O presente estudo buscou identificar a demanda de previdência complementar dos servidores da Universidade Federal do Piauí, que ingressaram após a instituição do novo Regime de Previdência Complementar, para compreender o impacto real dessas mudanças na vida funcional do servidor, apontando a diferença de servidores que contribuem para a Funpresp de quem possui os requisitos de contribuição. Identificou, também, as carreiras mais expostas a prejuízos de reserva acumulada para aposentadoria, através da análise dos efeitos do Funpresp e das lacunas de cobertura previdenciária para diferentes perfis de renda e escolaridade, causados pela não antecipação do início da contribuição previdenciária complementar e não adesão a Funpresp. Tratou-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e quantitativa, baseada em microdados registrados no SIAPE, extraídos via DW, referente a folha de pagamento de setembro/2025. A metodologia utilizou segmentação computacional para cruzar categorias funcionais (docentes e técnicos) com faixas de remuneração e análise de tabela dos planos de carreira dos servidores. Concluiu-se que em relação a Carreira x Escolaridade, a categoria Docente já começa ou atinge em pouco tempo o teto do INSS, desde que com a titulação de doutorado ou mestrado e com a carga horária (jornada de trabalho) maior que 20h. Já a categoria Técnica, que em início de carreira ou níveis médios tendem a ficar abaixo do teto, algumas classes poderão atingir o teto ao longo da vida funcional, e por isso, é necessária atenção à categoria, sendo prudente aderir à Funpresp, como contribuinte facultativo, até chegar o tempo de obrigatoriedade, e/ou fazer investimentos/fundos previdenciários de forma autônoma.