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Banca de DEFESA: MARIA GABRIELA ARAÚJO MENDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA GABRIELA ARAÚJO MENDES
DATA: 12/08/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 752 - Sala do Mestrado em Ciências Biomédicas
TÍTULO: Susceptibilidade in vitro de agentes da cromoblastomicose à sinvastatina e à pravastatina isoladas e em combinação com antifúngicos
PALAVRAS-CHAVES: Inibidores de 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA redutase; Triazólicos; Fonsecaea pedrosoi.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A cromoblastomicose é uma infecção subcutânea, granulomatosa e crônica causada pela inoculação traumática de fungos da família Herpotrichiellaceae. A terapia para essa micose é muito limitada. Nesse sentido, o reposicionamento de fármacos presentes no mercado pode ser uma alternativa. As estatinas são uma classe de moléculas que atuam na redução dos níveis séricos de colesterol por meio da inibição da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA redutase, a qual está envolvida na biossíntese de esteróis, tais como colesterol e o ergosterol. Este último é considerado um dos principais componentes da membrana celular fúngica. Tendo em vista o mecanismo de ação das estatinas, espera-se que esses fármacos possuam atividade antifúngica. Desse modo, o presente estudo objetivou avaliar a atividade antifúngica in vitroda sinvastatina e da pravastatina isoladas e em combinação com quatro antifúngicos (itraconazol, posaconazol, terbinafina e anfotericina B) frente a agentes da cromoblastomicose. O ensaio de susceptibilidade fúngica foi realizado de acordo com o documento M38-A2 do Clinical and Laboratory Standards Institute. O perfil de interação entre as estatinas e os antifúngicos foi avaliado pelo método de tabuleiro de xadrez. A interação existente entre os fármacos foi obtida pelo cálculo do Índice Fracionário de Concentração Inibitória (IFCI). Para análise das alterações morfológicas de Fonsecaea pedrosoiATCC 46428, causadas pela combinação que apresentou menores valores de IFCI, foram obtidas imagens por microscopia de força atômica. A sinvastatina e a pravastatina não inibiram os fungos (n=19) nas faixas de concentrações testadas (CIM > 256 μg/mL). No entanto, as combinações de itraconazol/sinvastatina e de posaconazol/sinvastatina foram sinérgicas contra os isolados investigados (IFCI = 0,24 – 0,5). Quanto à pravastatina, o melhor resultado foi alcançado ao combiná-la com o posaconazol, em que houve sinergismo para oito dos dezenove isolados. As demais combinações foram sinérgicas para apenas algumas amostras fúngicas. Não houve antagonismo dentre as associações avaliadas para ambas as estatinas. Ao analisar as imagens microscópicas da associação de itraconazol/sinvastatina, foi possível observar a ruptura da membrana da célula fúngica e o extravasamento do conteúdo intracelular, quando comparada aos controles. Com base nos resultados, pode-se constatar que a pravastatina em conjunto com os antifúngicos apresentou resultados variáveis contra os isolados testados. Porém, a sinvastatina em combinação com os triazólicos apresentou um perfil sinérgico, sendo estas associações promissoras no tratamento da cromoblastomicose. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1640496 - ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
Externo ao Programa - 2266284 - FRANCIELE BASSO FERNANDES SILVA
Presidente - 2147346 - TATIANE CAROLINE DABOIT
Notícia cadastrada em: 04/07/2019 10:33
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