O agrupamento de dados permite identificar estruturas latentes, mas os grupos obtidos nem sempre são diretamente interpretáveis. Este trabalho replica e estende o método de rotulação automática de clusters proposto por Lopes et al. (2016), que combina discretização, K-means e aprendizagem supervisionada para selecionar atributos relevantes e associá-los a intervalos de valores. A extensão introduz a definição adaptativa do número de faixas por atributo, a união de faixas adjacentes, a seleção discriminativa de candidatos e a avaliação conjunta dos rótulos por meio das métricas de cobertura intracluster, cobertura extracluster, precisão, diferença de cobertura, lift e complexidade.
O protocolo experimental utilizou cinco bases de dados e sete configurações experimentais, incluindo experimentos de ablação, com 30 sementes aleatórias e dez repetições da rede Perceptron de Múltiplas Camadas nas configurações baseadas no método de Lopes. Na comparação controlada, a combinação de faixas adaptativas e filtro discriminativo elevou a cobertura média de 84,22% para 92,31% na base Seeds e de 74,11% para 92,47% na base Iris, ao mesmo tempo que reduziu a complexidade média dos rótulos para uma condição por cluster.
Na base Glass, a configuração automática com EWD e K = 2 apresentou cobertura de 75,43%, precisão de 93,09% e diferença de cobertura de 73,01%. Entretanto, essa configuração não é diretamente comparável ao método original, que utilizou K = 6, e apresentou baixa concordância com as classes externas conhecidas. Na base Heart, os rótulos apresentaram precisão de 94,48% e elevada estabilidade das partições. Na base Kalacal, o AVD identificou um grupo minoritário associado à faixa superior dos valores observados para o atributo leuco, resultado tratado como exploratório.