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Banca de DEFESA: JOSÉ IVAN DE MACEDO BORGES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ IVAN DE MACEDO BORGES
DATA: 24/04/2026
HORA: 15:00
LOCAL: CCHL
TÍTULO: A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO ENSINO DE FILOSOFIA: um estudo sobre o poder a partir do pensamento de Michel Foucault
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Filosofia; Educação; Poder; Michel Foucault; Jacques Rancière
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
RESUMO:

A presente pesquisa tem como objetivo geral analisar as relações de poder e hierarquia
existentes entre professor e aluno, buscando refletir sobre o protagonismo de ambos os
sujeitos no processo de ensino e aprendizagem, especialmente nas aulas de Filosofia. O
estudo parte da compreensão de que o ambiente escolar é atravessado por dinâmicas de
poder que, ao mesmo tempo em que estruturam o processo educativo, também podem ser
espaço de resistência e emancipação. A fundamentação teórica baseia-se principalmente no
pensamento de Michel Foucault, cujas concepções sobre disciplina, vigilância e poder-saber
permitiram compreender a escola como dispositivo de normalização e controle social, bem
como em Jacques Rancière, cuja obra O mestre ignorante (1987) propõe uma ruptura com a
pedagogia tradicional ao defender a igualdade das inteligências. Trata-se de uma pesquisa
qualitativa e de natureza bibliográfica, de abordagem genealógica foucaultiana, que busca
analisar as práticas e discursos que constituem as relações pedagógicas e as subjetividades
formadas no espaço escolar. Foram examinadas obras teóricas, documentos oficiais da
educação brasileira — como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº
9.394/1996) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) —, além de produções
acadêmicas que abordam o ensino da Filosofia no Brasil sob diferentes perspectivas
históricas e metodológicas. Os resultados apontam que as relações entre professor e aluno
ainda são marcadas por uma lógica hierárquica e disciplinar, herdada de modelos tradicionais
de ensino. No entanto, também se observam movimentos de subversão e transformação,
impulsionados por metodologias ativas e práticas pedagógicas que valorizam a autonomia
intelectual do estudante e o diálogo como meio de construção do conhecimento. A pesquisa
conclui que compreender essas relações sob a ótica foucaultiana e rancieriana é essencial
para repensar o papel da Filosofia na escola contemporânea, não apenas como disciplina
curricular, mas como prática crítica e emancipadora.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1210409 - DEYVISON RODRIGUES LIMA
Interno - 1815448 - PEDRO PEREIRA DOS SANTOS
Externo à Instituição - 733.***.***-00 - ALEX FABIANO CORREIA JARDIM - UNIMONTES
Notícia cadastrada em: 19/04/2026 15:42
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