Metodologia de Ensino e Avaliação
| Metodologia: |
Disciplina: Ações coletivas e relações de poder<br />Docentes: Maria Sueli Rodrigues de Sousa<br />Carga Horária: 60 horas<br />Período: 2019.2<br /> <br />Plano de curso<br />Ementa: Ações coletivas, democracia, disputa de poder na contemporaneidade, participação, luta por reconhecimento e construção de cidadania. Temas e categorias que contribuem para melhor entendimento da realidade contemporânea brasileira.<br /><br />Apresentação <br />O curso sobre ações coletivas e relações de poder será desenvolvido em dois vieses, ontológico e epistemológico, pela compreensão de que o conhecimento é produzido para formar um tipo de ser orientado por uma visão de mundo. A orientação de mundo é reflexiva sobre o ser que buscamos ser, o produtor de riquezas, não rompida com esse ser, mas reflexiva sobre quem procuramos ser, sob orientação da questão: como funciona a realidade? Pela ontologia e epistemologia. <br />Com essa perspectiva, faremos uma discussão sobre uma visão crítica sobre o que nos orienta e sobre as resistências que se opõem a ontologia hegemônica., como primeira unidade e a segunda unidade, a discussão será feita a partir dos temas de pesquisa de cada estudante.<br />A unidade sobre ontologia e epistemologia, será feita com a perspectiva de que vivemos na modernidade uma ontologia que se firmou como sistema-mundo a partir da colonização, mas que teve seu início com a mudança da relação ser humano e seu sagrado pela territorialidade europeia, com o surgimento do monoteísmo com a visão de um ser que se percebe como superior às outras vida por sua capacidade racional, compreendendo ser o único com a referida capacidade. <br />Sentir-se como superior às outras vidas resulta numa intervenção no planeta de forma tão intensa que o resultado tem sido a crise ambiental como crise da ontologia da modernidade.<br />O ser que buscamos ser além de se acreditar como superior às outras vidas, percebe-se como separado da natureza, com poderes para intervir no planeta sob a orientação do mito do progresso ou do desenvolvimento como permanente produtor/acumulador de riquezas, de conhecimentos e de tudo que expressar riquezas e que tem como ideal que o orienta na sua atuação ser heroico e perfeito, o que não nunca alcança, mas o faz nunca parar sua atuação voltado para um tempo inexistente, o futuro e para um ser também inexistente, o indivíduo.<br />O indivíduo que se acredita ser não existe porque o ser que somos se constrói nas relações comuns, a subjetividade que o habita é fruto de consensos produzidos nos diálogos, portanto o indivíduo uno inexiste.<br />A ação coletiva nas relações de poder será abordada na ontologia da modernidade e nas ontologias de resistência como o comum.<br />Objetivo Geral: <br />Refletir sobre ação coletiva e relações de poder na ontologia modernidade e nas de resistência. <br />Objetivos específicos: <br />- Discutir a ação comum nas filosofias ubuntu, ukama e bem viver e ação coletiva na modernidade;<br />- analisar ação coletiva e relações de poder a partir da proposta de pesquisa de cada estudante. <br /><br />Metodologia<br /><br />As aulas serão desenvolvidas a partir de textos que serão o ponto de partida para as discussões produzidas em sala como socialização orientada das leituras produzidas por discentes e docente. <br />Portanto, a metodologia contará com:<br /> Leitura e discussão de textos<br /> Aulas expositivas e dialogadas;<br /> Debates, Leituras e Discussão de textos.<br /> |
| Procedimentos de Avaliação da Aprendizagem: |
Avaliação<br />O corpo discente será avaliado, quanto ao seu desempenho, nos seguintes aspectos:<br />a) aprendizado dos conteúdos;<br />b) habilidade em relacionar teoria à prática, a partir da argumentação e sistematização de ideias;<br />c) Participação e interesse nas atividades;<br />Os aspectos serão observados através da produção de artigo científico.<br /><br /> |
| Horário de atendimento:
| 8-12 |
| Bibliografia:
| Bibliografia básica<br />TEXTO 1 FIENI, Vitor Hugo de Oliveira. Religião ne Fenomenologia do Espírito de Hegel. In: A noiva do Espírito: Natureza em Hegel. Porto Alegre : EDIPUCRS, 2010, pp.: 398-404.<br />TEXTO 2 UTZ, Konrad. O que é ciência? A resposta da fenomenologia do Espírito. In: A noiva do Espírito: Natureza em Hegel. Porto Alegre : EDIPUCRS, 2010, pp.:75-82.<br />Texto 3 - texto - QUIJANO, Aníbal. "Colonialidad y Modernidad-racionalidad". In: BONILLO, Heraclio (comp.). Los conquistados. Bogotá: Tercer Mundo Ediciones; FLACSO, 1992, pp. 437-449. Tradução de Wanderson Flor do Nascimento. Disponível em: https://kupdf.com/download/an-iacute-bal-quijano-colonialidade-e-modernidade-racionalidade_58d19f11dc0d60f621c346b1_pdf Colonialidade e Modernidade/Racionalidade. Acesso em 14 de agosto de 2019.<br />Texto 4 - KAKOZI, Jean Bosco. Entrevista: Filosofia africana a luta pela razão e uma cosmovisão para proteger todas as formas de vida. In: https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2018/05/filosofia-africana-a-luta-pela-razao-e-uma-cosmovisao-para-proteger-todas-as-formas-de-vida/. Acesso em 06/08/2019.<br />Texto 5 SCHLEMER ALCANTARA, Liliane Cristine; CIOCE SAMPAIO, Carlos Alberto. Bem Viver: uma perspectiva (des)colonial das comunidades indígenas. Revista Rupturas. San Pedro de Montes de Oca, v. 7, n. 2, p. 1-31, jul.-dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.sa.cr/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2215-24662017000200001&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 14 de agosto de 2019.<br />Texto 6 MORAES, Lúcio Flávio Renault de. MAESTRO FILHO, Antonio Del. DIAS, Devanir Vieira. O Paradigma Weberiano da Ação Social: um Ensaio sobre a Compreensão do Sentido, a Criação de Tipos Ideais e suas Aplicações na Teoria Organizacional. In: Revista RAC, v. 7, n. 2, Abr./Jun. 2003: 57-71;<br />TEXTO 7 PINTO, José Marcelino de Rezende. A teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas: conceitos básicos e possibilidades de aplicação à administração escolar. In: Revista Paidéia (Ribeirão Preto) no.8-9 Ribeirão Preto Feb./Aug. 1995, pp. 77-96.<br /><br /> <br /><br /><br /> |