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Banca de DEFESA: ANTONIA FABIANA RODRIGUES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIA FABIANA RODRIGUES DA SILVA
DATA: 06/02/2020
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de Reunião do Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva-GPeSC/Campus -Picos-Pi
TÍTULO: Análise do uso de intervenção telefônica, realizada por enfermeiro, no autocuidado para prevenção do pé diabético
PALAVRAS-CHAVES: Educação em saúde. Pé diabético. Diabetes Mellitus. Telefone. Autocuidado.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

Este estudo objetivou avaliar o efeito de uma intervenção telefônica de suporte à assistência em saúde tradicional, como estratégia de incentivo à prática do autocuidado com os pés, para prevenção do pé diabético em pessoas com DM2, acompanhadas na atenção básica. Trata-se de um ensaio clinico randomizado, para avaliar uma intervenção educativa, desenvolvido com 102 usuários com Diabetes Mellitus tipo 2, sendo 52 pertencentes ao grupo controle e 50 ao grupo intervenção, vinculados a quatro Unidades Básicas de Saúde em uma cidade no Piauí.  A coleta de dados foi realizada durantes os meses de dezembro de 2018 a julho de 2019 e foi dividida em três momentos: pré-intervenção, a intervenção educativa e pós-intervenção. Na pré-intervenção, para ambos os grupos, os participantes foram convidados a participar do estudo, a responder um formulário, a realizar medidas antropométricas, e posteriormente randomizados em um dos grupos. A intervenção educativa, para o grupo intervenção, ocorreu de forma sistematizada, consistiu em uma ligação telefônica, realizada por enfermeira treinada, a cada 15 dias, totalizando seis ligações durante três meses; e, para cada sessão da intervenção foi preenchido um formulário com o número de tentativas e duração das chamadas. O grupo controle não participou de nenhuma intervenção educativa vinculada ao projeto, mas apenas de atendimento convencional recebido nas unidades de saúde. Para realizar as análises estatísticas dos dados foram utilizados os softwares R versão 3.5.3 e o Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 20. Para a variáveis qualitativas foram utilizadas as frequências absolutas e relativas, já para as quantitativas, utilizou-se média e desvio padrão. Para comparar o conhecimento e práticas sobre os cuidados com os pés em diabéticos, nos tempos antes e após a intervenção, por grupo, foi utilizado o teste de McNemar devido a característica de amostragem pareada. Nas comparações entre os grupos, foi utilizado o teste qui-quadrado de homogeneidade para comparar proporções. Para as variáveis contínuas, utilizou-se teste t de Student para amostras independentes com variâncias iguais. Para testar a homogeneidade das variâncias foi utilizado o teste de Levene. Em todos os testes foi utilizado um nível de 0,05 de significância. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal do Piauí, parecer nº: 3.018.155 e está cadastrado na Plataforma de Registros Brasileiros de Ensaios Clínicos sob o número do UTN: U1111-1218-1886. Com relação ao perfil dos participantes, a maioria é, em ambos os grupos, do gênero feminino, com baixa escolaridade, idade média de 60 anos, casadas, com renda média de um salário-mínimo. Possuíam tempo de diagnostico, em média, de 8 anos e possuíam a hipertensão associada ao Diabetes Mellitus. Na avaliação do conhecimento e prática sobre os cuidados com os pés diabéticos no pré-teste, notou-se semelhança entre os grupos (valor de p > 0,05). Com relação a comparação intragrupo, entre o pré e o pós-teste no grupo controle, ao avaliar a prática dos pacientes diabéticos sobre os cuidados com os pés, em nenhuma variável houve diferença significativa (P> 0,005), já ao comparar a prática de autocuidado com os pés no grupo intervenção, nos tempos pré e pós-teste, nota-se o efeito positivamente significativo da intervenção, em que 70% dos itens avaliados obtiveram melhora, obtendo um valor de p <0,001 a 0,031. Em relação a comparação intergrupal no pré-teste, sobre a pratica de autocuidado com os pés, pode-se se observar, que não houve diferença estatística entre os grupos, já no pós-teste, obteve-se diferenças estatisticamente significativas (valor de p < 0,001 a 0,031). Conclui-se, a partir dos resultados alcançados, que a intervenção educativa via chamada telefônica, foi eficaz na sensibilização dos pacientes com DM2, melhorando o conhecimento sobre cuidados com os pés e estimulando-os a praticar tais cuidados, podendo assim, ser uma estratégia utilizada de forma complementar aos métodos convencionais de educação em saúde. 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1552848 - ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
Externo ao Programa - 1863830 - ANDRESSA SUELLY SATURNINO DE OLIVEIRA
Interno - 2730060 - LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
Externo à Instituição - Thereza Maria Magalhães Moreira - UECE
Notícia cadastrada em: 27/01/2020 12:03
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