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Banca de DEFESA: ISRAEL ALVES CORRÊA NOLETO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISRAEL ALVES CORRÊA NOLETO
DATA: 27/02/2018
HORA: 10:00
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Letras
TÍTULO: GLOSSOPOESIS IN STORY OF YOUR LIFE BY TED CHIANG AND ARRIVAL BY DENIS VILLENEUVE AND ERIC HEISSERER
PALAVRAS-CHAVES: Literatura. Cinema. Glossopoese. Filosofia.
PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

A conexão entre glossopoese e ficção científica foi sempre longa e frutífera. Notadamente, a língua fictícia construída chamada Heptapod B desempenha um papel inovador e significativo no premiado conto História de sua vida (1998) de Ted Chiang e em sua adaptação fílmica A Chegada (2016) dirigido por Denis Villeneuve e escrito por Eric Heisserer, os quais constituem o corpus de minha pesquisa. Por conseguinte, nesta dissertação, pretendo produzir uma análise especulativa de três temas precípuos: (1) Discuto acerca do poder que a linguagem é capaz de exercer sobre o pensamento, conforme descrito pela hipótese Sapir-Whorf, comentando brevemente o que se sabe neste respeito atualmente, ao passo em que também realço suas profundas associações com o Heptapod B, e seu papel essencial na mecânica do enredo. Para tanto recorro basilarmente às reflexões de Benjamin Lee Whorf (1944), Guy Deutscher (2010), Stockwell (2006) e Ria Cheyne (2008). (2) Em seguida, abordo difere a percepção de tempo dos heptapods em relação à dos humanos, isto é, sequencial. Neste contexto, o princípio do menor tempo de Fermat é usado como forte metáfora para representar a percepção de tempo dos alienígenas. Entre outras coisas, a norma define que o raio de luz sempre encontrará o percurso mais rápido e curto até um determinado ponto, alcançando inevitavelmente o seu destino pretendido. Nesta seção, investigo as associações deste princípio com a percepção de tempo dos extraterrestres partindo dos escritos de Isenberg (2016), Nussenzveig (1998) e Curtis e Robson (2016) sobre MacTaggart, bem como as elucidações do próprio autor. (3) Tudo isto leva a um intricado paradoxo. Se for possível ver o futuro, isso não significa que o futuro já existe? Se for assim, como isto pode ser conciliado com a existência do livre arbítrio? Esta dialética representa o cerne da discussão do terceiro capítulo. Destarte, coleto e reviso as contribuições de Aristóteles conforme referidas por Todd (1976), Schopenhauer (1839) e Friedrich Nietzsche (1895), além de outros relacionados ao enredo tanto do texto literário como do longa-metragem.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 145.435.403-87 - MARGARETH TORRES ALENCAR COSTA - UESPI
Externo à Instituição - MARIA DO PERPETUO SOCORRO REGO E REIS COSME - UFSC
Presidente - 1192205 - SEBASTIAO ALVES TEIXEIRA LOPES
Notícia cadastrada em: 21/02/2018 09:03
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