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Banca de DEFESA: CLAUDINEI REIS PEREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CLAUDINEI REIS PEREIRA
DATA: 28/03/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Multimidia Pós-Graduação
TÍTULO: PARA ALÉM DA ÉTICA: a relação dialética entre fé e razão e a angústia silencial de Abraão em Temor e tremor de 1843.
PALAVRAS-CHAVES: Kierkegaard. Ético-religioso. Fé. Razão. Paradoxo. Silêncio
PÁGINAS: 108
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
SUBÁREA: Ética
RESUMO:

Este trabalho aborda o problema filosófico-existencial da obra Temor e tremor [Fryght og Boeven] de Søren Aabye Kierkegaard (1813-1855), publicada em 1843. Faz uma análise da perspectiva ética ou para além da ética, isto é, o conflito ético-religioso [den ethiske - den religieuse] em Kierkegaard. Além disto, discute a relação dialética entre fé e razão e angústia silencial de Abraão na obra Temor e tremor. Para tal, faz uma conexão entre obra Temor e tremor e a obra Os lírios dos campos e as aves do céu [Lilien paa Marken og Fuglen under Himlen] de 1849, ao qual enfatiza o problema do silêncio nas duas obras. Ademais, apresenta o olhar kierkegaardiano, que na voz do pseudônimo Johannes de Silentio expõe os limites do pensamento racionalista e especulativo, para tanto, verifica a fé como reconhecimento deste limite e como elemento de restituição do pensamento teórico. A análise feita por Silentio afirma que diante do paradoxo e do absurdo a resposta de Abraão, figura paradigmática da fé narrada em Genesis 22, 1-19 é o silêncio. Silêncio este que não corresponde a conformidade daquilo que não se pode compreender, mas o silêncio da sabedoria diante dos limites da compreensão racional diante da magnanimidade da existência. Para isso, faz um breve relato de algumas das principais obras de Kierkegaard tendo como pretensão, a problematização das categorias ética, religiosa e do silêncio em Temor e tremor, utilizando como técnica a revisão bibliográfica sobre temas e o tema central. Ao chegar a conclusão deste trabalho, afirmamos que a existência enquanto condição paradoxal compreende-se a partir da ligação entre finito e infinito, isto é, a relação absoluta com o telos absoluto, ou seja, do indivíduo com Deus. Esta por sua vez, pode ser vivenciada a exemplo dos lírios do campo e as aves do céu, pois a exemplo de Abraão, aprende-se que diante do paradoxo do absurdo o indivíduo deve-se calar. Ademais, aprende-se que tal silêncio expressa sabedoria, expressa a liberdade de escolha diante do telos absoluto, visto que ele é quem decide e só a ele eis a sabedoria e a inteligência infinita.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DANIEL ARRUDA NASCIMENTO - UFF
Interno - 2261090 - FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
Presidente - 1550705 - LUIZIR DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 17/03/2017 10:41
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