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Banca de DEFESA: GESSIELMA APARECIDA DE SOUSA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GESSIELMA APARECIDA DE SOUSA SANTOS
DATA: 08/04/2016
HORA: 10:00
LOCAL: Sala 301 - CCHL
TÍTULO:

UM ESTUDO SOCIOLINGUÍSTICO DE CONTATO DIALETAL: A INTERFERÊNCIA/ALTERNÂNCIA ENTRE A VIBRANTE SIMPLES COM A FRICATIVA VELAR  NA  FALA DE GAÚCHOS  E BOM- JESUENSES, NO PIAUÍ.


PALAVRAS-CHAVES:

Variação linguísticaContato interdialetal. Interferência/ Alternância. Vibrante simples. Fricativa Velar




PÁGINAS: 160
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
RESUMO:

O fenômeno da variação linguística está presente nas mais diversas situações de interação que envolvem falantes de uma língua, e como tal faz  parte da caracterização linguística de muitas regiões brasileiras. Dentro dessa realidade, estão os falantes da cidade de Bom Jesus-PI que se caracteriza por uma migração gaúcha visível ao longo dos últimos 25  anos. Sendo assim este trabalho tem como finalidade investigar a Interferência/alternância da vibrante simples com a fricativa velar presente em situações de fala de falantes gaúchos e bom-jesuenses que mantêm contato entre si e  moram na cidade de Bom Jesus-PI. Nessa investigação, usamos como aporte teórico fundamental Labov (1960), Bortoni (2014), Tarallo ( 2007), Cardoso (2010), Weinreich (1968)e Gumperz(1998) dentre outros que abordam sobre diversos estudos de fenômenos da variação linguística e, ainda, Câmara (1971,1998)  Callou(1996;1999), Silva (2014;2015) como base para a identificação da variação fonético-fonológica em questão.  A proposta metodológica deste trabalho caracterizou-se por uma abordagem quantitativa e qualitativa sobre o corpus selecionado, constituído de uma amostra  de fala de 20 informantes representativos dessa comunidade social. Para um melhor detalhamento dos dados, primeiramente, fizemos uma caracterização histórico-geográfica da comunidade estudada. Em seguida, foi feito um registro de conversas livres e narrativas orais que direcionaram para temas da realidade local, bem como trechos de falas produzidas durante a entrevista semiestruturada e em contextos interacionais dos informantes em situações cotidianas. Realizada a coleta de dados,  transcrevemos os  trechos de fala, procurando registrar a presença da interferência/alternância da vibrante simples com a fricativa velar nos usos linguísticos dos informantes. Depois disso, fizemos o levantamento quantitativo das variantes linguísticas encontradas, codificamos de acordo com as variáveis sociais, submetendo-as ao programa GoldVarb X, e fizemos uma análise interpretativa dos dados gerados. Na sequência, abordamos qualitativamente a ocorrência do fenômeno estudado na interação linguística e fizemos uma análise das percepções dos informantes a partir das suas reflexões a respeito de sua própria fala. Do ponto de vista estatístico, esse estudo revelou que a variável social naturalidade foi a que mais condicionou a alternância da vibrante simples com a fricativa velar. Do ponto de vista interacional, a pesquisa demonstrou que, de um modo geral, o emprego dessa alternância ocorre de uma maneira espontânea na fala dos informantes. Porém, quando questionados sobre o que percebem a respeito de como está sua própria fala e a fala do outro após o contato com outro dialeto, a maioria dos migrantes gaúchos afirmou que vê bastante diferença da forma que falavam antes para a que eles falam hoje. Já com relação  a opinião dos  bom-jesuenses sobre como está  sua fala  após a convivência com os gaúchos, apenas a minoria afirmou que percebe alguma mudança. A análise indicou  que os resultados já direcionam  para a consolidação da variante fricativa velar na fala dos gaúchos bem com fazem uma indicação da presença da vibrante simples na fala dos bom-jesuenses  na comunidade de fala pesquisada, comprovando assim que  a interferência/alternância da vibrante  simples com a fricativa velar está ocorrendo tanto na fala dos informantes gaúchos como na dos bom-jesuenses não só nas interações monitoradas como também em contextos espontâneos, cotidianos de fala. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 7422420 - CATARINA DE SENA SIRQUEIRA MENDES DA COSTA
Externo à Instituição - DERMEVAL DA HORA OLIVEIRA - UFPB
Interno - 097.385.093-00 - IVEUTA DE ABREU LOPES - UESPI
Notícia cadastrada em: 17/03/2016 14:41
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb03.ufpi.br.sigaa 17/06/2021 14:48