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Banca de DEFESA: THALINE MILANY DA SILVA DIAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THALINE MILANY DA SILVA DIAS
DATA: 20/07/2021
HORA: 07:00
LOCAL: Plataforma Google Meet
TÍTULO: ESTADO NUTRICIONAL RELATIVO AO MAGNÉSIO E SUA RELAÇÃO COM O METABOLISMO DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS EM MULHERES OBESAS
PALAVRAS-CHAVES: Magnésio. Obesidade. Hormônios tireoidianos.
PÁGINAS: 73
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A obesidade está associada à disfunção tireoidiana, sendo que estudos têm demonstrado a participação de micronutrientes, a exemplo do magnésio, na função da glândula tireoide e no metabolismo dos hormônios tireoidianos em indivíduos com obesidade. OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional relativo ao magnésio e sua relação com os hormônios tireoidianos em mulheres obesas. METODOLOGIA: Estudo de natureza transversal envolvendo 177 mulheres, com idade entre 20 e 50 anos, sendo distribuídas em dois grupos: grupo caso (mulheres obesas, n= 73) e grupo controle (mulheres eutróficas, n=104). Foram realizadas medidas do peso corporal, estatura, índice de massa corpórea e circunferência da cintura, bem como analisadas a ingestão de magnésio, as concentrações plasmáticas, eritrocitárias e urinárias desse mineral, e as concentrações séricas dos hormônios tireoidianos (TSH, T3 e T4 livres). A análise da ingestão de magnésio foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin, versão 1.5. As concentrações de magnésio plasmático, eritrocitário e urinário foram determinadas segundo o método de espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente. As concentrações séricas dos hormônios tireoidianos foram determinadas por meio de quimioluminescência. Os dados foram analisados por meio do programa estatístico SPSS for Windows 25.0. RESULTADOS: Os valores médios do consumo de magnésio estavam inferiores às recomendações, com diferença estatística entre os grupos estudados (p<0,05). As mulheres obesas possuíam concentrações plasmáticas e eritrocitárias de magnésio reduzidas, quando comparadas ao grupo controle (p<0,05). A excreção urinária desse mineral apresentou diferença significativa entre os grupos (p<0,05), sendo que as obesas excretavam quantidade superior de magnésio na urina.  As concentrações séricas de T3 e razão T3/T4 apresentaram diferença estatística entre os grupos (p<0,05), com valores inferiores nas mulheres obesas. Houve correlação negativa entre magnésio eritrocitário e o T4 livre sérico (p<0,05), entre magnésio dietético e razão T3/T4 (p<0,05), e correlação positiva entre magnésio plasmático e TSH sérico (p<0,05). CONCLUSÃO: A partir dos resultados deste estudo, pode-se concluir que as mulheres obesas apresentam alterações no estado nutricional relativo ao magnésio. Além disso, evidencia alteração no metabolismo dos hormônios tireoidianos, sendo essa caracterizada pela redução das concentrações séricas de T3 livre nas mulheres obesas. Diante da correlação negativa entre as concentrações de magnésio nos eritrócitos e os níveis de T4, esse estudo não evidencia possível atuação do mineral no metabolismo desse hormônio. Dessa forma, sugere-se provável comprometimento na atuação do magnésio sobre a absorção do iodo pelas células tireoidianas, bem como a provável interferência de outros fatores bioquímicos durante o processo de metabolização do seu precursor, o TSH, o que reflete de forma negativa na síntese do hormônio T4.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - BÁRBARA RITA CARDOSO - MU
Interno - 423457 - CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
Presidente - 1356863 - DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
Interno - 1551620 - MARIA ZELIA DE ARAUJO MADEIRA
Notícia cadastrada em: 14/07/2021 11:13
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