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Banca de DEFESA: MARIA AUGUSTA AMORIM FRANCO DE SÁ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA AUGUSTA AMORIM FRANCO DE SÁ
DATA: 31/08/2017
HORA: 15:00
LOCAL: sala do Conselho departamental -CCS/UFPI-Centro
TÍTULO: NEUROPATIA PERIFÉRICA E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS EM PACIENTES DIABÉTICOS ASSISTIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
PALAVRAS-CHAVES: Diabetes, Neuropatia Periférica, Atenção Primária em Saúde
PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A neuropatia diabética constitui a complicação mais comum da diabetes, afetando mais de 50% dos pacientes, sendo a neuropatia periférica simétrica distal sua forma mais freqüente, ocorrendo em 90% dos casos, resultando em alterações sensitivo-motoras e déficits funcionais variáveis, além de acarretar custos financeiros e sociais. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são importantes para prevenir complicações da doença, especialmente o pé diabético. Estudos que investiguem a ocorrência dessas complicações decorrentes da diabetes e os fatores de risco associados contribuem para a definição de medidas preventivas e terapêuticas, alem de estimular a implantação de políticas de saúde. OBJETIVOS: Estimar a prevalência de neuropatia periférica em pacientes diabéticos tipo 2 assistidos na Atenção Primaria em Saúde, e identificar os fatores de risco associados.  PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Trata-se de um estudo observacional, transversal, quantitativo, realizado em 15 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana da cidade de Teresina – PI. Participaram do estudo 263 pacientes com diagnóstico de diabetes tipo 2 (DM2), com idade de 30 a 60 anos, selecionados por amostragem não-probabilística. Para a coleta de dados foram utilizados o Instrumento de Classificação de Neuropatia de Michigan (MNSI - Brasil) o Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes (QAD) e um questionário semi-estruturado elaborado pelos pesquisadores. As variáveis numéricas foram previamente submetidas aos testes de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade e Bartlet para observar a homocedasticidade de suas variâncias. Para verificar a influência das variáveis sobre a neuropatia foram utilizados os testes do Qui-quadrado, t não pareado, Exato de Fisher e o de Mann-Whitney. Todos os testes consideraram um nível de significância de 5% e foram realizados pelos pacotes estatísticos BioEstat 5.0 e GraphPad Prism 7.0.RESULTADOS: A neuropatia periférica simétrica distal foi diagnosticada em 32% da amostra, a qual foi constituída majoritariamente de mulheres (69,2%), sendo a maioria dos pacientes com pouca ou nenhuma instrução (52.8%), casados (58,6%), não consumidores de álcool (79,5%) ou tabaco (93,2%), não praticantes de atividade física (64,6%), e apresentando comorbidades (81,7%).  Entretanto, não houve influência significativa dessas variáveis sobre a presença de neuropatias. Embora a proporção de neuropatias não tenha mostrado relação com o tempo de admissão na UBS (p=0,2492), houve tendência significativa (p=0,0052) de aumento proporcional dos casos quanto maior era o tempo de diagnóstico da DM2. A maioria dos pacientes (87,5%) nunca foram submetidos à avaliação das condições neuropáticas em MMII, nem receberam orientações acerca dos cuidados com os pés (65,4%), não havendo, porém, relação com a presença de neuropatia (p=  0,663 e p= 0,9514, respectivamente).CONCLUSÃO: A prevalência de neuropatia periférica em pacientes com diabetes tipo 2 assistidos na Atenção Primária em Saúde na cidade de Teresina-PI foi de 32%; não havendo relação com fatores sociodemográficos, presença de comorbidades, nem com aspectos relacionados à assistência recebida nas UBSs, tendo influência apenas o tempo de diagnóstico da diabetes.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2334938 - ANA MARIA RIBEIRO DOS SANTOS
Externo à Instituição - ANDREA CONCEIÇÃO GOMES LIMA - UESPI
Interno - 2730060 - LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
Presidente - 423325 - VIRIATO CAMPELO
Notícia cadastrada em: 21/08/2017 17:31
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