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Banca de QUALIFICAÇÃO: DOUGLAS SOARES DA COSTA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DOUGLAS SOARES DA COSTA
DATA: 20/09/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Núcleo de Pesquisas em Plantas Medicinais(NPPM/CCS/UFPI)
TÍTULO: Investigação da atividade antidiarreica do sesquiterpeno Farnesol em sua forma livre e complexada a β-ciclodextrina em roedores
PALAVRAS-CHAVES: farnesol; sesquiterpeno; óleo de rícino; trânsito gastrointestinal; cólera.
PÁGINAS: 108
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Biomedicina
RESUMO:

A diarreia é uma condição patológica onde o indivíduo apresenta cerca de três ou mais evacuações diárias, seguidas de alteração na consistência das fezes, geralmente de pastosas a líquidas. Atualmente é considerada um dos piores problemas em termos de saúde pública em todo mundo por inúmeros fatores, entre eles, o número de casos e óbitos, áreas afetadas, dificuldade de tratamento, entre outros. Diante desse cenário, o uso de produtos naturais se dá como alternativa para o desenvolvimento de novos fármacos e dentre essas possibilidades, o Farnesol (C15H26O) é um sesquiterpeno encontrado em diferentes espécies de plantas como flores, especiarias e ervas, tendo diversas atividades biológicas conhecidas e que pode ter sua biodisponibilidade melhorada com uma complexação em betaciclodextrina, como já observado em outras situações. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade antidiarreica do Farnesol (FOH) e seu complexo em beta-ciclodextrina (FOHB) em diferentes modelos. Inicialmente, a atividade antidiarreica de FOH e FOHB foi avaliada no modelo de diarreia aguda e enteropooling induzido por óleo de rícino, onde camundongos foram prétratados com FOH ou FOHB (6,25; 12,5; 25 e 50 mg/kg, v.o.) e depois de 1 h receberam óleo de rícino (10 mL/kg, v.o.). Os animais foram então colocados em gaiolas forradas com papel absorvente e observados durante 3 h e ao final do tempo, houve a contagem de escores de severidade diarreica. Na diarreia induzida por PGE2, os animais foram pré-tratados com FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.) e imediatamente após a administração, a PGE2 foi administrada (100 µg/kg, v.o.). Após 30 minutos os animais foram eutanasiados e o volume do conteúdo intestinal foi mensurado. Para avaliar o trânsito gastrointestinal, os camundongos receberam óleo de rícino e 1 h depois foram tratados com FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.). Após 1 h, todos os animais receberam 0,2 mL de carvão ativado por via oral. Vinte minutos mais tarde, os animais foram eutanasiados e a distância percorrida pelo carvão no intestino a partir do piloro até o ceco foi medida. A participação opióide e/ou antimuscarínica no trânsito gastrointestinal foi também investigada usando naloxona (2 mg/kg, s.c.; antagonista opióide) e betanecol (3 mg/kg, i.p.; agonista muscarínico), respectivamente. Para estudo do esvaziamento gástrico, camundongos foram tratados com FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.) e 1 h depois receberam uma solução glicosada (5%) contendo vermelho de fenol (0,75 mg/mL). Após 20 minutos os animais foram eutanasiados e o esvaziamento gástrico foi mensurado por espectrofotometria. Além disso, o efeito do FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.) na diarreia secretora foi investigado utilizando o modelo de secreção de fluido em alças intestinais isoladas de camundongos vivos tratados com toxina da cólera. O FOH ou FOHB foi avaliado quanto à sua capacidade em absorver fluidos em alças intestinais isoladas e interagir com receptores GM1 utilizando o método de ELISA. Todas as doses apresentaram significativo efeito na diarreia induzida por óleo de rícino (p<0,05), exceto a menor dose, inibindo a quantidade total de fezes e fezes diarreicas. A dose de 50 mg/kg de FOH ou FOHB exibiu os melhores resultados frente a severidade da diarreia (escores de diarreia) e enteropooling no modelo induzido por óleo de rícino, sendo adotada como dose padrão para os testes seguintes, reduzindo o trânsito gastrointestinal, a partir de mecanismos anticolinérgicos, sem interferir no esvaziamento gástrico. O FOH ou FOHB exerceu ação significativa no modelo de diarreia induzida por PGE2. Além disso, os mesmos obtiveram resultados significativos ao reduzir a geração de fluidos e perdas de íons Cl- , ao interagir diretamente com os receptores GM1 e a toxina da cólera no modelo de diarreia secretora. Diante dos resultados apresentados, comprova-se a atividade antidiarreica de FOH e FOHB por meio de ação anticolinérgica, antiinflamatória (via PGE2) e antissecretora, o que pode torna esse sesquiterpeno num candidato em potencial para o desenvolvimento de um novo fármaco para tratamento de doenças diarreicas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1167629 - FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
Externo à Instituição - FRANCILENE VIEIRA DA SILVA - UEMA
Interno - 778.751.253-91 - FRANCISCO DAS CHAGAS ALVES LIMA - UESPI
Notícia cadastrada em: 05/09/2019 15:34
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