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Banca de DEFESA: ROGERIO ALMIRO OLIVEIRA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROGERIO ALMIRO OLIVEIRA SILVA
DATA: 29/04/2019
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Programa Pós-Graduação em Ciência dos Materiais (PPGCM /UFPI)
TÍTULO: ARGILA VERMICULITA NATURAL E MODIFICADA PARA APLICAÇÃO NA REMOÇÃO DO FÁRMACO DOXAZOSINA EM MEIO AQUOSO
PALAVRAS-CHAVES: Vermiculita, Modificação, Doxazosina, Adsorção, Remoção.
PÁGINAS: 116
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Química
RESUMO:

A contaminação por substâncias químicas e seus efeitos no meio ambiente especialmente em águas é uma das preocupações da comunidade científica. Os poluentes que merecem destaque são os produtos e metabólitos de origem farmacêutica, devido promoverem a contaminação do ecossistema, serem tóxicos, carcinogênicos e dificilmente são degradados. Os fármacos, tais como, antibióticos e anti-inflamatórios são reportados na literatura como principais contaminantes de águas, isso se deve ao amplo expectro de atuação. O fármaco doxazosina base é atualmente muito utilizado devido suas propriedades e aplicações em diversos tipos de enfermidades, sendo portanto, que a presenta de moléculas deste composto em efluentes provenientes da indústria farmaceútica e do esgoto doméstico podem contaminar, ao longo dos anos, o meio ambiente aquático. A literatura reporta diversos métodos de remoção de substâncias químicas do meio aquatíco, sendo o processo de adsorção o mais simples, eficiente e econômico.Dentre os materiais que podem ser utilizados como matrizes adsorventes, as argilas e em especial a argila vermiculita que se trata de um argilomineral de baixo custo, apresenta alta capacidade de adsorção e troca iônica. Logo, este trabalho teve como objetivo utilizar a argila vermiculita natural e modificada por processo térmico e químico (organofilização) para remoção do fármaco doxazosina em meio aquoso. Inicialmente foi realizada uma revisão bibliográfica e uma prospecção tecnológica em busca de artigos nas bases de artigos Scopus, Web of Science e Scielo e para a busca de patentes as bases INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), EPO (Instituto Europeu de Patentes), USPTO (Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos), WIPO (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) e Derwent Innovations Index. Foram encontrados 49 artigos nas bases dos quais apenas 7 relatam estudos que envolvem a vermiculita para remoção de fármacos. Porém das 1471 patentes nenhuma fazem o uso da argila para tal processo. Para o estudo, a vermiculita foi calcinada em temperatura de 900 ºC e organofilizada com sal de amônio (CTMA-Br) em seguida caracterizada por FRX, DRX, DSC, FTIR e MEV. A vermiculita natural, expandida e organofilizada foram aplicadas em estudos de adsorção com variação de massa, tempo, pH e temperatura do fármaco doxazosina em meio aquoso. Os experimentos mostraram que a argila expandida e organofilizada apresentam uma capacidade de adsorção do doxazosina superior à vermiculita natural, em que esta apresentou uma capacidade máxima de adsorção de 58,29 mg g-1 em pH 1, a expandida de 76 mg g-1 em pH 3 e a organofilizada de 106,42 mg g-1. O mecanismo de interação adsorvente-adsorvato indicaram adsorção por quimissorção, e os dados se ajustaram melhor aos modelos de Freundlich e Temkin. Os dados revelaram que a argila expandida e modificada apresentam-se como alternativas promissoras para remoção de fármacos promovendo a revitalização do meio ambiente aquático.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1780191 - FRANCISCO ERONI PAZ DOS SANTOS
Externo ao Programa - 1714193 - JOSE MILTON ELIAS DE MATOS
Externo à Instituição - LAÉCIO SANTOS CAVALCANTE - UESPI
Presidente - 1167321 - MARIA RITA DE MORAIS CHAVES SANTOS
Externo ao Programa - 6276167 - ROMULO RIBEIRO MAGALHÃES DE SOUSA
Notícia cadastrada em: 23/04/2019 08:44
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