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Banca de DEFESA: FRANCISCO FRANCIRLAR NUNES BEZERRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCO FRANCIRLAR NUNES BEZERRA
DATA: 22/03/2023
HORA: 08:30
LOCAL: Auditório Profa. Socorro Lira - Prodema - Tropen
TÍTULO: Adequação das cooperativas de caju (Anacardium Occidentale L.) do semiárido piauiense aos princípios de Comércio Justo
PALAVRAS-CHAVES: Agricultura; Cajucultura; Certificação; Comércio; Sustentabilidade.
PÁGINAS: 145
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

As cooperativas de caju ao buscarem inserir-se no mercado internacional, constataram que o Comércio Justo seria uma
alternativa viável para o escoamento de seus produtos. Para tanto, tiveram que mudar sua gestão orientada para obtenção
da certificaçãoFairtrade Labeling Organization InternationalFLO no intuito de gerar benefícios aos cooperados.
Assim, questiona-se como o processo de adequação da Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí
COCAJUPI aos princípios de Comércio Justo propagadas pela FLO vem proporcionando vantagens econômicas, sociais
e ambientais em suas cooperativas, especificamente, no segmento da exportação da amêndoa de caju situadas nos
municípios do semiárido piauiense? A hipótese formulada é que os cajucultores ao adotarem esses princípios e ficarem
certificados pelaFairtrade InternationalCertificationFLOCERT obtiveram boas condições de produção (técnicas e
reduções de custos), melhor relação comercial, estabelecendo um canal de distribuição direta do produto, preços justos e
ações com menores impactos à natureza como preocupação com a destinação de resíduos gerados, redução no uso de
água, energia, matéria-prima e a não utilização de organismos geneticamente modificados. Logo, o objetivogeral analisa
a adequação das cooperativas da COCAJUPI no segmento de produção de amêndoas aos princípios do Comércio Justo.
Especificamente, buscou-se expor o surgimento da cajucultura e sua relação com o cooperativismo; caracterizar as
condições de trabalho nas práticas produtivas da amêndoa de caju; descrever a estrutura das cooperativas e os aspectos
da sua atividade, informando todos os intervenientes no processo de comercialização; analisar o preço da castanha e sua
relação com o preço justo; e, identificar as práticas sustentáveis desenvolvidas pelas cooperativas de caju. A metodologia
de estudo utilizou fontes primárias e secundárias. As primárias consistiram em pesquisa de campo, aplicando formulário
com perguntas abertas e fechadas e observação assistemática não participativa, tendo como referência, os princípios do
Comércio Justo referendado pela FLO, organização que as certifica. Já as secundárias incidiram em informações de
revistas, documentos e órgãos relacionados à temática. A amostra versou nas cooperativas ligadas à COCAJUPI em que
se entrevistaram os seus diretores-presidentes no período entre 03 e 09 de novembro de 2021 em cinco cidades do Piauí
(Picos, Monsenhor Hipólito, Francisco Santos, Ipiranga do Piauí e Pio IX). Os dados obtidos foram inseridos em uma
planilha eletrônica, tabulados, expostos através de textos e gráficos, comentados por meio da Estatística Descritiva e
análise temática. Entre os resultados, avaliando o preço da amêndoa, verificou-se que a convivência com a estiagem ao
longo da década dos anos 2010 foi marcante para a cajucultura, reduzindo a área colhida da amêndoa e, por consequência,
a oferta do produto. Diante disso, a produtividade diminuiu, principalmente, durante os anos de 2012 e 2017, elevando o
seu preço de mercado e como esse produto é direcionada em maior parte para Europa, outros fatores a considerar versam
sobre a complexidade do setor externo que prima por bens produzidos de forma mecanizada e com qualidade, cuja a
concorrência está cada vez mais acirrada com a entrada do Vietnã e Nigéria e somado a esse fato, considera-se como mais
um obstáculo, os poucos investimentos feitos na cadeia produtiva da amêndoa de caju, gerando o baixo valor agregado.
Apesar disso, o mercado entre países tem se tornado uma importante via de escoamento para cajucultura, peculiarmente,
a amêndoa, que possui negociação mais valorizada. Diante desse contexto, as cooperativas de caju em busca de novos
pontos de venda internacional, adaptaram seu processo de produção aos princípios da FLO e, tiveram maiores ganhos
financeiros pela valorização de seu produto, melhorias sociais, em especial, no cumprimento de normas trabalhistas nas
minifábricas, entretanto, o ambiente interno das cooperativas não geram total conforto aos funcionários. Já os efeitos no
âmbito ambiental, foram tímidos, haja vista serem relacionados as técnicas de fim-de-tubo como racionalização de água,
energia e insumo, sendo que ainda, não houve conscientização dos gestores sobre os benefícios ao planeta. Dessa forma,
conclui-se que as cooperativas afiliadas à COCAJUPI adaptaram seu processo produtivo com o desígnio de serem
certificadas e, assim obterem um seloFairtrade, gerando vantagens econômicas e sociais, todavia, deixou algumas ações
a desejar, a exemplo das práticas de proteção ambiental que ainda não são eficazes. Logo, ressalta que o processo
produtivo das amêndoas nas minifábricas cumpre de forma eficiente os requisitos estabelecidos pela FLO. Como as visitas
de inspeção da FLOCERT são anuais, devendo manter-se nas minifábricas, um processo de aprendizado contínuo a fim
de manter de forma eficiente, o atendimento desses requisitos, recomendando que se adeque as medidas ambientais, sem
elevar tantos os custos, tendo como alternativa criarem uma política ambiental e adotam um Sistema de Gestão Ambiental,
manter uma rotina de avaliação do bem-estar dos cooperados, principalmente, na parte do processo produtivo, em seu
ambiente de trabalho, haja vista ser uma cobrança recorrente e, que mantenham de forma eficiente, o gerenciamento das
atividades rurais, a contabilização de receitas e custos e planejamento estratégico, no intuito de obterem retornos
financeiros mais expressivos, para tanto, isso requer realmente mudança de atitude na forma de gerenciar as cooperativas
rurais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423405 - JAIRA MARIA ALCOBACA GOMES
Interno - 423289 - JOAO BATISTA LOPES
Interno - 302.181.523-53 - FRANCISCO SOARES SANTOS FILHO - UESPI
Externo ao Programa - 1654984 - JOÃO SOARES DA SILVA FILHO
Externo ao Programa - 1220431 - KARLA BRITO DOS SANTOS
Externo à Instituição - MARIA DE FÁTIMA VIEIRA CRESPO - UFDPar
Externo à Instituição - JOSÉ EDILSON DO NASCIMENTO - IFMA
Externo à Instituição - Andréa da Silva Gomes - UESC-BA
Notícia cadastrada em: 13/03/2023 15:59
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