A crise climática tem produzido impactos socioambientais cada vez mais evidentes nos espaços urbanos, exigindo da escola a formação de sujeitos capazes de compreender criticamente as relações entre mudanças climáticas, produção do espaço e desigualdades. Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo analisar de que modo a Educação Climática, articulada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 (ODS 13 Ação Contra a Mudança Global do Clima), materializa-se nas mediações curriculares do ensino de Geografia do 6º ano do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Teresina-PI. A investigação fundamenta-se na Teoria Histórico-Cultural de Vigotski (1991; 2008), na Pedagogia Histórico-Crítica de Saviani (2011), na perspectiva problematizadora de Freire (1996), na Geografia Crítica de Santos (2006) e nas contribuições de Monteiro (2003) e Andrade (2009) para a compreensão do clima urbano e de suas relações com a produção do espaço. Parte-se da hipótese de que a presença formal da temática climática nos documentos curriculares não garante, por si só, práticas pedagógicas capazes de promover a formação de conceitos científicos sobre o clima urbano. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, descritiva e interpretativa, desenvolvida por meio de estudo de caso na Escola Municipal Ambiental 15 de Outubro Prefeito Firmino Filho. Os procedimentos incluem análise documental, observação sistemática, diário de campo, entrevistas semiestruturadas e atividades pedagógicas com estudantes do 6º ano. A análise dos dados será realizada com base na Análise de Conteúdo de Bardin(2016). Espera-se evidenciar a necessidade de mediações pedagógicas contextualizadas que articulem o clima vivido ao clima explicado, contribuindo para uma consciência socioespacial crítica.