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Banca de DEFESA: FRANCISCA REGINA MARQUES PASSOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCA REGINA MARQUES PASSOS
DATA: 10/04/2015
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Museu de Arqueologia e Paleontologia
TÍTULO:

Arqueologia, História e Luta: os tremembés, um sítio arqueológico e a ausência de políticas de conservação


PALAVRAS-CHAVES:

Arqueologia. Patrimônio. Luta.


PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Arqueologia
SUBÁREA: Arqueologia Histórica
RESUMO:

Desde o século XVII os Tremembés habitavam a costa norte brasileira. Em vários relatos de cronistas e em documentos históricos são retratados como um povo guerreiro, que preservou certa autonomia até o século XVIII, mantendo seus territórios desde os primeiros séculos de colonização, realizando negociações com os estrangeiros que aportavam em suas praias. Os territórios dos Tremembés de Almofala (CE) hoje são marcados pela presença de inúmeros sítios arqueológicos, localizados à céu aberto, os quais adquiriram significados especiais para os Tremembés da atualidade. Os sítios arqueológicos são interpretados como pertecentes aos seus antepassados e "encantados". Além do valor espiritual atribuído pelos índios, devido a experiências de transe, os sítios também são vistos por eles como "documentos" que atestam a antiguidade do seu povo na região, como informa o Senhor Estevão Henrique. Tal argumento é uma marca de como utlizam o patrimônio de maneira dinâmica, usando o conceito como uma maneira de defesa contra os posseiros e empresas locais, frente à usurpação de suas terras. A metodologia empregada para a realização desse trabalho foi à pesquisa documental e entrevistas com a comunidade. Buscou-se valorizar a interpretação da comunidade em relação aos sítios, investigando-se os significados dos sítios e objetos neles dispostos. A partir da pesquisa se procurou compreender as relações entre a comunidade e um sítio em especial: Duas Moitas. O trabalho foi realizado através do conhecimento da comunidade, a fim de incorporar, nas pesquisas arqueológicas, elementos da oralidade e memória dos mais velhos, os quais, repassando seu modo de viver, forneceram subsídios para valorizar, além da cultura material presente nos sítios arqueológicos, seu patrimônio imaterial que na maioria das vezes não é valorizado, pois, muitas vezes o que está em perigo não é os vestígios, mas os valores atribuídos pela comunidade.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1520279 - FRANCISCA VERONICA CAVALCANTE
Presidente - 1535017 - JOINA FREITAS BORGES
Interno - 423455 - SONIA MARIA CAMPELO MAGALHAES
Externo à Instituição - VIVIANE PEDRAZANI - UESPI
Notícia cadastrada em: 25/03/2015 21:00
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