A presente pesquisa, vinculada à linha Formação Humana e Processos Educativos do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Piauí trata da temática violência na escola. A investigação gira em torno do problema: como se constituem as significações sobre violência na escola produzidas por professores e alunos e seus impactos nas relações pedagógicas vivenciadas em turmas do ensino médio da rede pública do Piauí? O objetivo geral é investigar o processo de constituição das significações sobre violência na escola produzidas por professores e alunos e seus impactos nas relações pedagógicas vivenciadas em turmas do ensino médio da rede pública do Piauí. Os objetivos específicos da pesquisa são: 1) Analisar os significados e os sentidos sobre a violência na escola produzidos por professores e estudantes de ensino médio; 2) Conhecer as mediações constitutivas de práticas de violências vivenciadas no cotidiano escolar e 3) Analisar os impactos das práticas de violência produzidas na escola sobre as relações pedagógicas. A pesquisa está fundamentada no Materialismo Histórico-Dialético e na Psicologia Histórico-Cultural. A investigação, de natureza histórico-crítica, teve como campo empírico um Centro Estadual de Educação Profissional na cidade de Teresina, tendo como participantes uma professora e oito estudantes de ensino médio. Quanto aos instrumentos utilizados para a produção de dados, utilizou-se o questionário on-line, aplicado aos professores e estudantes, o diário de campo, a entrevista reflexiva e a entrevista reflexiva coletiva. Como procedimento de análise de dados foi adotado os Núcleos de Significação. A partir das sínteses iniciais sobre as significações produzidas pela professora e pelas estudantes participantes da pesquisa, destaca-se relações pedagógicas atravessadas pela violência, pelos estigmas e por relações cotidianas que reproduzem tal violência. Ao mesmo tempo, existem contradições entre o que se espera do professor frente as situações de violência na escola e ao que é efetivamente realizado, as necessidades de formação e as lacunas de ações e de responsabilidades perante a problemática, assim como nos desencontros e nos embates das relações entre escola, alunos, família e demais atores escolares diante a violência na escola.