Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: MARICÉLIA DE AQUINO SANTANA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARICÉLIA DE AQUINO SANTANA
DATA: 28/02/2022
HORA: 14:00
LOCAL: ON-LINE
TÍTULO: SOROPREVALÊNCIA DA DOENÇA DE CHAGAS EM ÁREAS RURAIS DO TERRITÓRIO DE SAÚDE VALE DO CANINDÉ, PIAUÍ, BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Doença de Chagas. Trypanosoma cruzi. Epidemiologia. Sorologia.
PÁGINAS: 86
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO:

Introdução: A doença de Chagas, tripanossomíase americana, é uma infecção parasitária causada pelo Trypanosoma cruzi, a enfermidade é endêmica e pode se manifestar de duas formas: aguda ou crônica. A transmissão vetorial é forma clássica de disseminação da doença, tendo como vetor os triatomíneos. Há também, outras formas de transmissão como a vertical, oral, transfusional, acidente de laboratório ou durante a manipulação do vetor. A DC possui ampla distribuição nos países latino americano e historicamente tem sido referida como doença negligenciada e sua relação esta diretamente associada aos fatores econômicos, culturais, políticos e sociais. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo caracterizar os aspectos epidemiológicos relacionados à doença de Chagas nas áreas rurais de municípios da região de saúde Vale do Canindé, estado do Piauí. Método: Estudo transversal de soroprevalência da doença de Chagas realizado com amostras aleatórias simples da população rural de cinco da região de saúde Vale do Canindé. Os dados foram coletados entre os meses de fevereiro e setembro de 2021. Foram examinadas 876 pessoas que tiveram amostra de sangue coletada em papel de filtro submetidas a testes screening pela técnica de Imunofluorescência Indireta (IFI) em um único laboratório. As amostras com resultado reagentes ou indeterminado no IFI foram revisitadas para coleta de sangue venoso e submetida ao teste Ezyme Linked ImmunonoSorbent Assay (ELISA). Para as variáveis sociodemográficas, conhecimento do vetor e histórico familiar da doença foi aplicado um questionário. Os dados dessa pesquisa foram analisados no software Statistical Package for the Social Science, versão 20. Utilizou-se os testes de Quiquadrado, distribuição e associação (Odds ratio) para teste da independência dos resultados reagentes na técnica de IFI e ELISA. Foi utilizada a razão de prevalência como medida de efeito com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Todas as variáveis com significância estatística de p-valor<0,05 na análise bivariada. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí mediante parecer de nº 4.501.536. Todos os participantes menores de 18 anos assinaram o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido ao tempo que os seus responsáveis e os adolescentes com idade de 18 anos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Da avaliação conjunta dos testes observou-se uma prevalência de 6,3% (n=55) para DC na população do estudo. A maioria dos participantes se declararam negros [pardo+negro] apresentando 6,7% dos casos (p=0,571). Pertenciam ao sexo masculino 7,0% (p=0,835) 15% dos casos pertencem aos ≥50 de idade (p<0,008). Dos casos reagentes para doença 22,3% (p<0,001) eram analfabetos e 5% tinham o ensino fundamental completo ou incompleto. A renda de até um salário mínimo representou 6,3% (p<0,001). Conclusão: Os resultados desse estudo indicam alta prevalência da infecção pelo T.cruzi na população residente na zona rural de alguns municípios do Vale do Canindé, principalmente, entre os maiores de 50 anos de idade. A ausência da soropositividade em crianças e adolescentes mostra a importância do controle de triatomíneos reforçando a necessidade de controle epidemiológico avançado para evitar o avanço da doença em áreas endêmicas e não-endêmicas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1943482 - CARLOS EDUARDO BATISTA DE LIMA
Externo ao Programa - 2059377 - FABIO SOLON TAJRA
Externo à Instituição - JANE MARGARET COSTA DE FRONTIN WERNECK - Fiocruz - RJ
Presidente - 1146891 - VAGNER JOSE MENDONCA
Notícia cadastrada em: 28/01/2022 10:52
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb05.ufpi.br.instancia1 01/10/2022 01:10