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Banca de DEFESA: ROSIVÂNIA DE CASTRO AQUINO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSIVÂNIA DE CASTRO AQUINO
DATA: 18/12/2017
HORA: 10:30
LOCAL: Auditório do Museu de Arqueologia e Paleontologia
TÍTULO: Entre o Sagrado e o Profano: Um Mundo por trás das Grades
PALAVRAS-CHAVES: Penitenciária Tenente Zéca Rúbem; Fenomenologia husserliana, heiddegeriana, pontyana
PÁGINAS: 121
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Arqueologia
RESUMO:

O que você estava fazendo antes de começar a ler as primeiras páginas desta
dissertação? Estava em alguma reunião importante? Lendo um livro talvez? Vendo
sua caixa de e-mails ou trocando mensagens no WhatsApp ou em suas redes
sociais? Como está o clima lá fora? Ensolarado ou nublado? Na nossa correria diária
temos que dividir nosso tempo ocidental em tantas coisas e mesmo assim ainda nos
falta tempo para fazer tudo que precisamos ou gostaríamos... E se algo ruim
acontecesse e de repente você acordasse em uma cela de uma prisão, o que faria?
Como aproveitaria o seu tempo? Não sei bem o que faria, ou como aproveitaria seu
tempo, mas em São Raimundo Nonato-PI, os detentos da Penitenciária Tenente
Zéca Ruben (1967-2007) deixaram marcas da transformação do seu espaço
prisional, a partir da criação de desenhos e murais de palavras, frutos de suas
memórias e visões de mundo, nos mais variados tipos de suportes presentes nos
banheiros, pátio e principalmente nas paredes e teto das celas. É neste cenário que
voltaremos nossa atenção nas próximas páginas, na tentativa de compreender como
os presidiários significaram e (re) significaram este espaço carcerário em uma
redescrição linguística que se origina, possivelmente, na experiência sensorial. Além
de perceber os sentidos que podem estruturar e influenciar no ato de registrar nas
paredes e no teto das celas, visões de mundo específicas, identidades, memórias e
recordações por meio da análise de duas temáticas: Apelo Religioso e Sexualidade,
configurando o Sagrado e o Profano deste “mundo” que está além das grades.
Nesta dissertação iremos conhecer juntos como a Arqueologia trará respostas para
os sentidos destes grafismos, tendo conceitos da Fenomenologia husserliana,
heiddegeriana e pontyana como base teórica, pois se pressupõe que no ato de
desenhar e escrever nas paredes e tetos das celas, estão concebidas ações
cognitivas e perceptivas, emoções, fenômenos e sentidos, conceitos fortemente
trabalhados por estas correntes filosóficas. Assim, tal estudo poderá representar um
passo a mais no registro testemunhal, na valorização social e na reflexão coletiva
sobre a experienciação e vivência humana no espaço carcerário, contribuindo para
construção e/ou reconstrução do passado, mesmo o mais recente.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2297796 - GREGOIRE ANDRE HENRI MARIE GHISLAIN VAN HAVRE
Interno - 423455 - SONIA MARIA CAMPELO MAGALHAES
Externo ao Programa - 1291400 - DENIS BARROS DE CARVALHO
Externo à Instituição - ANDRES ZARANKIN - UFMG
Externo à Instituição - FERNANDA CODEVILLA SOARES - UFMG
Notícia cadastrada em: 04/12/2017 08:52
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