O ensino e a aprendizagem da matemática continua sendo um desafio no processo de formação de pedagogos e essa situação é ainda mais emergente no contexto de uma sociedade em que a mecanização do ensino e dos conhecimentos se configura como predominante. Contudo, estudos e pesquisas apresentam teorias e metodologias que se apresentam como possibilidades para mediar a apropriação de conceitos teórico-científicos e, consequentemente, possibilitar o processo de desenvolvimento, ou melhor, da formação humana. Nesse sentido, esta pesquisa tem-se como objeto de estudo, como fenômeno investigado, a Atividade Orientadora de Ensino (AOE) e suas possibilidades no letramento matemático. O objetivo geral é o de analisar possibilidades do desenvolvimento do letramento matemático, no contexto da atividade pedagógica de pedagogos(as), a partir da vivência com a AOE. A pesquisa fundamenta-se nos pressupostos da Teoria Histórico-Cultural Vygotsky (1993, 1996, 2001), em particular, da Teoria da Atividade de Leontiev (1978, 2004, 2006) e nos princípios da AOE, idealizada por Moura (1996, 2004, 2010), entre outros autores. Assim, o desenvolvimento desta pesquisa é justificado pela necessidade da organização do ensino da matemática nos anos iniciais do ensino fundamental e, consequentemente, do desenvolvimento do letramento matemático, por se tratar de uma necessidade social e educacional, uma vez que a sociedade contemporânea exige que o conhecimento vá além da mecanização geralmente empregada. Trata-se de uma pesquisa de natureza explicativa, fundamentada no Método Genético-Explicativo de Vygotsky (2004), focando a gênese e os processos subjacentes aos fenômenos estudados e o método da análise em unidades, complementado pela ideia episódios em Moura (1996), buscando explicar o fenômeno em sua totalidade. O campo empírico abrange professoras da rede pública municipal de educação da cidade de União, Piauí, formadas em Pedagogia e que ensinam a disciplina Matemática nos 1º e 2º anos do ensino fundamental. Para tanto, foram selecionadas quatro participantes voluntárias. Como instrumentos e técnicas de produção de dados, têm-se: os encontros formativos e a entrevista reflexiva.