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Banca de DEFESA: ANA CLARA SILVA SALES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA CLARA SILVA SALES
DATA: 16/10/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO: ATIVIDADE ANTIBACTERIANA, ANTIFÚNGICA E ANTILEISHMANIA DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA ESTABILIZADAS COM PROTEÍNAS DO LÁTEX DE Plumeria pudica
PALAVRAS-CHAVES: Nanomedicina; nanotecnologia; proteínas vegetais; antimicrobiano.
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

O látex é um fluido produzido por diferentes espécies de plantas e possui uma complexa e rica composição bioquímica, contendo diversas moléculas bioativas. Devido à presença destes compostos presentes nesse fluido, o látex pode ser empregado no processo de síntese de nanopartículas, pois funcionam como agente redutor/estabilizador. As proteínas, por exemplo, são descritas como potenciais formadoras nanopartículas de prata (AgNPs). As interessantes propriedades antimicrobianas da prata fazem dela um vantajoso material para a nanomedicina e assim têm se tornado um dos nanomateriais comercialmente mais importantes. Os métodos utilizados para a síntese destas AgNPs, entretanto, são, em sua maioria, essencialmente químicos, podendo gerar subprodutos tóxicos para o meio ambiente e saúde humana. Neste sentido, metodologias com uma abordagem de síntese verde têm ganhado destaque pelo uso de produtos naturais, ecologicamente corretos, que podem minimizar a toxicidade destes produtos. O presente estudo objetivou a investigação do potencial antimicrobiano, frente a bactérias, fungos e protozoários das AgNPs sintetizadas pelo método químico e síntese verde, utilizando proteínas oriundas do látex de Plumeria pudica (PLPp) como agente redutor/estabilizador. A síntese das AgNPs utilizando PLPp, tanto pelo método químico quanto pela rota verde, foi evidenciada pela mudança de coloração das soluções para amarelo-marrom, bem como, pela presença da banda plasmônica característica das nanopartículas na região do UV-Vis (variando entre 401-423 nm). Os testes antimicrobianos foram realizados em placas de 96 poços pelo método de microdiluição. Ensaios antibacterianos demonstraram que as AgNPs apresentaram interessante potencial contra Staphylococcus aureus, no entanto, apresentaram as menores CIM para Pseudomonas aeruginosa, com uma maior efetividade da AgNPs-SV1 que demonstrou CIM de 5,31 (0,59) µg/mL. Dentre as AgNPs testadas, AgNPs-SQ1, AgNPs-SQ3, AgNPs-SV1 exibiram atividade bactericida para ambas as espécies, enquanto que AgNPs-SV3 apresentou atividade bactericida para P. aeruginosa e AgNPs-SQ2, AgNPs-SV2 demonstraram atividade bacteriostática para a mesma espécie. A avaliação de suceptibilidade fúngica revelou que as AgNPs sintetizadas possuem uma notável seletividade para fungos leveduriformes, dando ênfase para AgNP-SV1 que apresentou as menores CIM para todas as espécies testadas, como 1,33 (0,15) μg/mL para Candida albicans, 5,31 (0,59) μg/mL para Candida parapsilosis e 5,31 (0,59) μg/mL para Cryptococcus neoformans. No ensaio antileishmania, todas as AgNPs apresentaram potencial inibitório estatisticamente significativo para Leishmania Viannia braziliensis, com destaque para AgNP-SQ1 que demonstrou CI50 de 1,33 (0,15) μg/mL. Avaliando a citotoxicidade frente a macrófagos murinos, verificou-se que as AgNPs sintetizadas por rota química foram mais tóxicas que as produzidas por síntese verde, no entanto, as primeiras ainda exibiram maior toxicidade para os microrganismos do que para as células mamíferas. Maiores investigações ainda se fazem necessárias, para melhor caracterizar esse sistema e explorar os possíveis mecanismos envolvidos em cada atividade.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1718303 - DURCILENE ALVES DA SILVA
Presidente - 1789383 - JEFFERSON SOARES DE OLIVEIRA
Interno - 2362290 - KLINGER ANTONIO DA FRANCA RODRIGUES
Notícia cadastrada em: 06/10/2020 14:10
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