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Banca de DEFESA: JAINE MAGALHÃES PAZ DE LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JAINE MAGALHÃES PAZ DE LIMA
DATA: 08/06/2022
HORA: 14:00
LOCAL: ON-LINE
TÍTULO: ASSOCIAÇÃO ENTRE O CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS E TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS EM ADULTOS E IDOSOS: INQUÉRITO DE BASE DOMICILIAR
PALAVRAS-CHAVES: Transtornos mentais; Consumo Alimentar; Alimentos industrializados; Adultos; Idosos.
PÁGINAS: 63
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO:

Introdução: Estudos indicam que o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados (AUP) podem ser consequência de sintomas de depressão e ansiedade ou mesmo ser fator desencadeador destes Transtornos Mentais Comuns (TMC), por estarem associados a processos inflamatórios, formação de radicais livres e desequilíbrio dos neurotramissores. Embora os TMC sejam comuns atualmente, nota-se ainda lacunas sobre a temática, pois há poucos estudos que avaliaram a associação do consumo alimentar classificados quanto ao grau de processamento (alimentos ultraprocessados) e os transtornos mentais na população adulta e idosa no Brasil. Objetivo: Avaliar a associação entre o consumo de AUP e TMC em adultos e idosos de uma capital do nordeste brasileiro. Métodos: Estudo transversal, de base domiciliar, com adultos (20-59 anos) e idosos (> 60 anos), residentes na área urbana de Teresina, Piauí. Foram coletados dados socioeconômicos e demográficos, de estilo de vida (consumo de álcool, prática de atividade física e tabagismo), presença de TMC, consumo alimentar e medidas antropométricas (peso e altura). O consumo alimentar foi obtido por meio do recordatório alimentar de 24 horas. Os AUP foram agrupados segundo a classificação NOVA, avaliando-se a contribuição calórica destes em relação ao valor energético total da dieta (VET) (%kcal). Para o rastreamento de TMC utilizou-se o Self-Report Questionnaire-20. As análises estatísticas foram realizadas no programa Stata versão 13.0. A associação entre o consumo de AUP (em tercis) e os TMC foi avaliada por meio da análise de regressão logística binária. O estudo foi submetido e aprovado pelo comitê de ética da Universidade Federal do Piauí (parecer nº 2.552.426). Resultados: A prevalência de TMC foi de 28,5%, sendo associado ao sexo feminino (p<0,01), em indivíduos com ensino fundamental (p= 0,01) e obesos (p=0,006). Dos 495 participantes, a maioria era adulta (73,5%), do sexo feminino (66,9%), de cor de pele parda (62,4%), tinham companheiro (58,7%) e estudou até o ensino médio (41,0%). Em relação aos hábitos de vida, a maioria não consumia bebidas alcóolicas (59,9%), não fumava (77,8%) e eram fisicamente ativos (80,3%). Quanto ao estado nutricional, a maioria tinham excesso de peso (57,1%). A média do consumo de AUP foi maior em adultos na amostra total e na presença de TMC (20,8% e 23,6% do VET), em indivíduos que não fumavam e sem TMC (20,6% e 20,0% do VET) e com ensino superior e sem TMC (24,8% e 24,3% do VET) (p<0,05). Adultos no terceiro tercil de consumo de AUP apresentaram maior odds de TMC em relação aos adultos no primeiro tercil (OR: 1,91; IC: 1,02-3,57; p=0,04). Em idosos não foi observado associações estatisticamente significativas. Conclusão: O estudo mostrou que houve associação entre o consumo de AUP e TMC, onde o maior risco de TMC foi associado ao maior consumo de AUP. A média de contribuição calórica do consumo de AUP em adultos foi maior que em idosos quase um terço da população adulta e idosa de Teresina apresentavam TMC. Tais resultados reforçam a importância de ações de educação alimentar e nutricional voltadas para a redução do consumo de AUP, visando a prevenção de TMC.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELMA IZZE DA SILVA MAGALHÃES - UFMT
Presidente - 1642393 - KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
Interno - 3367697 - MARCIO DENIS MEDEIROS MASCARENHAS
Externo ao Programa - 1421291 - POLIANA CRISTINA DE ALMEIDA FONSECA
Notícia cadastrada em: 15/05/2022 18:06
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