Esclarecendo a dúvida que surgiu: o texto escolhido para o seminário não é aleatório. Ele deve ser mobilizado a partir do referencial da historiografia brasileira que fundamenta o projeto de pesquisa. 
Isso significa que o texto indicado para a apresentação (01 capítulo de livro ou 01 artigo acadêmico) precisa ser representativo da tradição interpretativa com a qual o trabalho dialoga. Não se trata apenas de escolher algo relacionado ao tema, mas de selecionar um texto que expresse uma matriz historiográfica, um debate ou uma disputa interpretativa pertinente ao problema da pesquisa.
Exemplo:
No projeto de Lívia, Entre Linhas e Lutas: O Jornal A Plebe e o Movimento Operário na Greve Geral (1917–1920), o referencial mobilizado insere-se na tradição da História Social do Trabalho e do Movimento Operário no Brasil. Entre os autores utilizados estão:
- Edgar Rodrigues – Novos Rumos: pesquisa social e história do movimento operário e das lutas sociais no Brasil (1922–1946);
- Margareth Rago – Fábrica Satânica/Fábrica Higiênica;
- Cláudio Batalha – O Movimento Operário na Primeira República;
- Edilene Toledo – Uma Revolta Urbana: A Greve Geral de 1917 em São Paulo (em coautoria com Luigi Biondi).
Esses autores representam interpretações e disputas historiográficas sobre o movimento operário, cultura política e formas de organização e luta dos trabalhadores. Portanto, o texto indicado por ela para o seminário deve expressar essa tradição interpretativa, e não apenas mencionar o tema da greve geral.
Reforçando:
- O texto deve derivar do referencial historiográfico do projeto;
- Deve representar uma matriz interpretativa;
- Servirá como base para o debate coletivo;
- Deve ser indicado com antecedência mínima de 15 dias.
O seminário tem como objetivo demonstrar domínio da tradição historiográfica, capacidade de diálogo crítico e inserção consciente do projeto no campo de disputas interpretativas.
Em caso de dúvida sobre a adequação do texto escolhido, entrem em contato.