A presente pesquisa é um estudo acerca da formação estético-literária de alunos do curso de pedagogia da Universidade Federal do Piauí – UFPI e suas significações sobre este processo e visa analisar esse fenômeno no contexto de pesquisa formação a partir da seguinte problemática: Que formação estético-literária os estudantes do curso de Pedagogia vem desenvolvendo ao longo do seu processo formativo e, quais as possibilidades de a pesquisa formação possibilitar o desenvolvimento desse princípio formativo (ou dessa dimensão da nossa humanidade?). Para responder a essa indagação será preciso uma articulação com os escritos sobre arte, pensamento e linguagem de Lev Vigotski e seus colaboradores da Psicologia Histórico-cultural e dos apontamentos críticos da Pedagogia Histórico-Crítica. Ambos os campos teóricos como o elemento do estético-literário aqui delimitado correspondem aos fundamentos encontrados na filosofia do materialismo histórico-dialético de Marx e Engels e seus principais apropriadores. Os instrumentos utilizados para a produção de dados são um questionário, os encontros formativos e o diário. A análise dos dados advindos do Questionário foi realizada a partir da Análise de Conteúdos (Franco, 2005) e apontou para a organização de 3 categorias principais: I) Identificação quanto ao gênero e período do curso; II) A Literatura na vida dos participantes e III) A formação estético-literária na UFPI. Já a produção dos Núcleos de Significação (Aguiar e Ozzela, 2008) apontaram para 2 núcleos principais: Humanizar-se e resistir: significações acerca da formação estético-literária e Das contradições da Formação estético-literária de estudantes de Pedagogia. Os resultados do Questionário apontam que, embora a maioria dos participantes afirmem gostar de ler as demais respostas demonstram dificuldades na formação literária tanto na educação pregressa quanto na formação superior atual. Já os dados produzidos pela formação dos núcleos de significação demonstraram que a literatura não só representa uma forma privilegiada de humanização, como orienta os sujeitos para resistir às contradições impostas pela sociedade de classes, além disso possibilita um panorama mais profundo sobre as contradições histórico-sociais existentes para este tipo de formação tão necessária.