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Banca de DEFESA: ROSA ÁUREA FERREIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSA ÁUREA FERREIRA DA SILVA
DATA: 31/03/2016
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de Video II
TÍTULO:

O LUGAR DE ENUNCIAÇÃO, UMA POSSIBILIDADE DE FALA DA MULHER SUBALTERNA EM NIKETCHE: UMA HISTÓRIA DE POLIGAMIA DE PAULINA CHIZIANE


PALAVRAS-CHAVES:

Literatura africana. Paulina Chiziane. Niketche. Gênero. Subalternidade.


PÁGINAS: 118
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

Niketche: uma história de poligamia, romance da autora moçambicana Paulina Chiziane, que constitui-se como corpus desta pesquisa, é um romance narrado em primeira pessoa pela personagem Rami, uma mulher que vive em um contexto pós-colonial em uma sociedade patriarcal que relega à mulher uma posição de subalternidade pontuada pelo binarismo social de gênero que hierarquiza as diferenças sociais ente homem e mulher. No romance, apesar do contexto social, percebe-se uma quebra de paradigmas quando as mulheres, representadas e lideradas pela protagonista Rami, tomam consciência de seu estado de subalternidade e procuram compreender melhor as tradições e o contexto poligâmico da sociedade em que estão inseridas culminando em uma possibilidade de fala e reconstrução identitária. O objetivo geral desta pesquisa é investigar o lugar de enunciação e a possibilidade de fala da mulher subalterna no romance. Como objetivos específicos pretende-se relatar sobre a percepção de Paulina chiziane em relação ao feminino em Moçambique; Examinar algumas tradições moçambicanas presentes no romance e o seu grau de cumplicidade para a subalternidade da mulher; Investigar como Paulina Chiziane através da personagem Rami e demais personagens femininas, possibilita um espaço onde a mulher tenha voz e possa ser ouvida; E por fim, investigar como a troca de conhecimentos por meio de um processo dialógico culmina em uma possibilidade de fala e (re)construção identitária das mulheres subalternas. Trata-se uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico no campo da crítica literária com diálogo interdisciplinar com a história, sociologia e antropologia. Para as análises foram empreendidos os pressupostos dos teóricos Spivak (2010), Beverley (2004) e Rodriguez (2000), para se falar sobre o conceito de subalternidade; Said (2005) para se preconizar sobre representação do intelectual; dos conceitos teóricos de Leite (2014) sobre oralidade; de Bakhtin (2002) sobre diálogo e alteridade; além dos conceitos de identidade de Castells (1999) e Hall (2005,2014); dentre outros pesquisadores. As conclusões parciais apontam para uma possibilidade de fala e (re)construção identitária da mulher subalterna no romance, apesar dos obstáculos que esta tem que enfrentar em uma sociedade com construtos sociais patriarcais arraigados como a moçambicana.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DANNIELA PEDREIRA ARAGÃO - PUC - RJ
Interno - 145.435.403-87 - MARGARETH TORRES ALENCAR COSTA - UESPI
Presidente - 1192205 - SEBASTIAO ALVES TEIXEIRA LOPES
Notícia cadastrada em: 21/03/2016 14:10
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