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Banca de DEFESA: THALITA BEATRIZ RODRIGUES BORGES MONTEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THALITA BEATRIZ RODRIGUES BORGES MONTEIRO
DATA: 10/06/2026
HORA: 14:30
LOCAL: DEFESA DE DISSERTAÇÃO
TÍTULO: FAMÍLIA E REPRESENTAÇÃO SOCIAL NA LITERATURA INFANTIL: UMA LEITURA DAS NARRATIVAS AMOR INTEIRO PARA MEIO-IRMÃO, DE CRISTINA AGOSTINHO (2011); FLÁVIA E O BOLO DE CHOCOLATE (2022), DE MÍRIAM LEITÃO; E OLÍVIA TEM DOIS PAPAIS (2010), DE MÁRCIA LEITE.
PALAVRAS-CHAVES: Representação Social; Literatura Infantil Brasileira; Família Mosaico; Família Adotiva; Família Homoafetiva.
PÁGINAS: 144
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

A literatura infantil configura-se como um espaço privilegiado de socialização, reflexão e aprendizagem, ao tratar de temas fraturantes da experiência humana, como a família e suas múltiplas formas de organização. Diante das transformações nessas estruturas familiares contemporâneas, torna-se imprescindível investigar como essas mudanças são representadas nas narrativas destinadas a seu público e como tais representações contribuem para a construção de significados compartilhados sobre o mundo social. Nesse contexto, a presente pesquisa, de caráter bibliográfico, analisa a representação da família nas obras Amor inteiro para meio-irmão (2011), de Cristina Agostinho; Flávia e o bolo de chocolate (2022), de Míriam Leitão; e Olívia tem dois papais (2010), de Márcia Leite, à luz da Teoria das Representações Sociais de Moscovici (1978) e das funções cognitivas e estruturais de Abric (2000), análise dos estudos históricos e socioculturais de Ariès (2012), Lajolo e Zilberman (2022), Coelho (2010) e Prado (2013), além da articulação entre texto e imagem que evidenciam como essas narrativas promovem valores de diversidade, aceitação e pertencimento, contribuindo para a reflexão crítica sobre a família na literatura infantil contemporânea. Evidencia-se, a partir da análise realizada, que as distintas configurações familiares são compreendidas tanto por suas semelhanças estruturais, marcadas pelos vínculos afetivos, pelo cuidado e pela convivência, quanto pelas diferenças inerentes às especificidades de cada arranjo e de um modelo tradicionalmente conhecido. Ao longo das narrativas, esses modelos são tensionados e reconfigurados, de modo que o reconhecimento da família se desloca do eixo biológico e normativo para as dimensões relacionais, reafirmando o caráter dinâmico das representações. Nesse processo, as ilustrações não atuam apenas como complemento estético, mas como dispositivos representacionais que materializam e estabilizam sentidos, colaborando diretamente para a objetivação das práticas familiares e para a inteligibilidade dessas configurações pelo leitor.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1036859 - CAROLINA DE AQUINO GOMES
Presidente - 481.***.***-00 - DIOGENES BUENOS AIRES DE CARVALHO - UESPI
Externo à Instituição - 074.***.***-03 - ELIANE APARECIDA GALVÃO RIBEIRO FERREIRA - UNESP
Notícia cadastrada em: 25/05/2026 14:28
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