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Banca de DEFESA: HERALDA KELIS SOUSA BEZERRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HERALDA KELIS SOUSA BEZERRA DA SILVA
DATA: 28/02/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Museu de Arqueologia e Paleontologia da UFPI
TÍTULO: Análise químico-mineralógica de ocres e a busca por correlações arqueológicas com os pigmentos de pinturas rupestres do sítio Pedra do Cantagalo I
PALAVRAS-CHAVES: Ocres. Pigmentos minerais. Óxidos de ferro. Espectroscopia Mössbauer. Arqueometria.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Arqueologia
SUBÁREA: Arqueologia Pré-Histórica
RESUMO:

Neste trabalho foi realizada a análise arqueométrica de ocres vermelhos e amarelos do sítio arqueológico Pedra do Cantagalo I, localizado na área rural do município de Piripiri, no norte do Piauí, Brasil. Amostras desses materiais foram investigadas no laboratório por fluorescência de raios X por dispersão de energia; análise elementar de carbono por CHN; difração de raios X pelo método do pó; espectroscopia Mössbauer do 57Fe nas geometrias de transmissão e de retroespalhamento de raios gama; e espectroscopia de absorção no infravermelho com transformada de Fourier. Ensaios magnéticos com ímã permanente de mão também foram realizados. Prospecções foram efetuadas nas proximidades do abrigo rochoso, com o interesse especial na localização de jazidas-fonte de pigmentos minerais. A composição químico-mineralógica dos ocres foi correlacionada com dados correspondentes, obtidos das análises dos pigmentos minerais oriundos das jazidas do entorno e das camadas de tintas das pinturas rupestres existentes nas superfícies areníticas decoradas do sítio. Os dados Mössbauer obtidos para os ocres vermelhos e amarelos indicam que esses materiais contêm óxidos e oxidróxidos de ferro com diferentes tamanhos de partículas, alguns com tamanho consideravelmente grande e alta cristalinidade e outros com tamanho relativamente menor, campos magnéticos hiperfinos relativamente mais baixos e linhas de ressonância mais alargadas, apontando para frações dessas espécies ferruginosas com diferentes graus de substituição isomórfica do ferro por outros cátions, na estrutura cristalina. De modo geral, os ocres vermelhos são constituídos predominantemente por hematita, ou uma mistura de hematita com goethita ou ainda de hematita com maghemita; quartzo, muscovita, ilita e caulinita também foram encontrados. Os ocres amarelados contêm essencialmente goethita, quartzo e caulinita. Os resultados obtidos para os ocres vermelhos mostram evidências consideravelmente nítidas de que as fases ferruginosas, assim como os minerais contendo alumínio, foram enriquecidos no material final (ocre vermelho), aparentemente às expensas da eliminação de minerais silicatados, a partir do material retirado das jazidas. Os dados obtidos para os ocres amarelos também revelam evidências consideravelmente claras de enriquecimento das fases ferruginosas no material final (ocre amarelo), virtualmente às expensas de eliminação de minerais contendo alumínio e de fases ricas em enxofre e fósforo, a partir do material oriundo das jazidas. A ocorrência de material magnético em algumas amostras de ocres vermelhos e a não detecção de espécies ferruginosas correspondentes nos pigmentos minerais das jazidas pressupõe o uso provável de aquecimento na preparação desses ocres, a partir dos precursores recolhidos das jazidas próximas ao sítio arqueológico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1656914 - LUIS CARLOS DUARTE CAVALCANTE
Interno - 2350685 - BENEDITO BATISTA FARIAS FILHO
Interno - 423455 - SONIA MARIA CAMPELO MAGALHAES
Externo à Instituição - BENEILDE CABRAL MORAES - UESPI
Externo à Instituição - VICENTE GALBER FREITAS VIANA - IFPI
Notícia cadastrada em: 20/02/2018 10:28
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