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Banca de DEFESA: LAIANE PEREIRA DA COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAIANE PEREIRA DA COSTA
DATA: 28/04/2022
HORA: 14:30
LOCAL: Remotamente pelo Google Meet
TÍTULO: O Flagelo da Cor: Memórias e Tecnologias da Punição de Escravizados nas Fazendas Olho d’Água dos Negros, Serra Negra, Brejo de Baixo e Brejo de Cima, Tapera e Juaí - PI
PALAVRAS-CHAVES: Escravidão. Torturas. Memórias. Fazendas. Arqueologia.
PÁGINAS: 325
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Arqueologia
SUBÁREA: Arqueologia Histórica
RESUMO:

A escravidão no Piauí se concretizou com a expansão das atividades pecuaristas ainda no período colonial, com o surgimento de fazendas e currais. Essas atividades se sustentaram com a mão de obra escrava. Uma quantidade imensa de cativos foi enviada para trabalharem em fazendas na lida com o gado, plantações e outras atividades. Esta pesquisa teve como objetivo identificar e analisar objetos ou materiais utilizados para o suplício de escravos e contextualizar o cotidiano dos mesmos, além de ressaltar as formas de resistência à escravidão nas fazendas de gado. Nos ambientes das antigas fazendas além de objetos e estruturas, também podemos encontrar o intangível através de histórias passadas de geração em geração, o que não é registrado materialmente como as narrativas que envolvem muros de pedras e cotidiano dos cativos nas casas de fazendas.  Almejamos colaborar com o levantamento de dados sobre as pesquisas em Arqueologia da Escravidão no Piauí. Um dos motivos que despertou o interesse por este tema foi verificar que existem poucas pesquisas com uma abordagem arqueológica sobre a escravidão no Piauí. A metodologia utilizada consistiu em um levantamento de fontes existentes na biblioteca da UFPI e em fontes manuscritas do poder Executivo, Judiciário dentre outros, além de fontes hemerográficas do acervo do Arquivo Público do Estado do Piauí, em publicações relacionadas à escravidão em fazendas do século XIX. Também um estudo dos artefatos de tortura do Museu do Piauí através das técnicas de Fluorescência de Raios-X e Microscopia Óptica, e foram realizadas prospecções de superfície nas fazendas: Olho D’água dos Negros, Serra Negra, Tapera, Jauí, Brejo de Baixo e Brejo de Cima para um levantamento dos vestígios materiais utilizados na prática de suplício de pessoas escravizadas, tais como: tronco, gargalheiras e possíveis senzalas e análise de marcas de uso nos artefatos de torturas do Museu do Piauí. A partir de pesquisas realizadas por Tânia Brandão (1999), Solimar Oliveira Lima (2005), Luiz Mott (2010) e outros foi constatado que a escravidão foi uma realidade presente no Piauí desde o início da colonização, assim como em todo o nordeste do Brasil. E isto é confirmado pela presença de senzalas, materiais de torturas, como pelos relatos de tradição oral nas fazendas mencionadas sobre maus tratos a pessoas negras escravizadas. E mesmo que houvesse diferenças no tratamento dos cativos ao longo dos anos, a violência sempre esteve presente e foi a principal forma de controle e manutenção do sistema escravista.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2153338 - MARIA DO AMPARO ALVES DE CARVALHO
Interno - 2350685 - BENEDITO BATISTA FARIAS FILHO
Interno - 1520279 - FRANCISCA VERONICA CAVALCANTE
Interno - 423455 - SONIA MARIA CAMPELO MAGALHAES
Externo ao Programa - 423559 - SOLIMAR OLIVEIRA LIMA
Externo à Instituição - CLAUDIA ALVES DE OLIVEIRA - UFPE
Notícia cadastrada em: 20/03/2022 20:03
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