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Banca de DEFESA: RUY GABRIEL COSTA SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RUY GABRIEL COSTA SOUSA
DATA: 01/08/2022
HORA: 08:30
LOCAL: AUDITÓRIO DO NPPM
TÍTULO: ATIVIDADE ESPASMOLÍTICA DE Tocoyena hispidula Standl. (Rubiaceae) E SUA POSSÍVEL ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA: ESTUDO "in vitro, in silico E in vivo"ANTINOCICEPTIVA: ESTUDO "in vitro, in silico E in vivo"
PALAVRAS-CHAVES: espasmolítico, dor, íleo, alvos moleculares
PÁGINAS: 149
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

O trato gastrointestinal (TGI), assim como os demais componentes que formam o
sistema digestório está passivo de sofrer alterações patológicas em função de diversas
etiologias, as quais podem comprometer suas funções¸ inclusive a motilidade. A
hipermotilidade gerada por distúrbios intestinais, por sua vez, muitas vezes está associada ao
aparecimento de dor visceral. Na atualidade existem diversos fármacos para o tratamento
desses distúrbios, contudo, estão associados a efeitos colaterais severos. A espécie Tocoyena
hispidula Standl (Rubiaceae), conhecida popularmente como flor-do-cerrado, é
tradicionalmente empregada no tratamento de dores abdominais e inflamação do útero. Neste
contexto, a pesquisa teve como objetivo avaliar a atividade espasmolítica do extrato etanólico
das folhas de Tocoyena hispidula Standl (Th-EtOHf) em íleo isolado de rato e a atividade in
silico dos seus componentes majoritários, bem como seu possível efeito antinociceptivo em
modelo de dor visceral. Para isso, foram utilizados ratos Rattus norvegicus (250 – 300g), onde
o íleo foi analisado no banho de órgãos, avaliando-se a atividade espasmolítica do Th-EtOHf
frente a contrações tônicas induzidas por 40 mM de KCl ou 10 -6 M de carbacol (CCh); bem
como foram avaliados seu potencial mecanismo frente aos bloqueadores Tetraetilamônio
(TEA + ) a 5mM, glibenclamida 10 -5 M e naloxona 0,5 M. Na avaliação in silico dos
compostos do extrato, utilizou-se o programa MarvinSketch, os servidores PreADMET e
Osiris Property Exploer, bem com os programas AutoDockVina e BIOVIA Discovery Studio.
Para avaliação da atividade antinociceptiva foram empregados camundongos Swiss (20-30 g),
onde o agente indutor da nocicepção foi o ácido acético e o controle positivo a indometacina.
A presente pesquisa foi aprovada sob parecer CEUA: 629/20. O Th-EtOHf apresentou uma
redução na contração gerada por KCl e por CCh em 100% na concentração de 750 g/mL.
Além disso, no experimento envolvendo TEA + a curva foi deslocada para a direita com
redução na potência de relaxamento do extrato quando comparado ao relaxamento com
apenas o CCh; o mesmo foi observado nos experimentos envolvendo a glibenclamida e a
naloxona. A análise in silico demonstrou que todos os compostos (à exceção do fitol)
descumpriram no mínimo uma das regras de Lipinsk, de forma que as 4 moléculas avaliadas
apresentaram distintos parâmetros farmacocinéticos. Quanto à avaliação toxicológica
envolvendo o teste de Ames, carcinogenicidade, inibição do hERG, irritação e efeito sobre a
capacidade reprodutora, todos os compostos mostraram-se relativamente seguros. Nos estudos
de docagem, as moléculas avaliadas mostraram uma energia livre de ligação semelhante à da
molécula base para os alvos K ATP , M3, COX1 e COX2, contudo, esses mesmos metabólitos
secundários mostram uma afinidade inferior (se comparado à molécula base) para o receptor
-opióide e o canal de Ca 2+ do tipo L (CaV1.2). No resultado in vivo, os animais que
receberam o Th-EtOHf e o ácido aético tiveram um valor de 9,500 ± 3,324 contorções*, os
animais que receberam apenas o ácido tiveram 30,17 ± 5,461 contorções e os que receberam
indometacina e o ácido tiveram 7,500 ± 3,052 contorções*. Com isso, conclui-se que o Th-
EtOHf apresenta atividade espasmolítica, possivelmente ativando canais K ATP , atuando de
forma indireta em canais de cálcio dependentes de voltagem CaV (haja vista que, a atuação
em canais de potássio promove um bloqueio indireto em CaV) e atuando via receptores M3,
uma vez que, promoveu a redução da contração gerada pelo CCh e mostrou afinidade
equiparável à escopolamina nos estudos de docagem; além disso, o Th-EtOHf também
demonstrou a participação da via opióide na ação miorrelaxante. Quanto aos parâmetros
farmacocinéticos e toxicológicos, foi possível observar que o extrato apresenta metabólitos
que demonstraram uma baixa absorção e distribuição (-HGP e -HGP), sendo que todos os
metabólitos avaliados são relativamente seguros em relação à toxicidade. Outrossim, o Th-
EtOHf apresenta uma ação antinociceptiva, o que poderia ser colocado como devido a uma
ação indireta via redução dos movimentos peristálticos e direta via ativação dos canais K ATP , e
inibição não seletiva da COX.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423551 - RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
Interno - 1560969 - ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
Externo ao Programa - 1943330 - MAURICIO PIRES DE MOURA DO AMARAL
Notícia cadastrada em: 24/07/2022 19:21
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