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Banca de DEFESA: LUANA BASTOS ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUANA BASTOS ARAÚJO
DATA: 29/01/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório Prfª Dra. Benevina Nunes, PPGENF – UFPI – Ininga, Teresina -PI.
TÍTULO: CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS SOBRE ESCALA DE AVALIAÇÃO DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÕES DECORRENTES DO POSICIONAMENTO CIRÚRGICO
PALAVRAS-CHAVES: Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde; Posicionamento do Paciente; Enfermagem perioperatória; Segurança do Paciente.
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

 

 

Introdução: Durante a realização dos cuidados cirúrgicos, o paciente está exposto a fatores de risco que podem proporcionar o desenvolvimento de agravos de saúde, dentre esses, encontram-se as lesões decorrentes de posicionamento cirúrgico, seu tratamento representa um elevado custo para o Sistema Único de Saúde. O enfermeiro, que desempenha papel gerencial e assistencial dentro do centro cirúrgico, deve adotar medidas com a finalidade de reduzir o risco do desenvolvimento desse agravo, o uso da Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico do Paciente (ELPO) viabiliza tais medidas, contudo, o conhecimento e a capacitação para a utilização da escala ELPO são limitados entre os enfermeiros. Portanto, é essencial fornecer capacitação adequada aos enfermeiros. O presente trabalho tem como objeto de estudo o nível de conhecimentos sobre a Escala ELPO por enfermeiros do Centro Cirúrgico. Objetivo: Descrever o conhecimento de enfermeiros perioperatórios sobre posicionamento cirúrgico e escala ELPO. Método: Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado em dois hospitais públicos, no período de junho a agosto de 2025. Os participantes foram enfermeiros. Foi utilizado um formulário de pesquisa sociodemográfica e um roteiro para as entrevistas individuais, as quais foram gravadas. Os dados foram transcritos e processados por meio do software IRaMuTeQ e aplicou-se a técnica de Classificação Hierárquica Descendente. A análise temática foi segundo Bardin paa organização das categorias. Pesquisa aprovada pelo CEP da UFPI, sob o número de parecer nº 7.622.570. Resultados: Observou-se que o conhecimento formal da escala ELPO ainda é restrito. A maioria dos participantes era do sexo feminino; 16 graduaram-se antes do ano em que a escala ELPO foi desenvolvida e validada, 2014. Nos dois hospitais, mais da metade (N=13) da população do estudo relatou dispor de tempo para a realização de capacitações em suas rotinas, e todos afirmaram que suas instituições fornecem treinamentos; 19 participantes manifestaram necessidade de maior oferta de treinamentos, além dos que já são ofertados, destacando a importância de que sejam realizados in loco. A partir da análise do IRaMuTeQ dos dados textuais foi possível identificar seis classes: Rotina e protagonismo da enfermagem; Segurança do Paciente; Riscos de lesão e fatores relacionados; Posicionamento Cirúrgico; Capacitação e Treinamento; Saberes e aplicação da escala ELPO, os quais podem ser sintetizados em três grandes eixos essenciais obtidos a partir da análise de conteúdo de acordo com Bardin, os quais envolvem a Prática assistencial da enfermagem; Percepção de riscos e saberes da escala ELPO; e Necessidade de capacitação contínua. Discussão: Verificou-se que os enfermeiros valorizam a prática assistencial no centro cirúrgico, utilizando protocolos e checklists como medidas de segurança, embora enfrentem sobrecarga de trabalho e limitações estruturais. Observou-se que percebem os riscos relacionados ao posicionamento cirúrgico de forma empírica, mas o conhecimento formal da escala ELPO ainda é limitado. Destacou-se, ainda, a necessidade de capacitação contínua, capazes de aproximar teoria e prática e de favorecer a adesão a protocolos institucionais. Considerações Finais: Os achados indicaram que, embora os enfermeiros reconheçam a importância do posicionamento cirúrgico seguro, o conhecimento formal sobre a escala ELPO ainda é limitado e pouco sistematizado na prática. Observou-se que os saberes utilizados são majoritariamente empíricos, reforçando a necessidade de capacitação contínua, especialmente por meio de treinamentos in loco.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1905399 - FRANCISCA TEREZA DE GALIZA
Presidente - 1551620 - MARIA ZELIA DE ARAUJO MADEIRA
Externo à Instituição - 637.***.***-00 - SUÊNIA SILVA DE MESQUITA XAVIER - UFRN
Interno - 423325 - VIRIATO CAMPELO
Notícia cadastrada em: 22/01/2026 13:30
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb06.ufpi.br.instancia1 22/01/2026 15:49