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Banca de QUALIFICAÇÃO: FRANCISCO FRANCIRLAR NUNES BEZERRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCO FRANCIRLAR NUNES BEZERRA
DATA: 26/07/2022
HORA: 09:00
LOCAL: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/jaira-maria-alcobaca-gomes
TÍTULO: A adequação aos princípios de Comércio Justo nas cooperativas de caju (Anacardium occidentale L.) do semiárido piauiense
PALAVRAS-CHAVES: Agricultura; Cajucultura; Certificação; Comércio; Sustentabilidade.
PÁGINAS: 176
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

As cooperativas de caju, ao buscarem inserir-se no mercado internacional, perceberam que o Comércio Justo seria uma alternativa viável para o escoamento de seus produtos. Para tanto, tiveram que mudar sua gestão orientada, para obtenção da certificação FLOCERT, no intuito de gerar benefícios aos cooperados. Assim, questiona-se como o processo de adequação da COCAJUPI aos princípios de Comércio Justo propagadas pela FLOCERT vem proporcionando vantagens econômicas, sociais e ambientais nas cooperativas, especificamente, no segmento da exportação da amêndoa, situadas nos municípios do semiárido piauiense? A hipótese formulada é que os cajucultores, ao adotarem esses princípios e ficarem certificados pela FLOCERT, obtiveram boas condições de produção (técnicas e reduções de custos), melhor relação comercial, estabelecendo um canal de distribuição direta do produto, preços justos e ações com menores impactos à natureza, como preocupação com a destinação de resíduos gerados, redução no uso de água, energia, matéria-prima e a não utilização de organismos geneticamente modificados. Logo, o objetivo geral analisa a adequação das cooperativas da COCAJUPI, no segmento de produção de amêndoas, aos princípios do Comércio Justo. Especificamente, buscou-se caracterizar as condições de trabalho nas práticas produtivas da amêndoa de caju; descrever a estrutura das cooperativas e os aspectos da sua atividade, informando todos os intervenientes no processo de comercialização; analisar o preço da castanha e sua relação com o preço justo; e, identificar as práticas sustentáveis desenvolvidas pelas cooperativas de caju. A metodologia de estudo utilizou fontes primárias e secundárias. As primárias consistiram em pesquisa de campo, aplicando formulário com perguntas abertas e fechadas e observação não participativa. Já as secundárias incidiram em informações de revistas, documentos e órgãos relacionados à temática. A amostra versou nas cooperativas ligadas à COCAJUPI, em que se entrevistaram os seus gerentes – presidentes no período entre 03 e 09 de novembro de 2021, em cinco cidades do Piauí (Picos, Monsenhor Hipólito, Francisco Santos, Ipiranga e Pio IX). Os dados obtidos foram inseridos em uma planilha eletrônica, tabulados, expostos através de gráficos e comentados, por meio da Estatística Descritiva e análise temática. Constatou-se que a convivência com a estiagem, ao longo da década dos anos 2010, foi marcante para a Cajucultura, reduzindo a área colhida da amêndoa, e, por consequência, a oferta do produto. Diante disso, a produtividade, principalmente durante os anos de 2016 e 2017, obteve tendência de queda, havendo oscilação de preço para cima no mercado. Outro fator a considerar versa sobre o baixo valor agregado desse produto, em função, principalmente, de poucos investimentos na cadeia produtiva da amêndoa de caju, os quais têm trazido poucos retornos de rendimentos aos agricultores, acrescido de transações comerciais a nível mundial, cada vez mais competitivo, que prima por bens produzidos de forma mecanizada, a exemplo do Vietnã e tem tornado o setor externo cada vez mais complexo. Apesar disso, o comércio entre países tem se tornado uma importante via de escoamento para os produtos do caju, em especial, a amêndoa, que possui um valor agregado maior. Logo, o processo produtivo das amêndoas nas minifábricas é orientado para cumprir os requisitos estabelecidos pela FLO. As cooperativas afiliadas à COCAJUPI adaptaram seu processo produtivo com o desígnio de serem certificadas e, assim obterem um selo Fair Trade, todavia, deixou algumas ações a desejar, a exemplo das práticas de proteção ambiental, que ainda não são eficazes, assim como o ambiente interno das cooperativas não geram conforto aos funcionários. Para tanto, a FLOCERT usa o termo de conformidades para tais casos, cabendo à organização preponente se refazer do erro, para ser renovada a possibilidade de pertencer ao Comércio Justo. E como as visitas de inspeção da FLOCERT são anuais, devendo manter-se, nas minifábricas, um processo de aprendizado contínuo, a fim de manter, de forma eficiente, o atendimento desses requisitos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423405 - JAIRA MARIA ALCOBACA GOMES
Interno - 423289 - JOAO BATISTA LOPES
Externo ao Programa - 1654984 - JOÃO SOARES DA SILVA FILHO
Externo ao Programa - 1220431 - KARLA BRITO DOS SANTOS
Externo à Instituição - JOSÉ EDILSON DO NASCIMENTO - IFMA
Externo à Instituição - Andréa da Silva Gomes - UESC-BA
Externo à Instituição - MARIA DE FÁTIMA VIEIRA CRESPO - UFDPar
Notícia cadastrada em: 29/06/2022 21:23
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb05.ufpi.br.instancia1 13/08/2022 17:51