, não sendo possível calcular a DL50 do OR, tal como também, não houve diferenças significativas entre os grupos, quanto a massa corpórea, peso dos órgãos e aos parâmetros bioquímicos. Na avaliação da atividade antinociceptiva, o OR foi capaz de reduzir o tempo de lambedura da pata, nas doses 12,5, 25 e 50 mg/kg, no teste da capsaicina, quando comparado ao veículo e no glutamato nas doses 25 e 50 mg/kg, quando comparado ao veículo. O pré- tratamento com a naloxona, não reverteu a antinocicepção do OR, bem como a L-ARGININA. No entanto, a bicuculina, reverteu a antinocicepção do OR. Na hiperalgesia induzida por carragenina, o OR só foi capaz de aumentar o limiar de retirada da pata, a partir da 3ª hora na dose de 50mg/kg e a partir da 4ª hora na dose de 25 mg/kg. No entanto, na hiperalgesia induzida por prostaglandina E2 o OR foi capaz de aumentar o limiar de retirada da pata a partir da 1ª hora, se estendendo até a 6ª hora, em todas as doses. No teste do campo aberto, os animais tratados com o OR, não reduziram o número de invasões, quando comparado ao grupo do diazepam, sendo semelhante ao grupo do veículo. No Rota-rod, os animais que o OR e o veículo permaneceram os 60 segundos na barra giratória, diferente dos tratados com o Diazepam, que reduziram consideravelmente o tempo de permanência na barra giratória. Em conclusão, esses resultados sugerem um efeito antinociceptivo agudo de oxido de rosa em camundongos, envolvendo sistema GABAérgico, no entanto sem alterar a capacidade exploratória e locomotora dos animais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1167629 - FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
Interno - 2246074 - FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
Externo à Instituição - ROSEMARIE BRANDIM MARQUES - UESPI

Cadastrada em: 09/11/2017
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