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Banca de DEFESA: GLAUCIANY SOARES LOPES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GLAUCIANY SOARES LOPES
DATA: 14/08/2015
HORA: 08:00
LOCAL: Salão Nobre do CPCE
TÍTULO:

ATIVIDADE INSETICIDA E ALELOPÁTICA DO EXTRATO ETANÓLICO DE Anadenanthera macrocarpa (BETH) BRENAN


PALAVRAS-CHAVES:

Angico preto, metabólitos secundários,lepidópteros pragas


PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitossanidade
ESPECIALIDADE: Entomologia Agrícola
RESUMO:

Os vegetais apresentam metabólitos secundários com moléculas aleloquímicas das quais têm sido usados, como, uso de herbicidas, inseticidas, nematicidas (defensivos agrícolas), diminuindo a contaminação ambiental e o risco à saúde humana causada pelos inseticidas. Além disso esses metabolitos podem também atuar de forma alelopática, estimulando o crescimento ou desenvolvimento das plantas de forma favorável ou antagônico. No Cerrado Brasileiro encontram-se espécies arbóreas relatadas na cultura popular como fontes de princípios ativos com potencial inseticida e alelopático, como é o caso da Anadenthera macrocarpa, relatada com amplo uso também na medicina popular. Nesse sentido, objetivou-se com essa pesquisa investigar a existência de atividade alelopática de extratos etanólicos das folhas e da casca de angico preto (Anadananthera macrocarpa) sobre a germinação e desenvolvimento de plântulas de tomate (Lycopersicum esculentum L.), pimentão (Capsicum Annuum L.) e milho (Zea mays L.) e avaliar o potencial inseticida do extrato das folhas e da casca do angico preto (Anadenanthera macrocarpa), na mortalidade e desenvolvimento de Spodoptera frugiperda, Spodoptera cosmioide e Helicoverpa armigera. Os extratos foram preparados a partir da casca do caule e das folhas de angico preto coletadas na cidade de Angical (PI). No bioensaio de alelopatia o extrato da casca e das folhas nas concentrações 0, 250, 500 e 1000mg/L-1 foram utilizados avaliar a germinação, crescimento da radícula e do hipocótilo. O delineamento foi inteiramente casualizado e as médias comparadas pelo teste de tukey a 5% de probabilidade. O crescimento da radícula de milho foi estimulado na concentração de 250 mg mL do extrato da folha e na presença do extrato da casca o crescimento foi linear. Já o IVG e o PG aumentaram na concentração de 615,8 e 724,4 respectivamente. A concentração 654,9 aumentou o crescimento do hipocótilo e 628,1 mg mL da radícula de pimentão. O crescimento da radícula de tomate foi influenciado pelas concentrações, sendo reduzida com o aumento da concentração.  Portanto, concluímos que o efeito do extrato etanólico da folha e da casca, interferiram, no perfil de germinação e crescimento das espécies vegetais utilizadas, atuando de forma diferente em cada uma das espécies. Para avaliar o potencial inseticida foram realizados dois bioensaios: tópico e ingestão de discos foliares tratados com extrato da casca e da folha de angico preto. O extrato da casca e da folha foram bioensaiados nas concentrações de 500ppm, 1000ppm, 2500ppm, 4000ppm, 5000ppm, 10000ppm e 15000ppm. No bioensaio tópico o extrato foi aplicado no dorso de cada lagarta e no bioensaio de ingestão discos de folhas de milho foram tratadas com o extrato e oferecidas como alimento. Foi utilizado 10 lagartas de cada espécie com três repetições em cada bioensaio. Os parâmetros biológicos observados foram: mortalidade, duração do período larval e pupal, viabilidade larval e pupal e peso das pupas. Delineamento foi inteiramente casualisado e as médias comparadas pele teste de tukey a 5% de probabilidade. O extrato da casca e da folha de angico preto em todas as concentrações causou mortalidade em Spodoptera frugiperda. Nas concentrações de 4000 e 5000 ppm causou mortalidade em Helicoverpa armigera, no bioensaio de aplicação tópica. Quanto ao desenvolvimento, houve efeito significativo na duração do ciclo de vida, alterando o desenvolvimento no período lagarta a adulto.  Conclui-se, portanto, que o extrato etanólico de angico preto possui moléculas que são importantes para o crescimento das plantas estudadas e também com ação na mortalidade e no desenvolvimento de lagartas, porém mais estudos são necessários.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 049.642.706-70 - ALEXANDRE FARIA DA SILVA - UFPI
Externo à Instituição - ANA MARIA MAPELI - UFBA
Externo ao Programa - 1479805 - FRANCISCO FERNANDES PEREIRA
Presidente - 1494669 - LUCIANA BARBOZA SILVA
Notícia cadastrada em: 05/08/2015 09:15
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