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Banca de QUALIFICAÇÃO: LOURIVAL DA SILVA BURLAMAQUI NETO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LOURIVAL DA SILVA BURLAMAQUI NETO
DATA: 10/10/2014
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de Estudos Literários - CCHL
TÍTULO:

Mímesis e Poiesis nos cantos V e VI de Os Lusíadas de Luís de Camões.


PALAVRAS-CHAVES:

Mímesis; Lusíadas; Épico; Plasticidade.


PÁGINAS: 42
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

Este trabalho investiga como ocorre a representação do real no poema épico Os Lusíadas de Luís de Camões. Parte-se da hipótese de que a épica camoniana é uma remodulação dos feitos lusitanos que tenta eterniza-los, redimindo-os do esquecimento, e que por isso estes são apresentados com alta plasticidade. O conceito de mímesis que pressupõe um vínculo entre uma cena orientadora, frequentemente intitulada real, e um quadro ficcional, presente no artefato estético, será o substrato teórico que norteará esta pesquisa. Enfatiza-se, no âmbito dos estudos miméticos, as contribuições de Aristóteles (1987) e Erich Auerbach (1997, 2013). O primeiro compreendia a mímesis como atividade que engendrava um produto possuidor de semelhanças e dissonâncias com uma cenaprimeira, remodelando-a na medida em que a retratava. O segundo estudou-a como uma ação estruturadora de ficções baseada na relação entre a percepção do real de um autor e sua efetivação em um texto assentado sobre o binômio: índole/destino das personagens. Relaciona-se os conceitos de physis e mimemata de Aristóteles com as noções de prefiguração e preenchimento de Auerbach com o intuito de demonstrar que a cena épica para Camões é ao mesmo tempo construção do próprio feito, sob a égide da plasticidade, e complementação, pois, embora concluso, apenas o canto do poeta permite enxergá-lo, integrando-o na memória dos homens. No afã de conceder coerência teórica a esta investigação busca-se, em excertos de Os Lusíadas, reverberações de assertivas poéticas de Aristóteles. Tenciona-se, com o mesmo propósito, apresentar a percepção camoniana da palavra épica enquanto artifício que, visando o apregoamento de ações notáveis, é capaz de preencher estes feitos imortalizando-os para a posteridade. Recorreu-se, para uma compreensão exitosa da obra camoniana, às obras de Pécora (2006), Hansen (2005), Aguiar e Silva (2011) e Marnoto (1997).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1630720 - MARIA ELVIRA BRITO CAMPOS
Interno - 1550705 - LUIZIR DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - MÁRCIO RICARDO COELHO MUNIZ - UFBA
Notícia cadastrada em: 09/10/2014 10:06
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