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Banca de QUALIFICAÇÃO: AFRA MARIA DO CARMO BANDEIRA DO NASCIMENTO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AFRA MARIA DO CARMO BANDEIRA DO NASCIMENTO
DATA: 15/01/2019
HORA: 08:30
LOCAL: Auditório do Geratec - UESPI
TÍTULO: APLICAÇÃO BIOTECNOLÓGICA DAS PROPRIEDADES ANTIMICROBIANAS DO PÓLEN APÍCOLA
PALAVRAS-CHAVES: Biomaterial; produto apícola; fitoquímica; genotoxicidade; cicatrização
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Química
RESUMO:

O pólen apícola tem sido alvo de estudos que investigam sua composição química, fitoquímica e atividade antioxidante, bem como seus efeitos biológicos de ação anti-inflamatória, antiviral, antimicrobiana, hepatoprotetora, preventivo de prostatite benigna, antienvelhecimento e cicatrizante. Fundamentada nestas informações, foi desenvolvida uma membrana a base de extrato hidroetanólico de pólen apícola com propósito de acelerar a cicatrização de feridas. Desta forma, o objetivo do estudo foi desenvolver e aplicar membrana de colágeno contendo extrato de pólen apícola no tratamento de lesões cutâneas, avaliando seu efeito cicatrizante. Realizou-se caracterização fitoquímica do extrato, utilizando testes colorimétricos de Folin Ciocateau para determinação do conteúdo de polifenois; foi determinado também o teor de flavonoides e a atividade antioxidante avaliada por três testes in vitro: DPPH, ABTS e FRAP. Os materiais desenvolvidos (membrana com extrato e membrana sem extrato) foram submetidos à avaliação de genotoxicidade, testada via cometa alcalino e micronúcleo (MN), usando como controle positivo para ambos a ciclofosfamida, para estes testes utilizou-se animais do biotério da FACIME – UESPI, tendo o projeto sido aprovado pelo comitê de ética da referida instituição. As membranas foram implantadas via intraperitoneal nos animais e verificadas as alterações em exposição aguda e crônica. O teste de cicatrização foi acompanhado histologicamente por 21 dias, sendo três grupos (n=5): grupo controle GC, sem cobertura – ferida exposta; grupo pomada GP, que foi o parâmetro comercial; e grupo membrana GM, que recebeu a membrana contendo o extrato. Pela avaliação fitoquímica, notou-se um conteúdo de polifenois bem considerável ao ser comparado a outros resultados presentes na literatura, mesmo considerando as diferenças decorrentes da metodologia de extração e solventes empregados. Para ambos os testes de genotoxicidade, as membranas não apresentaram alterações mutagênicas significativas. Estes resultados são animadores, pois este é um produto inovador, bioabsorvível (comprovado pelo histológico), biocompatível e biodegradável, que pode auxiliar no tratamento de pessoas que sofreram lesões cutâneas extensas, funcionando como biocurativo e com a vantagem de não precisar ser removido ou substituído ao longo do tratamento conferindo mais conforto ao paciente. O histológico comprovou a eficiência da membrana no processo de cicatrização, pois aos 21 dias a área da lesão encontrava-se restaurada e sem sinais inflamatórios, como observados nos outros grupos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 778.751.253-91 - FRANCISCO DAS CHAGAS ALVES LIMA - UESPI
Externo à Instituição - ANTONIO LUIZ MARTINS MAIA FILHO - UESPI
Externo à Instituição - JOSÉ LUIZ SILVA SÁ - UESPI
Notícia cadastrada em: 10/12/2018 12:20
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