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Banca de DEFESA: FABIANE ARAUJO SAMPAIO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FABIANE ARAUJO SAMPAIO
DATA: 02/05/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Curso de Farmácia
TÍTULO: EXPRESSÃO DA PROTEÍNA METALOTIONEÍNA-1 EM MULHERES COM CARCINOMA MAMÁRIO
PALAVRAS-CHAVES: Câncer de Mama. Fibroadenoma. Metalotioneína. p53. Zinco. Biomarcadores.
PÁGINAS: 104
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

O câncer de mama é a neoplasia mais comum que acomete as mulheres nos países ocidentais, sendo a principal causa de morte por câncer entre as mulheres em todo o mundo. No Brasil, foram estimados 59.700 casos novos de câncer de mama para 2018-2019, com um risco de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. Investigar biomarcadores no câncer de mama é importante para a identificação de marcadores mais precisos, visando melhores estratégias prognósticas e terapêuticas possíveis, pois os biomarcadores, tais como os relacionados à proliferação celular e apoptose, apresentam a vantagem de poderem sofrer alterações em seus níveis antes de qualquer resposta clinica ao tratamento, e assim poderiam selecionar melhor as pacientes que se beneficiariam do tratamento adjuvante. A propósito, a metalotioneína (MT), em particular a sua isoforma MT-1, tem sido associada a maior proliferação e redução da apoptose de células malignas e pior prognóstico. Estudos sugerem que a hiperexpressão da MT apresenta, entre outros mecanismos, efeito anti-apoptótico por comprometer a função da p53 no núcleo celular, proteína responsável por estabilizar a manutenção da integridade do genoma. A literatura sobre este tema ainda é escassa e controversa. Todavia, até onde investigamos, não encontramos estudos que avaliassem a expressão imunoistoquímica da MT em carcinoma mamário e fibroadenoma em mulheres na idade reprodutiva. Esta tese foi estruturada em dois capítulos: O capítulo I teve como objetivo avaliar a interação da atividade da metalotioneína, zinco e p53 ou expressão gênica em linhagens de células de câncer de mama ou estudos com animais. Esta revisão sistemática não revelou relação entre metalotioneína, zinco e p53, quando avaliados em conjunto, mas demonstrou interações entre esses biomarcadores quando avaliados em pares. No entanto, novos estudos, principalmente in vivo,  são necessários para elucidar os mecanismos moleculares da ação da metalotioneína na prevenção do câncer de mama ou seu papel na progressão da doença. O capítulo II teve como objetivo comparar a expressão da metalotioneína-1 entre o câncer de mama (estudo, n=30) e o fibroadenoma (controle, n=36) de mulheres na idade reprodutiva, que mostrou uma porcentagem média de núcleos corados com anti-MT-1 de 26,93% e 9,10% nos grupos estudo e controle, respectivamente (p<0,001). Além disso, os tumores histológicos de grau 3 mostraram uma expressão de MT-1 significativamente maior do que o grau histológico 1 (p <0,05), sendo que os tumores negativos para receptores de estrogênio, progesterona e HER2 apresentaram uma expressão de MT-1 significativamente maior do que os tumores de mama com estes parâmetros positivos (p<0,05). O presente estudo mostrou que a expressão imunohistoquímica da proteína MT-1 foi significativamente maior no câncer de mama quando comparada ao fibroadenoma e ainda foi possível observar maior imunorreatividade da metalotioneína-1 em tumores mais agressivos. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423488 - BENEDITO BORGES DA SILVA
Interno - 778.751.253-91 - FRANCISCO DAS CHAGAS ALVES LIMA - UESPI
Externo ao Programa - 3373256 - PEDRO VITOR LOPES COSTA
Interno - 423551 - RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
Externo ao Programa - 714.494.263-87 - VLADIMIR COSTA SILVA - UFPI
Notícia cadastrada em: 11/04/2019 08:54
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