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Banca de DEFESA: PAULO MONTEIRO ARAUJO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULO MONTEIRO ARAUJO
DATA: 19/02/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Bloco de Farmácia
TÍTULO: COVID-19 - UMA PANDEMIA NA ERA DA INFORMAÇÃO: Contribuições ao seu entendimento voltadas ao Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Coronavírus. Vigilância em Saúde Pública. Pandemias.
PÁGINAS: 96
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Ao final do ano de 2019, um vírus, inicialmente desconhecido, foi identificado como a principal causa de pneumonias na cidade de Wuhan (China). Apesar dos esforços iniciais para sua contenção, disseminou-se rapidamente pelo mundo e, em 11 de março de 2020, adquiriu o status de pandemia. Diversas medidas de controle foram utilizadas na tentativa de mitigar os efeitos desta. Assim sendo, esse trabalho objetivou analisar o impacto da pandemia de COVID-19 no Brasil por meio de métricas como o Índice de restrições, mortalidade, morbidade, imunização, mutações do SARS-CoV-2, estratificadas por VOCs e o ideologismo político-partidário, dividindo a tese derivada em três capítulos. O primeiro abordou o efeito da vacinação estratificado por variantes de preocupação (variants of concern, VOC) e suas sublinhagens, desde seu início até o fim do estado de emergência. Utilizou-se o coeficiente de correlação tau de Kendall (τ) para avaliação da relação destas. Observou-se que a vacina foi efetiva na redução, principalmente, de óbitos, em comparação ao total de vacinações (τ=-0,702, p<0,001, IC95% [-0,723; -0,679]) e indivíduos imunizados (τ=-0,717, p<0,001, IC95% [-0,737; -0,695]). Ainda, existiu correlação na redução de novos casos, todavia, consideravelmente mais fraca do que a ligada à redução de óbitos. Quando estratificado por VOCs e suas sublinhagens, é notável que, para a Ômicron, não há correlação com o esforço vacinal, embora esse dado não seja atestado de inefetividade, uma vez que outras variáveis, como a diminuição da implementação de medidas não- farmacológicas, podem estar influenciando essa relação. Esse resultado pode ser confirmado pela redução do índicede restrições frente à quantidade de casos estimados dessa VOC e suas sublinhagens (τ=-0,199, p<0,001, IC95% [- 0,249; -0,141]). Em vista da incapacidade da vacina em conter os casos da VOC Ômicron, o segundo capítulo continuou esse estudo, explorando a possibilidade de que o extremismo ideológico possa ter influenciado este evento. Utilizou-se o coeficiente de correlação na exploração desta hipótese. Para os acumulados finais (2020-2022), nos quais se constatou uma associação entre a concordância eleitoral ao candidato de extrema-direita com o aumento na incidência de novos casos da COVID-19 (τ=0,550, p<0,001, IC95% [0,391; 0,700]), da taxa de mortalidade (τ=0,487, p<0,001, IC95% [0,236; 0,693]) e na redução das vacinações por habitante ao se controlar o efeito do Índice de Desenvolvimento Humano para essa última, (τ=-0,356, p=0,11, IC95% [-0,555; -0,100]). O terceiro artigo sintetizou parcialmente o comportamento das VOCs Gama, Delta e Ômicron do SARS-CoV-2 no Brasil. Este observou que a VOC Gama surgiu no Brasil em um período de queda das medidas de controle não farmacológicas, sem que a campanha de vacinação tivesse iniciado em território nacional. Ao se observar o comportamento da VOC Gama e o caso da cidade de Manaus, questiona-se se os sistemas de vigilância embasaram as políticas de saúde pública, pois, apesar do aumento da frequência de sequenciamento da S:E484K e o aviso de instituições como a FIOCRUZ, o índice de restrições não reagiu frente a este achado. No caso da VOC Delta, a vacinação conseguiu ser exitosa para seu controle, entretanto, com o acúmulo de mutações na VOC Ômicron, bem como a contínua queda do índice de restrições, o Brasil passou a apresentar o maior número de casos de COVID-19 no período estudado. Ferramentas modernas, como o sequenciamento genético, permitiram o rastreio de diversas mutações e, por conseguinte, melhor caracterização da evolução das VOCs do SARS-CoV-2. Ao olhar retrospectivamente aquele período, há de se questionar se essa ferramenta foi utilizada em seu pleno potencial para o direcionamento de políticas públicas. Desse modo, os dados até agora obtidos revelaram a necessidade de fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações, pelo bem da saúde pública, devendo o interesse coletivo ultrapassar o de cunho político-partidário.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 571048 - DORCAS LAMOUNIER COSTA
Interno - 3302639 - LUCIANO DA SILVA LOPES
Presidente - 1654493 - MARCIA DOS SANTOS RIZZO
Interno - 2199134 - MARCILIA PINHEIRO DA COSTA
Interno - 1638239 - PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
Externo à Instituição - 328.***.***-70 - RAMON WEYLER DUARTE LEOPOLDINO - HU
Notícia cadastrada em: 26/01/2026 08:47
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