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Banca de DEFESA: MARIA DO PERPETUO SOCORRO DE SOUSA COELHO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA DO PERPETUO SOCORRO DE SOUSA COELHO
DATA: 16/01/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Auditorio do NPPM
TÍTULO: EFEITOS DA VITAMINA E e DO CONSUMO ALIMENTAR NA RESPOSTA À QUIMIOTERAPIA AC (ADRIAMICINA + CICLOFOSFAMIDA) NO CÂNCER DE MAMA: EVIDÊNCIAS PRÉ CLÍNICAS E ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO
PALAVRAS-CHAVES: Neoplasias mamárias; Antineoplásicos; Efeitos adversos; Vitaminas Antioxidantes; Tocoferóis
PÁGINAS: 168
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

O câncer é uma doença multifatorial de alta incidência e mortalidade, caracterizada por
mecanismos patológicos complexos e considerada um grave problema de saúde pública. Entre
os diversos tipos de neoplasias, o câncer de mama é o mais frequente e a principal causa de
morte entre mulheres no mundo. A quimioterapia ainda representa uma das principais formas
de tratamento, mas sua eficácia é frequentemente comprometida pelo surgimento de novas
mutações e pela distribuição desfavorável dos medicamentos no organismo, resultando em
efeitos adversos severos. Nesse contexto, estudos pré-clínicos e clínicos vêm demonstrando
perspectivas promissoras para o uso de vitaminas, especialmente a vitamina E e seus
diferentes vitâmeros, que apresentam potenciais efeitos antitumorais e antioxidantes. Nesse
sentido, a pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos modulatórios e os mecanismos de
ação da suplementação com vitamina E como terapia adjuvante em mulheres com câncer de

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mama tratadas com o protocolo AC (Adriamicina + Ciclofosfamida), com foco na redução de
efeitos adversos, melhora da qualidade de vida e otimização do estado nutricional. No
primeiro capítulo, por meio de uma revisão sistemática com 12 estudos selecionados que
utilizaram modelos animais e, em parte, linhagens celulares tumorais, foram analisadas as
ações de tocoferóis, misturas de tocoferóis e tocotrienóis, além de formas sintéticas da
vitamina. A vitamina E, isolada ou em combinação terapêutica, demonstrou retardar o
crescimento tumoral, reduzir o volume dos tumores e modular vias celulares essenciais,
inibindo genes pró-proliferação e estimulando genes pró-apoptóticos e supressores tumorais.
Também favoreceu a resposta imune, com destaque para interações com estradiol, células
dendríticas e pterostilbeno. O segundo capítulo consistiu em um ensaio clínico, simples cego
e controlado por placebo, que incluiu 36 pacientes com câncer de mama, realizado em três
centros oncológicos do Piauí (HU-UFPI, ONCOCENTER e ONCOCLÍNICA), com
suplementação diária de 300 UI (447 mg) de vitamina E acetato em mulheres que se
submeteram ao protocolo de quimioterapia AC. A análise dos questionários ASG-PPP e
EORTC QLQ-C30 demonstrou que o grupo suplementado manteve o estado nutricional
estável e apresentou melhora dos sintomas clínicos. Em termos de perfil antioxidante,
observou-se aumento nas defesas antioxidantes no grupo tratado com vitamina E. Além disso,
os dados toxicogenéticos indicaram que o grupo placebo teve índices significativamente
maiores de dano ao DNA a partir do terceiro ciclo de quimioterapia, sugerindo que a vitamina
E pode ter exercido efeito protetor genotóxico e tenha contribuído para atenuar os sintomas
clínicos. Tais achados reforçam o potencial da vitamina E como agente quimioprotetor e
adjuvante no tratamento do câncer de mama. Por último, o terceiro artigo avaliou os impactos
do consumo alimentar e da suplementação de vitamina E sobre os danos genéticos e a
proteção celular no mesmo protocolo de quimioterapia. Os dados desse ensaio demonstraram
estabilidade no padrão alimentar das participantes, com apenas pequenas variações sem
significância estatística entre os grupos e ao longo do tempo. Assim, nossas evidências
ratificam que a vitamina E exerceu efeito positivo sobre os marcadores biológicos no
protocolo AC, independentemente da ingestão alimentar, reforçando o potencial promissor
desta intervenção. Ainda assim, são necessários estudos adicionais para investigar sua
eficácia em outros tipos de neoplasias e outros protocolos terapêuticos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2128442 - FELIPE CAVALCANTI CARNEIRO DA SILVA
Presidente - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
Externo à Instituição - 049.***.***-42 - MARIA LUÍSA LIMA BARRETO DO NASCIMENTO - UFPI
Interno - 1943330 - MAURICIO PIRES DE MOURA DO AMARAL
Externo à Instituição - 714.***.***-34 - RAIMUNDA SHEYLA CARNEIRO DIAS - HU
Notícia cadastrada em: 06/01/2026 14:33
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