Dissertações/Teses

2022
Descrição
  • ROGÉRIO SOUSA SODRÉ
  • EDMUND HUSSERL E A CRISE NA MODERNIDADE CIENTÍFICA
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 30/06/2022
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  • O presente trabalho é uma investigação acerca da crise das ciências na modernidade, tendo
    como princípio norteador, Edmund Husserl, que ao se debruçar sobre a questão das ciências
    positivas e seu processo de naturalização do conhecimento, subsumindo tudo a aspectos
    fáticos, fez com que a análise dos fundamentos do conhecimento, fosse deixada de forma
    fragmentária sem o devido aprofundamento. O projeto epistemológico husserliano, perpassa
    pelas ciências, e delineia dessa forma, o processo pelo qual se deu a derrocada do
    conhecimento por meio das ciências positivas; seu método e iniciativa, tem como objetivo,
    trazer um ideal de filosofia como ciência rigorosa, sob o aspecto da Filosofia
    Fenomenológica. As ciências positivas deixaram a mercê a existência humana e seus
    significados, assim como a própria ideia de epistemologia, matemática e da lógica, a aspectos
    psicológicos; a ingenuidade cientifica se dá no processo de limitação dos pressupostos do
    conhecimento e da perspectiva de análise do mundo da vida, que no decorrer da evolução das
    ciências, corroborou no seu desenvolvimento, mas que aos poucos foi sendo deixada a mercê
    da própria investigação as ciências no mundo circundante. O naturalismo e o objetivismo,
    ofuscaram a visão promissora de ciência que busca as bases de sua racionalidade, assim
    sendo, uma renovação é necessária, um novo sistema e modo reflexivo, são uma das
    possibilidades de saída da crise. A relação entre filosofia e crise se dá na evolução de uma
    nova racionalidade, de uma nova ciência sob aspectos fenomenológicos. Portanto, a crise das
    ciências é uma crise da própria cultura e sob seus aspectos ético-epistemológicos.
  • ALLYSON JULLYAN DOS SANTOS NASCIMENTO
  • A POLITIZAÇÃO DA ARTE E A ESTETIZAÇÃO DA POLÍTICA EM WALTER BENJAMIN
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 05/04/2022
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  • O presente trabalho visa fazer um debate sobre o papel das artes frente o crescente avanço da técnica, sobretudo das técnicas de reprodução, como o avanço desses meios atingiu diretamente as aspirações artísticas, como as modificou e como interferiu numa práxis hermenêutica epistemológica de um agir humano. Em nosso estudo, abordamos didaticamente como Walter Benjamin, filósofo, por meio d’A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, mapeou esse movimento de mudança no campo das artes. Nesse estudo, abordamos em três capítulos os pontos em que nossa pesquisa nos permitiu dar uma maior clareza a nossa temática exposta. Vale lembrar que a filosofia no século XX foi um dos saberes mais patenteados pelas principais figuras de pensamento que marcaram época. Dessa forma, analisar o contexto, o qual o ensaio Benjaminiano foi escrito, como surgiu as versões e qual receptividade teve o escrito, é fundamental em um primeiro momento para a própria narrativa presente que se faz do autor. Analisaremos também dois conceitos fundamentais para a compreensão da resposta conceitual do autor aos círculos do pensamento da época e a sua contribuição programática com o ensaio: o conceito de estetização da política e de politização da arte. A ideia é procurar um sentido para um estudo de uma linguagem de mundo que permita analisar as ideias propostas pelo autor, fazendo uma reflexão teórico dissertativa que possa dar conta do esclarecimento conceitual que o ensaio Benjaminiano A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica nos traz acerca da relação arte, política, reprodutibilidade técnica e uma epistemologia do conhecimento. Pontuaremos também a arte de massa como arte politizada e a crise da aura com a guinada moderna das técnicas de reprodução: cinema e fotografia. É por meio da análise desses conceitos e questões que serão norteados a nossa ideia na presente dissertação.

2021
Descrição
  • ROBERTO FREITAS DOS SANTOS
  • LINGUAGEM E DIÁLOGO EM GADAMER: UM ESTUDO A PARTIR DE VERDADE E MÉTODO
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 17/11/2021
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  • Nosso trabalho tem como propósito tratar da relação entre linguagem e diálogo (Sprache, Dialog) a partir do pensamento hermenêutico filosófico de Hans-Georg Gadamer (1900- 2002), tendo como base a abordagem realizada em Verdade e Método (2016), na sua terceira parte. Para isto, consideremos o tema da linguagem em sua relação com o diálogo, aspecto de relação fundamental com o outro. Sendo que a linguagem trata diretamente com o modo de compreensão e interpretação, e a conversação acontece enquanto diálogo. Também, apresentaremos os conceitos gadameriano que são fundamentais para a discussão da nossa investigação, no que se refere à tematização da tradição da hermenêutica, e assim poder caracterizar a sua importância para a compreensão da linguagem verbal e não-verbal. Essas que por sua vez advém da seguinte forma: a linguagem verbal dá-se através da fala, e a linguagem não-verbal se constitui pelo vies da escrita (textos e livros). Dessa forma, podemos entender que a linguagem e o diálogo são fenômenos que acontecem enquanto manifestação hermenêutica, e os mesmos são necessários para o modo de ser do homem.

  • ANNA KAMILLA DE ARAUJO SOUZA
  • O PROBLEMA DA FUNDAMENTAÇÃO DISCURSIVA DO DIREITO EM HABERMAS.
  • Data: 29/10/2021
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  • A presente dissertação faz um estudo sobre a problemática da fundamentação discursiva do direto do filósofo alemão Jürgen Habermas. As transformações enfrentadas pela sociedade, principalmente no que diz respeito às normas e a problemática da justiça, têm sido significativas, e a busca por critérios de legitimação faz-se cada vez mais necessário. A partir da reviravolta linguístico-pragmática, Habermas formulou sua teoria do agir comunicativo que posteriormente seria base para a teoria discursiva do direito, que busca introduzir uma maneira de pensar a ética cognitivista no âmbito da Justiça,a favor de um procedimento onde normas são geradas por processos de argumentação. A pesquisa se concentra em analisar os aspectos que envolvem a criação dessas normas a partir de uma validação discursiva, o que resulta naparticipação de todos aqueles afetados por esse ordenamento jurídico, e, consequentemente, em um cenário menos desigual e mais justo. Assim, primeiramente fez-se uma análise dos aspectos fundamentais da teoria do agir comunicativo e dos seus princípios essenciais. Em seguida, uma reconstrução da proposta de Democracia em Habermas,o lugar que o Direito ocupa em seu arcabouço teórico e a sua relação com a moral. Por fim, é feitauma análiseda teoria discursiva do direito habermasiana, seus fundamentos e os aspectos que envolvem sua aplicação, a fim de mostrar as condições que envolvem a legitimação das normas jurídicas para que se tenha um verdadeiro Estado democrático de direito.

  • AMANDA SOBRINHO COSTA
  • SOBRE A IDEIA DE SUPERAÇÃO NO ZARATUSTRA DE NIETZSCHE
  • Orientador : JOSE ELIELTON DE SOUSA
  • Data: 27/10/2021
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  • Desde seus primeiros escritos, Friedrich Nietzsche (1844-1900) faz uma crítica radical dos valores morais, apontando especialmente a partir de Zaratustra, a necessidade de uma radical transvaloração de todos os valores. A partir dessa obra, o termo transvaloração se torna tema recorrente na filosofia de Nietzsche, constituindo-se como chave fundamental para se compreender seus escritos posteriores. A ideia de transvaloração unida a ideia de superação surge como um projeto para se rever os ideais propagados no Ocidente e superá-los. É através de sua personagem principal, Zaratustra, que Nietzsche retoma seu projeto de transvaloração, aprofundando os elementos conceituais que passa a caracterizar tal projeto nessa última fase de seu pensamento. Depois de dez anos de seu retiro nas montanhas, Zaratustra se vê transformado e pretende em seu declinar das montanhas, compartilhar de sua sabedoria para que outros homens sejam também transformados: “Vê! Aborreci-me minha sabedoria, como a abelha que juntou mel em excesso; preciso de mãos que para mim se estendam.”

    A presente pesquisa se centrará então, em analisar esse processo de transvaloração, tal como descrito no Zaratustra, com o intuito de investigar se é possível identificar a presença de dois processos distintos de superação em tal movimento, um subjetivo (auto superação) e outro cultural (transvaloração cultural).

  • FRANCISCO EDIVAN DA COSTA E SILVA
  • O PROGRESSO DA CIÊNCIA: UMA ANALISE DA CONCEPÇÃO DE KARL POPPER
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 27/09/2021
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  • A Filosofia da Ciência do século XX teve como um de seus principais problemas a
    busca por explicar o progresso do conhecimento científico. Nesse contexto, diversas
    concepções epistemológicas se posicionaram com o intuito de alcançar esse objetivo.
    Dentre elas, destacou-se a concepção de Karl Popper, filósofo da ciência que tornou
    se um dos mais influentes do século passado. Compreendendo a relevância da
    temática no contexto da Filosofia da Ciência, o estudo aqui proposto tem por objetivo
    abordar a concepção de progresso científico em Karl Popper, no entanto, sem
    pretender abordar todo o pensamento epistemológico do autor, que se apresenta
    como bem amplo. As duas questões fundamentais da epistemologia popperiana foram
    o problema da indução e da demarcação, no entanto, paralelamente a estas questões
    surge o problema do avanço do conhecimento científico, que vai ser amplamente
    debatido pelo autor. Opondo-se à ideia de progresso por acumulação de
    conhecimento, Popper defende que a ciência progride pelo método de conjeturas e
    refutações em direção a um ideal de verdade que nunca atingirá, mas do qual se
    aproxima constantemente mediante a eliminação de erros. Dessa forma, o progresso
    científico é um caminhar permanente em direção à verdade, à qual nunca se chegará,
    mas que, segundo Popper, reflete um retrato do real. O estudo toma como base para
    construir sua fundamentação teórica as obras epistemológicas de Popper, destacando
    A lógica da Pesquisa Cientifica, Conjecturas e refutações, Conhecimento Objetivo, O
    Realismo e o Objetivo da Ciência, dentre outras obras do autor, complementada por
    outras textos importantes de comentadores que se propõem a analisar o pensamento
    de Popper. A pesquisa reconhece a importante contribuição de Popper para a Filosofia
    da Ciência e destaca que o estudo de sua obra é indispensável para a compreensão
    da ciência contemporânea.
  • ANTONIA DE SOUSA VIEIRA SOARES
  • O RECONHECIMENTO COMO SUJEITO ÉTICO EM PAUL RICOEUR
  • Orientador : JOSE VANDERLEI CARNEIRO
  • Data: 03/09/2021
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  • O objetivo desta dissertação é investigar a questão do reconhecimento do sujeito
    ético no pensamento do filósofo francês Paul Ricoeur. Nossa pesquisa foi bibliográfica,
    utilizando como fundamentação teórica as obras do filósofo central para o nosso estudo.
    Organizamos o nosso trabalho em três momentos: o primeiro trata-se dos aspectos
    constitutivos da identidade do sujeito. No segundo momento, desenvolvemos a questão
    do Reconhecimento do sujeito ético a partir da noção de dom cerimonial na dimensão
    antropológica da ágape. No terceiro ponto, buscamos no estudo de Ricoeur o perdão como
    constitutivo hermenêutico no conceito de reconhecimento na assimetria da vida prática
    do sujeito ético.
  • EDUARDO JOSÉ LIMA DE OLIVEIRA
  • UM ESTUDO CRÍTICO DA HEURÍSTICA DO TEMOR COMO INSTRUMENTO CENTRAL DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE EM HANS JONAS
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 30/08/2021
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  • Nossa proposta consiste em fazer uma análise crítica a respeito do uso metodológico da “heurística do temor” na aplicação da ética da responsabilidade proposta pelo filósofo alemão Hans Jonas. Para cumprimento de nossa tarefa, no corpus deste trabalho, e seguindo o movimento feito por Jonas, traremos para nossa discussão o problema da técnica a partir da modernidade como pano de fundo do debate ético levantado pelo autor, o qual chama atenção aos efeitos cumulativos ambivalentes da técnica moderna que coloca em risco não apenas a vida humana, mas ela em sua totalidade e também sua continuidade. A constatação da insuficiência das éticas tradicionais vigentes, nesse novo contexto tecnológico, traz à tona a necessidade de um novo agir que deve levar em conta todas as esferas da vida, não somente no presente, mas também no futuro, pois a vida é um fim em si mesma que deve ser valorizada, e a valorização da vida exige não que o humano ou o não-humano tenha a primazia, mas a própria vida como fenômeno. Assim, a partir do diagnóstico de que a possibilidade da negação da vida emergiu graças à magnitude do poderio da técnica moderna, e que ética alguma vigente é capaz de lidar com essa nova situação, será dado ênfase ao conceito da responsabilidade como fundamental para a compreensão e formatação de uma nova proposta ética que seja favorável à permanência da vida no planeta, pois responsabilidade é princípio fundamental e determinante de uma ética de afirmação da vida. Então, ao final, será elaborada uma discussão crítica em torno do conceito “heurística do temor” usado por Jonas como principal método na aplicação de seu novo tractatus technologico-ethicus para uma civilização tecnológica, na intenção de verificar se de fato o sentimento do temor consiste numa boa opção para evocar a responsabilidade.

  • GLAUCER FERREIRA SILVA
  • A AGÔNISTICA NO JOVEM NIETZSCHE E A INTENSIDADE DA DISPUTA COMO CONDIÇÃO DE CRIAÇÃO
  • Data: 30/08/2021
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  • A presente proposta investigativa tem como escopo pensar o elemento agonístico contido nos primeiros escritos do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), a saber: A visão dionisíaca do mundo (1870), Os cinco prefácios para cinco livros não escritos (1872) e O Nascimento da Tragédia (1872); assim como outros textos do autor que se façam necessários. O conceito de agón como força singular que impulsiona o fazer filosófico é, na filosofia nietzschiana, um termo ímpar, pois propõe rupturas e fissuras no próprio ato de pensar, postura esta, por vezes, extremamente radical com a tradição filosófica: como a ideia de verdade tão cultuada pelos pensadores clássicos da filosofia que encontra em Nietzsche uma leitura diferente. Para tanto, o agón será tratado como um conceito aberto exatamente por sua natureza polissêmica, eixo de fundamental importância nos escritos nietzschianos de juventude, mas que utilizaremos no sentido de disputa ligada ao embate de ideias. Seguindo esse fio interpretativo, apontaremos para o efeito trágico contido na dicotomia apolíneo/dionisíaco, tão cara ao autor. Acreditamos que já no jovem Nietzsche há, mesmo que de forma embrionária, a força criativa que tem a estética como vetor para sua produção filosófica vindoura. A filosofia nietzschiana tem como finalidade uma proposta afirmativa da vida e encontra na arte uma ferramenta fundamental para realizar esse intento. Como sabemos, o Nascimento da tragédia é uma obra amplamente debatida e nela podemos notar lampejos da produção posterior do filósofo. O devir nietzschiano confunde-se, em nosso modo de ver, com o próprio agón, posto que a mudança, o vir a ser constante é sua marca, e compreender como ele se manifesta em seus primeiros escritos é o alicerce de nossa proposta. A ideia de afirmação da vida, de modo positivo, passa pela crítica e pelo conflito, e o perspectivismo nietzschiano nos fornece o respaldo necessário para se pensar qual a relação entre o projeto trágico do autor e o agón como devir. No pensamento nietzschiano e na própria filosofia esse elemento é fundante e indispensável como procedimento crítico, posto que é a partir do choque que emerge o novo, que o conflito é salutar quando relacionado como a grande saúde em Nietzsche. Entendemos que pensar o jovem Nietzsche e o seu modo de fazer filosofia tem como norte a afirmação da vida ante as forças degenerativas, que este tanto critica em obras posteriores.

  • HANDERSON REINALDO ARAUJO
  • A JUSTIÇA COMO VIRTUDE NA ORGANIZAÇÃO RACIONAL DA PÓLIS NOS DIÁLOGOS A REPÚBLICA E LEIS
  • Orientador : ZORAIDA MARIA LOPES FEITOSA
  • Data: 27/08/2021
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  • Esta dissertação intitulada A justiça como virtude na organização racional da pólis nos diálogos A República e Leis tem como objetivo analisar se Platão propõe nas Leis a superação da ideia de justiça defendida n´A República, partindo de uma justiça natural (fundamentada na phýsis) para uma justiça positiva (justificada a partir do nómos). Sob essa perspectiva, o problema filosófico fundamental que esta dissertação objetiva responder se expressa da seguinte forma: Platão propõe nas Leis a superação da ideia de justiça defendida n´A República? Propomos uma análise dos dois diálogos buscando destacar a ideia de justiça defendida por Platão em cada um deles e a imprescindibilidade da concepção de justiça na organização racional da Kallipolis e da Magnésia. Assim, no primeiro capítulo, discutiremos sobre as primeiras concepções de justiça nos livros I e II do diálogo A República, destacando as objeções socráticas direcionadas a cada uma delas; no segundo capítulo, investigaremos a virtude da justiça na organização racional da Kallipolis e as demais virtudes platônicas (sabedoria, temperança e coragem), encontradas tanto no cidadão quanto na cidade, enfatizando a ordem/harmonia que deve imperar na pólis, bem como o papel do governante filósofo n´A República e as formas de governo justas e injustas; e, no terceiro capítulo, examinaremos a justiça como virtude na organização racional da pólis nas Leis, ressaltando as formas de constituição da cidade e o papel do legislador no exercício da sua função legiferante na Magnésia, bem como o compromisso da legislação com a totalidade das virtudes, especialmente a justiça.

  • FRANCISCO DE ASSIS SILVA NETO
  • ALEGRIA E CORPO: A FILOSOFIA ZOMBETEIRA E SUA POTÊNCIA AFIRMATIVA NA GAIA CIÊNCIA
  • Data: 27/08/2021
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  • O presente trabalho propõe uma concepção de corpo à luz da compreensão de alegria na filosofia de Friedrich Nietzsche (1844-1900). Sob a esteira do pensamento nietzschiano, optamos como caminho conceitual, tratar desta relação de modo mais pontual, especialmente acerca da ótica desenvolvida pelo autor em sua obra A gaia ciência (2012) de 1882. A alegria é um tema de suma importância no pensamento nietzschiano, visto que aparece constantemente ao longo de sua produção teórica e se coaduna com outros elementos-chave de seu pensamento como o amor-fati e vontade de potência. A alegria e o riso emergem como contraponto à estruturas de pensamento rígidas e dogmáticas, tais como a metafísica e o Cristianismo, que sustentaram a maior parte do pensamento ocidental. Nietzsche desenvolve uma filosofia que congrega a alegria e o riso como modo de pensamento afirmativo, que é capaz de aceitar as vicissitudes da vida e ainda assim criar outros modos de ser e agir no mundo. O filósofo evoca o poder do riso como incitador de um pensamento filosófico autônomo sem excluir a tragicidade que compõe a existência. Deste modo, após abordar a questão da alegria, pensaremos como se dá sua incidência em um corpo que é vida, criação e riso

  • IZILDETE DE SOUSA TORRES
  • A NOÇÃO DE SOLIDARIEDADE EM RICHARD RORTY A PARTIR DA LEITURA DO ROMANCE 1984, DE GEORGE ORWELL
  • Orientador : HERALDO APARECIDO SILVA
  • Data: 23/08/2021
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  • A presente dissertação trata da noção de solidariedade do filosofo Richard Rorty a partir dos romances e ensaios de George Orwell. Rorty na obra Contingência, ironia e solidariedade (2007) esclarece a relevância desta noção e sua relação com a literatura. O foco da pesquisa é o que podemos entender por filosofia prática em Rorty partindo da noção de solidariedade, e seus desdobramentos éticos e políticos. Desse modo, o trabalho tem como objetivo geral investigar a noção de solidariedade desenvolvida por Richard Rorty a partir dos romances e ensaios de George Orwell. No primeiro capítulo, destaco a presença da literatura e romances filosóficos na tradição filosófica com ênfase nos estilos literários da filosofia. Em seguida, mostro o valor inspirador das grandes obras de literatura na perspectiva de Rorty, considerando que o neopragmatista esclarece que o valor inspirador das grandes obras de literatura, fazem as pessoas pensarem que há mais nesta vida do que jamais imaginaram. No segundo capitulo, discorro sobre o uso filosófico dos romances. Inicio pelos romances de Orwell norteado por Rorty, em seguida as perspectivas de Kundera (sabedoria do romance, hipótese ontológica e egos experimentais) e Bloom (literatura sapiencial). Para finalizar, discuto as perspectivas de Kundera e Bloom, destacando que segundo Rorty os romancistas são melhores do que os filósofos para fins sociais específicos porque são “bons em detalhes”. No terceiro capitulo apresento o solidarismo em Orwell. Inicialmente destaco os instrumentos de Rorty: redescrição e recontextualização histórica evidenciando que a redescrição é um dos conceitos chaves do neopragmatista; é uma forma útil de entrar em sua obra. Em seguida evidencio as similaridades e diferenças entre Orwell e Rorty atentando para a política, distopias e liberalismo em ambos. Finalizo destacando a noção de solidariedade em Rorty a partir dos romances e ensaios de Orwell. Partindo da perspectiva de Rorty mostro a relevância da pesquisa porque é necessário uma mudança no modo de pensar a própria filosofia: a filosofia não teria mais a função de fornecer os “fundamentos de uma política democrática”, ou de indicar a “origem dos direitos humanos naturais”; seu novo papel seria o de estar a serviço da política democrática no sentido de possibilitar um “equilíbrio reflexivo” entre as nossas reações instintivas a problemas contemporâneos (os desafios atuais do nosso tempo) e os princípios gerais nos quais fomos criados (nossa herança cultural).

  • BRUNO ARAUJO ALENCAR
  • A CRÍTICA DE RICHARD RORTY A MICHEL FOUCAULT
  • Orientador : HERALDO APARECIDO SILVA
  • Data: 12/08/2021
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  • Esse trabalho tem o objetivo de apresentar a crítica de Richard Rorty (1931-2007), ao legado tardio de Michel Foucault (1924-1984). Iremos discutir incialmente a proposta filosófica foucaultiana, amparada no pensamento de Martin Heidegger e Friedrich Nietzsche, mostrando como, o ser-aí e a genealogia da moral, por exemplo, contribuíram significativamente para o devir filosófico de Foucault. Mais adiante, apresentaremos os seus domínios filosóficos: Arqueologia do saber, Genealogia do Poder e Estética da Existência, necessários para compreendermos toda a crítica a qual Rorty enfatiza ao filósofo francês. Em seguida, conheceremos como Rorty lê a filosofia de maneira formidável, ensejando uma edificação que objetiva o fim da crueldade e a ascensão da solidariedade dentro de um contexto cultural específico. Para tanto, iremos perceber como o neopragmatista projeta essa solidariedade a partir da interpretação da filosofia foucaultiana, evidenciando como o filósofo francês apresenta o cuidado de si (epiméleia heautoû), como uma proposta ética para que os sujeitos cuidem de si mesmos e dos outros, numa tentativa de livramento dos assujeitamentos aos quais o poder impetrou ao longo dos tempos. Rorty vai mostrar que o vocabulário adotado por Foucault aparenta ser inadequado às práticas humanas atuais; tendo em vista que o filósofo francês se concentra em apenas analisar uma historiográfica do passado para propor a invenção de si, salientando como os sujeitos foram reféns das artimanhas do poder, mas que parece esquecer de como propor, a partir do cuidado de si, como os sujeitos poderiam se (re) inventar num contexto de um futuro próximo, o que seria útil para Rorty. O que incomoda o neopragmatista, é o fato de Foucault odiar tanto as democracias liberais, e, que no projeto utópico de Rorty, a solidariedade é algo com o qual o filósofo deva se preocupar, olhando para todos os tipos de cultura. Nesse sentido, para Rorty, Foucault só exalta um incessante desejo por autocriação, (uma forma de perfeição privada que não abrange um desejo de preocupação para com os outros). Ao mensurar tal contexto, o neopragmatista mostra Foucault só adota o vocabulário do ironista, um ser humano que só se preocupa com projetos de autonomia privada, sem olhar para os outros, o que preconiza o desejo de um poeta forte, aquele que só preza por uma exacerbada constituição de si mesmo, uma espécie de autocriacionismo. Para o filósofo norte-americano, a falha de Foucault consiste em não adotar vocabulários alternativos que possam exaltar o cuidado de si e dos outros; pois isso não corroboraria com a intenção do ironista liberal, um ser humano que enseja que a crueldade é a pior coisa que poderíamos fazer. Somente assim, Foucault proporia uma boa ética do cuidado de si, aos olhos de Rorty. O que Rorty faz, é dar uma nova “roupagem” ao vocabulário utilizado por Foucault por meio da redescrição, para que possa ser lido como um verdadeiro “cavaleiro da autonomia”, ao passo em que se tornaria um filósofo edificante, fazendo parte de sua utopia solidária.

  • CARLOS JAVIER LOZADA VILLEGAS
  • El sentido común en la filosofía hermenéutica de Hans-Georg Gadamer
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 27/05/2021
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  • En el presente trabajo de investigación queremos abordar el concepto de sentido común en la filosofía hermenéutica de Hans-Georg Gadamer a través de su principal obra Verdad y Método. Para respondernos a la siguiente pregunta ¿Es posible comprender el concepto de sentido común como una lógica dialéctica de preguntas y respuesta? La hermenéutica básicamente ha sido un proceso de comprensión e interpretación, pero para Hans-Georg Gadamer la hermenéutica adquiere un estadio de aplicación que en una unidad insoslayable entre la comprensión y la interpretación la hermenéutica filosófica adquiere una aplicabilidad fundamental. En consecuencia, el siguiente trabajo de investigación será desglosado en tres capítulos: en el primero desarrollaremos las nociones básicas de la filosofía hermenéutica de Gadamer. En el segundo abordaremos la postura de Jean Grondin en relación con la filosofía hermenéutica de Gadamer. Para culminar, intentaremos exponer con una mayor amplitud el concepto de sentido común en Gadamer.

  • ADRIANO SANTOS DE OLIVEIRA
  • O PROBLEMA DA INCOMENSURABILIDADE SEMÂNTICA E SUAS IMPLICAÇÕES NO PENSAMENTO DE THOMAS KUHN
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 28/04/2021
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  • O PROBLEMA DA INCOMENSURABILIDADE SEMÂNTICA E SUAS IMPLICAÇÕES NO PENSAMENTO DE THOMAS KUHN
    Este projeto de pesquisa propõe uma discussão em torno do problema da Incomensurabilidade na sua forma semântica e suas implicações no pensamento de Thomas S. Kuhn, tendo como horizonte a discussão a abordagem realizada pelo filósofo da ciência nas suas principais obras A Estrutura das Revoluções científicas (1970); A Tensão Essencial (1977); A revolução Copernicana (1990); O Caminho desde a Estrutura (1996) assim como artigos e comentários dados pelo próprio filósofo que não se encontram catalogados entre suas obras. Nesse sentido, a análise do tema em questão guiar-se-á com base nos conceitos centrais da obra do filósofo da ciência, observando suas implicações para as dimensões da Teoria do conhecimento, Filosofia da Ciência, Filosofia da Linguagem. Em um primeiro momento Kuhn estruturará sua abordagem de forma que mostre o progresso das teorias dentro das estruturas cientificas, apresentando o conceito de paradigma que perfaz a ciência normal, prosseguindo assim até as suas rupturas, ou como o filósofo define, Revoluções. Trabalharemos, com base, nisso, com a hipótese de que a crítica de Thomas Kuhn acerca da fundamentação da ciência não ocorre somente por via de uma racionalidade pautada estritamente na metodologia, mas que ela pode e deve ser abordada pelo viés da linguagem. Para que afirmemos esta hipótese, será preciso realizar uma analítica textual sobre os escritos de Kuhn realizando dois recortes. O primeiro: de caráter mais histórico que consiste nas produções que abrangem os anos de 1962 a 1970 período este caracterizado pela Estrutura, no qual há mais presente uma Filosofia Histórica da Ciência. O segundo recorte: terá como base as produções pós Estrutura que consiste nas respostas aos seus críticos, assim como um amadurecimento por parte do autor acerca do que seria a incomensurabilidade e a sua importância para ciência, este período poderia ser caracterizado como a fase da filosofia da linguagem no pensamento de Kuhn, ou até mesmo de uma filosofia da linguagem kuhniana

  • AMANDA DA SILVA FEITOSA
  • O conceito de comunidade em Jean-Luc Nancy
  • Orientador : JOSE ELIELTON DE SOUSA
  • Data: 08/04/2021
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  • Esta dissertação apresenta a discussão acerca da releitura do conceito de comunidade de Jean-Luc Nancy no traçado de uma desconstrução e explicitações dos pressupostos da metafísica da comunidade. Partindo da compreensão do conceito de comunidade na tradição filosófica constituída pela metafísica da presença/metafisica da subjetividade.
    Compreendemos que o conceito de comunidade que é aceito como pacífico, não crítico, não desconstruído que tem seus pressupostos metafísicos. Esse conceito de comunidade que provoca rupturas, incompreensões e a nossa forma societária doentia, segundo Nancy. Questionar o conceito tradicional de comum a partir de Nancy.

  • ANDYARA LETICIA DE SALES CORREIA
  • UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO TRIDIMENSIONAL DE JUSTIÇA DE NANCY FRASER: REDISTRIBUIÇÃO, RECONHECIMENTO E REPRESENTAÇÃO.
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 17/03/2021
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  • A pesquisa que estamos propondo será desenvolvida com base no pensamento de Nancy Fraser sobre a sua concepção tridimensional de justiça, que aborda sobre a redistribuição, o reconhecimento e a representação. Para Fraser, as injustiças são ambivalentes, isto é, dizem respeito tanto a problemas de redistribuição quanto de reconhecimento e, por isso, o modelo redistributivo e o modelo de reconhecimento, por si só, não resolvem as injustiças, pois estão interconectados. É necessário ressaltar a evolução da importância da paridade de participação, que pressupõe redistribuição, reconhecimento e representação. Segundo Fraser, para um cidadão participar da esfera pública deve ter condições socioeconômicas mínimas e reconhecimento de sua identidade, o que levou a ampliação da sua concepção de justiça em relação à dimensão política. A dimensão política que trata da participação política dos cidadãos e da representação dos Estados no mundo em globalização. Fraser elabora e desenvolve a sua teoria de justiça em consonância com as lutas feministas, enquanto critica o capitalismo e modelo neoliberal vigente da sociedade. A presente pesquisa analisa se a autora consegue elaborar uma concepção tridimensional de justiça, por meio da redistribuição, do reconhecimento e da representação, e se isso é possível de ser aplicado em sociedades multiculturais. Busco demonstrar a importância da paridade de participação de todos os cidadãos na sociedade em que vivemos.

  • RAHRA CARVALHO DE ARAUJO
  • AS POTENCIALIDADES DO CONCEITO DE LIBERDADE SOCIAL DE AXEL HONNETH COMO FUNDAMENTAÇÃO DE UM ORDENAMENTO JUSTO
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 15/03/2021
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  • Esta pesquisa se destina a investigar as potencialidades do conceito de liberdade social abordada na proposta de formação de um ordenamento justo na obra O Direito da Liberdade (2011) de Axel Honneth. Este conceito surge como alternativa aos dois modelos de liberdade: liberdade negativa e reflexiva. Segundo Honneth, esses modelos são limitados e apresentam patologias sociais. O modelo negativo de liberdade é entendido como ausência de impedimentos externos para a ação. Essa concepção de liberdade, para Honneth, levaria às patologias do individualismo e ao egoísmo. Já a liberdade reflexiva, caracteriza-se como a ação do indivíduo que na relação consigo mesmo se deixa conduzir apenas por suas próprias intenções. Para Honneth, esse modelo conduziria ao formalismo e ao subjetivismo. Dessa forma, Honneth apresenta a liberdade social como o modelo que supera as deficiências das outras duas propostas, isto é, sem patologias sociais. A liberdade social está baseada - seguindo Hegel - na categoria do reconhecimento recíproco e no respeito mútuo. Nossa proposta de investigação passa pela análise das potencialidades do modelo de liberdade social objetivado por Honneth como o meio de desenvolver uma teoria da justiça, que supere os problemas de conceitos estabelecidos distantes da realidade social. Como pretendemos explorar nesta pesquisa, sua proposta de justiça apresenta um novo método para o estabelecimento de parâmetros morais que fundamentam um ordenamento justo. Para tanto, o processo de reconstrução normativa se relaciona com as instituições sociais a fim de validar valores socialmente aceitos e assim estabelecer um alinhamento entre teoria e prática. O objetivo proposto por Honneth, a partir desse alinhamento, é implementar uma estrutura social que realmente leve a autêntica autonomia individual formada na intersubjetividade, assim como, proporcionar a efetivação da liberdade em todas as esferas institucionais que compõe a sociedade: familiar, econômica e política. Todas devem proporcionar aos membros a inclusão, participação e efetivação das relações de reconhecimento. Dessa maneira, portanto, resolver os problemas da justiça na contemporaneidade.

  • RUAN PEDRO GONÇALVES MORAES
  • RESISTÊNCIA E INTERVENÇÃO DEMOCRÁTICA NO PROJETO DE TRANSFORMAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE ANDREW FEENBERG
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 02/03/2021
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  • Esta dissertação tem por objetivo compreender o papel dos movimentos de resistência no projeto de transformação das tecnologias defendido na filosofia da tecnologia de Andrew Feenberg, principalmente, nas obras Transforming Technology (2002), Tecnologia, Modernidade e Democracia (2015), Technosystem (2017) e Entre a razão e a experiência (2017). Feenberg aborda os problemas modernos originados nas tecnologias a partir do que chama de uma Teoria Crítica da Tecnologia (ou construtivismo crítico). Para ele, o obstáculo central encontra-se numa crescente contradição entre democracia, capitalismo e formas de organização tecnocráticas. Sua proposta é de democratização das diversas instituições tecnologicamente mediadas da nossa sociedade. O problema que queremos focar trata da possibilidade de uma mudança das tecnologias como almejada pelo autor. Em outras palavras, como Feenberg defende a viabilidade da transformação tecnológica por vias mais democráticas? De que modo podemos aplicar os planos de ampliação de considerações das tecnologias, como pensa Feenberg, quando temos fatores artificiais, originados na articulação de grupos dominantes para a manutenção da lógica atual de busca pelo progresso, que produzem os trilhos sobre os quais os modos de produção e desenvolvimento de tecnologias atuais são guiados? Nossa hipótese tem na relação posta pelo autor entre “operadores” e “operados” a dinâmica necessária para sustentar uma visão otimista de mudança. Isto significa dizer que uma ação por parte daqueles grupos de baixo, na divisão social, é condição básica para apontar a possibilidade da transformação almejada pelo autor, porém, talvez não suficiente. Feenberg parece se dar por satisfeito com essa possibilidade, parte de seu objetivo é enfraquecer a perspectiva determinista dominante no cenário atual. Feenberg argumenta, a partir da sua concepção de tecnologia humanamente controlada e possuidora de valores, que há, por parte dos “operados”, a possibilidade de exigir mudanças na estrutura de produção tecnológica. Esse movimento de exigência é o que o autor chama de “interesses participantes”. Por meio de “intervenções democratizantes”, os diversos atores no interior do sistema técnico podem tanto subverter, regular, ou participar desde o projeto na produção e desenvolvimento das tecnologias. Nesse esquema, Feenberg trata do potencial tecnológico de se adequar e seguir diferentes arranjos técnicos para diferentes finalidades sociais.

2020
Descrição
  • REINALDO MELO DA SILVA
  • O QUE É O FILÓSOFO? Uma busca pela resposta de Platão no Banquete, República e Leis.
  • Orientador : ZORAIDA MARIA LOPES FEITOSA
  • Data: 28/08/2020
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  • Esta dissertação consiste na busca pela resposta da pergunta: segundo o Banquete, a
    República e as Leis de Platão, o que é o filósofo? Propomos uma análise dos três diálogos
    buscando destacar o personagem filosófico, a potência humana que o possibilita ser filósofo,
    assim como o seu objeto mais correspondente; constataremos que é impossível compreender o
    que Platão julga ser o filósofo segundo o Banquete, a República e as Leis se desconsiderarmos
    alguns desses elementos. Mostraremos que o personagem filosófico do Banquete corresponde
    a Eros, o da República corresponde a Sócrates e o das Leis corresponde ao próprio Platão.
    Veremos também que Eros, Sócrates e Platão só podem ser filósofos porque possuem a
    capacidade de conhecer as coisas em si. Essa possibilidade cognitiva no Banquete recebe o
    nome de espírito; na República de princípio racional ou potência racional, razão, etc. Nas
    Leis de intelecto (nous) ou inteligência. O espírito, o princípio racional e o intelecto
    alcançam o aspecto último da realidade que coincide com o próprio limite da
    cognoscibilidade. Esse limite do ser e do conhecer recebe o nome de Beleza no Banquete, de
    Bem na República e de Intelecto (Nous) nas Leis. Por fim, mostraremos a correspondência
    estrutural dessas três linhas de significado presente nos três diálogos como a resposta da
    pergunta que nos propomos.

  • LUIZ GUSTAVO SOUSA DE CARVALHO
  • Walter Benjamin e o filme perdido
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 20/08/2020
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  • A partir do pensamento do crítico e ensaísta alemão Walter Benjamin, especificamente suas ideias sobre a aura, mimese e iluminação profana, refletimos sobre a perda de filme, “Adão e Eva do Paraíso ao Consumo” (1972), em diálogo com algumas questões da arte, como a noção de acaso, levantadas pelas vanguardas dadaísta e surrealista, movimentos contemporâneos à atuação de Benjamin e suas reverberações na arte contemporânea atual.

  • REGINA CELIS LIMA DOS SANTOS LOPES
  • LINGUAGEM POÉTICA DO ESPAÇO Um caminho para pensar arquiteturas a partir de Heidegger
  • Orientador : JOSE RICARDO BARBOSA DIAS
  • Data: 19/08/2020
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  • Falar de arquitetura já pressupõe determinadas construções que são pensadas a partir do seu valor estético/artístico, sua funcionalidade, sua historicidade. Assim, ela costuma aparecer como objeto arquitetônico, destacando sua individualidade e sua capacidade de inserção no meio. O que proponho é pensar arquiteturas plurais, cotidianas, espontâneas ou não, que não se limitam a edifícios, mas que são o próprio espaço poético, no seu dizer próprio. A linguagem poética que nos vem ao encontro nesse dizer é um vigorar de mundo e da arquitetura nela mesma. Para isso seguimos o caminho do pensar no qual Heidegger nos coloca. Este pensar, diferente daquele que toma as coisas por seus valores, é em si mesmo um experienciar livremente, um escutar o dizer da linguagem. No caminho da experiência da linguagem o que pode as paredes mudas nos dizer?

  • GABRIEL DE ALMEIDA DE BARROS
  • ECOFENOMENOLOGIA Do tronco à raiz latino-americana
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 30/04/2020
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  • A relação do ser humano ocidental com a natureza passa por um momento de crise, o que
    pode ser justificado de acordo com o contexto histórico, religioso e filosófico no qual essa
    relação se firmou. No que se ocupa desse trabalho, buscamos como essa crise pode ser
    conciliada no campo filosófico, e uma possibilidade é pela ecofenomenologia. Por sua
    vez, esse assunto ainda é novo na América Latina. Buscamos então entender quem é o
    latino-americano contemporâneo e como a ecofenomenologia se manifesta a partir da
    práxis da relação dele com a natureza que é demonstrada em materiais artísticos como
    literatura, poesia e música. Por fim, utilizamos a obra de Heidegger para discutir
    filosoficamente práticas que são características na região e por vezes são passadas de
    gerações a gerações, explicitando o forte enraizamento que o latino-americano tem com
    a natureza.

  • VIVIANO DO NASCIMENTO BARBOSA
  • O CALEIDOSCÓPIO E A DANÇA: palavra, música e vida na escrita filosófica de Nietzsche
  • Orientador : JOSE ELIELTON DE SOUSA
  • Data: 31/03/2020
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  • O presente trabalho ambiciona estudar a relação entre palavra e música, na expressão filosófica de Nietzsche, entendida enquanto “vida”, apta a compatibilizar filosofia, poesia, literatura e música, num mesmo corpo verbal. Para tanto, empreendendo-se uma genealogia da escrita do filósofo em questão, pretende-se focar na reflexão feita por Nietzsche, na obra O Nascimento da Tragédia, acreditando-se que as perquirições presentes neste livro, possam ser a chave de compreensão do pensamento de Nietzsche, o qual teria permanecido fortemente marcada pela temática dos primeiros anos de produção, não obstante o rompimento com Wagner e Schopenhauer, influências que, a despeito da contraposição temática, posterior aos escritos de juventude, subsistiriam enquanto força estilística, sobretudo, em razão da preponderância do pensamento musical de Nietzsche sobre o estilo deste, havendo uma intrínseca relação entre forma e conteúdo, constituindo o entendimento das questões afeitas ao estilo um pressuposto de compreensão da filosofia nietzschiana, forma de expressão única na história do pensamento ocidental, através da qual aquele teria se posicionado contra a absolutização dos conceitos filosóficos, alinhando-se a um modo experimental de filosofia, gestado na tensão entre arte e vida.

  • SUZANA OLIVEIRA DE ALMEIDA
  • O LÓCUS DA QUESTÃO DO PÁRIA NO PENSAMENTO DE HANNAH ARENDT: UMA EXEMPLIFICAÇÃO DA CRISE DA POLÍTICA NA MODERNIDADE
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 20/03/2020
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  • A presente dissertação tem por objetivo principal analisar a importância do pária no pensamento político de Hannah Arendt, no sentido de expor suas análises em torno da crise da política moderna. O seu pensamento sobre a crise da política tem como um dos eixos a questão judaica, esta retratada pela figura do judeu parvenu que busca na assimilação a forma de se sentir pertencente a sociedade, isto é, seria a fuga de sua condição de judeu. Contudo, este acabou por esquecer de seus direitos políticos, ao mesmo tempo que perde a noção da primazia da política, em detrimento das questões econômicas, ou seja, a necessidade acaba por suplantar a liberdade, sendo esse o problema crucial na modernidade política, segundo Arendt. O pária rebelde emerge como figura central em oposição ao parvenu, uma vez que ele busca reconciliar-se com o mundo do qual foi privado de sua liberdade devido a sua condição de judeu, enquanto a saída encontrada pelo parvenu foi, não a reconciliação com o mundo, mas a assimilação. Portanto, o pensar arendtiano sobre a questão do pária está contido na busca pelo entendimento dos elementos que levaram ao surgimento do problema judaico, do qual a autora o identifica como seu, pois como apátrida e judia, sofreu com o exílio e a perseguição contra os judeus, todavia, resistiu à assimilação e assumiu sua condição de pária rebelde no mundo. Assim, entendemos que na filosofia política de Arendt situa-se o pensar sobre a crise da política na modernidade, tendo o pária rebelde como exemplificação de uma retomada do espaço público, isto é, do verdadeiro sentido da política. Dito isto, teremos como principal metodologia, a exegese das principais obras de Arendt que abordam essa temática, sobretudo os Escritos Judaicos.

  • CARLOS FERNANDO SILVA BRITO
  • HANNAH ARENDT E O PERCURSO DE COMPREENSÃO DO SENTIDO DA POLÍTICA
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 13/03/2020
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  • Nossa pesquisa tem como objetivo principal analisar a reflexão de Hannah Arendt sobre o
    sentido da política tendo como intuito a elucidação de elementos do seu pensamento que
    cooperam para pensar a ressignificação da política na Era Moderna. Para alcançar tais objetivos,
    partiremos do seu diálogo com as experiências gregas e romanas antigas, passando pelo
    diagnóstico da modernidade primeiro elucidado negativamente através da reflexão sobre o
    totalitarismo e em seguida positivamente pelo fenômeno dos sistemas de conselhos surgidos
    nas revoluções americana, francesa e húngara. Explicitaremos os aspectos políticos das
    sociedades gregas e romanas, que foram apontados por Arendt no estabelecimento das
    fronteiras entre esfera pública e esfera privada, construindo um pano de fundo para a reta
    compreensão do sentido da política no pensamento da autora. Dando continuidade na reflexão
    sobre a perda e o resgate do sentido da política na modernidade, abordaremos o diagnóstico que
    Arendt constrói em relação a consolidação da Era Moderna através da vitória do animal
    laborans, ascensão da esfera social e cristalização de elementos explicitados no totalitarismo.
    Desenvolveremos ainda as reflexões da pensadora sobre o surgimento e os efeitos das
    revoluções francesa, americana e húngara, destacando conceitos como fundação, felicidade
    pública, liberdade, leis, e Constituição. Nesse nosso trajeto abordaremos ainda a importância
    dos sistemas de conselhos nas revoluções, destacando inicialmente o conflito existente entre
    essas novas formas de participação política e os partidos políticos, para em seguida analisarmos
    uma possível transformação do conceito de Estado vigente. O intuito deste estudo é contribuir
    com as reflexões acerca da crise da política na modernidade e com a interpretação acadêmica
    da obra arendtiana no que se refere ao resgate do sentido da política, baseada na trajetória de
    seu pensamento desde as experiências na antiguidade aos fenômenos modernos do totalitarismo
    e das revoluções.

  • ARNON PEREIRA DOS SANTOS
  • Mundo de Heidegger: sobre o acontecimento linguístico
  • Orientador : JOSE RICARDO BARBOSA DIAS
  • Data: 13/03/2020
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  • Nosso trabalho tem como objetivo elucidar a compreensão heideggeriana da linguagem originária ou acontecimento linguístico e sua co-originariedade no mundo. Para isso, mediante o aprofundamento bibliográfico, procuraremos explicitar no primeiro momento, em Ser e Tempo (1927), o impessoal (“nós” linguístico anônimo) e a angústia (pessoalidade do ser) como dinâmica integrante de constituição da linguagem originária. No momento posterior, por via, basicamente, dos textos Língua técnica e língua de tradição (1970) e A questão da técnica (1953), esses dois modos (pessoalidade-propriedade e impessoalidade-impropriedade), serão vistos como processo dinâmico da pergunta pela essência da técnica. E, no momento final, para o aqui buscado, o silêncio e o pensamento serão revelados como modos eficazes e diretos em que o ser humano se põe a caminho da linguagem originária. Concluiremos, reafirmando, a partir da ontologia existencial heideggeriana, a co-originariedade de mundo e linguagem em seu modo originário, isto é, o nexo integrativo, via busca pela essência da técnica, de mundo e linguagem em sua gênese ontológica.

  • RICARDO RESENDE DE ARAÚJO
  • O CONCEITO DE JUSTIÇA EM PAUL RICOEUR: uma abordagem dialógica do agir ético
  • Orientador : JOSE RICARDO BARBOSA DIAS
  • Data: 11/03/2020
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  • O presente trabalho tem como objetivo central investigar o conceito de Justiça na obra de Paul Ricoeur, com enfoque no debate sempre atual do percurso da ética para a moral na dimensão individual e na dimensão intersubjetiva e os elementos constitutivos do agir ético e do bom e do justo na obra de Ricoeur. Utilizaremos para pesquisas uma metodologia bibliográfica a partir da obra do filósofo em diálogo com a tradição da filosofia em torno do tema estudado. A pesquisa está sistematizada em três momentos de reflexão. O primeiro compreende os aspectos teleológicos do agir moral com suas várias concepções de justiça. O segundo trata do agir ético e sua dimensão intersubjetiva como fundante da vida boa em instituições justas dentro da proposta ética de Paul Ricoeur. O terceiro momento parte do horizonte sistêmico do conceito de aplicação de justiça no âmbito da práxis da hermenêutica do justo.

  • MYRIA FERNANDA NUNES ARAUJO
  • O CONCEITO DE HOMEM CAPAZ COMO HERMENÊUTICA DA AÇÃO NO PENSAMENTO DE PAUL RICOEUR
  • Orientador : JOSE VANDERLEI CARNEIRO
  • Data: 11/03/2020
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  • Esta dissertação tem como fundamento teórico os estudos antropológicos e hermenêuticos de Paul Ricoeur para uma investigação do conceito de homem capaz. Nos utilizamos de uma metodologia bibliográfica considerando as principais obras do filósofo para nosso estudo. Está organizada em três momentos de reflexão: O primeiro trata-se de uma abordagem sobre a matriz antropológica acerca do conceito de homem capaz num quadro interpretativo da ação como o movimento do si. No segundo momento buscamos nos estudos de Ricoeur sobre hermenêutica uma estruturação da concepção de sujeito de ação como base da noção de homem capaz. O terceiro ponto desenvolvido é propriamente a respeito dos aspectos constituintes do homem capaz, levando em conta as capacidades do sujeito: fala, ação, narração e a obrigação moral.

  • JÚLIO GONÇALVES E SÁ
  • RICHARD RORTY E O IRONISTA LIBERAL
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 05/03/2020
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  • O presente projeto de Dissertação de Mestrado intitula-se “O conceito de ironista liberal em Richard Rorty”. O objetivo principal do trabalho consiste em analisar o conceito técnico filosófico criado por Rorty para caracterizar a figura do pensador contemporâneo, imerso no mundo da redescrições. Busca-se caracterizar na filosofia antirrepresentacionista de Rorty o que ele entende por liberal e ironista e, sobretudo, pela designação do termo articulado „ironista liberal‟. O projeto tomará por base as seguintes obras de Rorty: A filosofia e o espelho da natureza (1994), Objetivismo, relativismo e verdade (1997) e Contingência, Ironia e Solidariedade (2007).Trata-se de pesquisa bibliográfica que tratará o texto filosófico como uma peça argumentativa, de maneira que possa revelar, em linhas gerais, as seguintes condições: o autor investigado, o contexto ou circunstâncias históricas determinantes do seu projeto, a relação que este provocou na comunidade filosófica, o contexto em relação ao seu conteúdo e a problemática de investigação, ou seja, o ponto de partida do autor e, por último, à solução proposta. A solução que Rorty apresenta para se opor a filosofia fundacionista e à filosofia do especialista tem no ironista liberal um ponto de apoio.
    Palavras

  • BRUNO JOSÉ DO NASCIMENTO OLIVEIRA
  • O ACONTECIMENTO DA VERDADE NA ORIGEM DA OBRA DE ARTE DE MARTIN HEIDEGGER
  • Data: 19/02/2020
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  • A proposta dessa dissertação é investigar a verdade no pensamento de Heidegger como forma
    de desvelamento e velamento do sentido do ser. Pretendemos contextualizar o sentido que a
    verdade assume no pensamento do autor, a partir da viragem (Kehre). Seguimos o percurso
    feito por Heidegger em sua obra A origem da obra de arte (1936) no qual o filósofo encontra
    uma nova concepção de verdade, ligada a abertura promovida pela obra de arte. Além disso,
    buscamos explicitar a estreita relação entre o embate mundo e terra, que estabelece o
    aparecimento da verdade na arte. Heidegger aponta, nessa obra, uma via de acesso para o
    acontecimento da verdade que o ajudará a compreender a linguagem como morada poética do
    ser. A linguagem poética, propõe uma experiência “viva” da linguagem, sendo essa experiência
    não conceitual, mas originária e criadora. Assim, diante de tais considerações, mais do que
    apenas acompanhar e analisar o pensamento heideggeriano, esse texto objetiva estruturar a
    experiência poética da linguagem como fruto do filosofar originário que sustenta a verdade.
    Assim, o acontecimento da verdade se dá no movimento de desvelamento e velamento aberto
    pela obra de arte.
  • NÉLIO LUSTOSA SANTOS JÚNIOR
  • ESFERA PÚBLICA TRANSNACIONAL EM NANCY FRASER: EM DIREÇÃO A UMA TEORIA DE JUSTIÇA PÓS-WESTFALIANA
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 18/02/2020
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  • O propósito fundamental desta pesquisa consiste em analisar, a partir das reflexões de
    Nancy Fraser, a proposta de esferas públicas transnacionais frente ao surgimento de um modelo
    de justiça pós-Westfaliano. Para tanto, torna-se necessário reconstruir a produção filosófica da
    autora no tocante ao tema da esfera pública, que aparece como preocupação central em dois
    momentos de sua obra, a saber: Rethinking the public sphere e Transnationalizing the public
    sphere.
  • VIGEVANDO ARAÚJO DE SOUSA
  • A TEORIA DO RECONHECIMENTO DE AXEL HONNETH: INDIVIDUAÇÃO E ESTIMA SOCIAL
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 18/02/2020
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  • Esta pesquisa tem como objeto de investigação a teoria do reconhecimento de Axel Honneth e suas implicações para o tema da individuação e da estima social tal como se encontra exposta – principalmente – em Luta por reconhecimento. Nessa obra, o autor constrói sua concepção do reconhecimento intersubjetivo – a partir das reflexões e teorias de Hegel e Mead. Com base nos estudos psicológicos de Mead, Honneth incorporou à sua teoria do reconhecimento o caráter de inseparabilidade entre as dimensões individual e social do sujeito moderno. Assim, a luta por reconhecimento, na análise de Honneth, representa um ganho para o processo de individuação e para a estima social à medida que ele atualiza a teoria hegeliana para sociedades pós convencionais. Honneth também contribui com a reflexão a respeito da formação identitária dos indivíduos e dos grupos sociais, possibilitando uma melhor compreensão de conceitos sobre autonomia (liberdade); estima social (solidariedade); e ou eticidade (concepção de uma vida boa). Portanto, a teoria honnethiana do reconhecimento tem o objetivo de reconstruir os elementos que estão pressupostos no movimento de luta pelo próprio reconhecimento, sempre que este é violado ou desrespeitado, isto é, não alcançado. Esse trabalho representa então, um esforço de retomar o debate a partir da questão do reconhecimento: individuação e estima social, levando em conta a problemática de uma subjetivação bem sucedida, e como Honneth apresenta as esferas do reconhecimento: o amor que gera autoconfiança; o direito que gera autorrespeito e a solidariedade que gera autoestima. Por fim, iremos avaliar criticamente o potencial dessa teoria para o debate contemporâneo a partir de críticos ao pensamento de Honneth como Fraser e Forst.

  • MARIA FRANCYSNALDA OLIVEIRA DOURADO
  • DA BIOÉTICA CLÍNICA À BIOÉTICA FILOSÓFICO-NARRATIVA: um percurso pelo pensamento em Paul Ricoeur
  • Orientador : JOSE VANDERLEI CARNEIRO
  • Data: 21/01/2020
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  • O objetivo dessa dissertação é verificar a contribuição da filosofia ricoeuriana no debate contemporâneo da bioética. Para isso, nos detemos nas seguintes etapas: o primeiro momento consiste em fazer um percurso que começa na bioética clínica e desemboca na reflexão ética de Paul Ricoeur. O segundo momento consiste em refletir sobre a autonomia e a vulnerabilidade, destacando nessas temáticas os filósofos Immanuel Kant e Paul Ricoeur. Por fim, ressignificamos o conceito de autonomia com a bioética filosófico-narrativa do filósofo francês, mas especificamente ao unir autonomia ao processo deliberativo. Adotamos, nesse estudo, a Pesquisa Bibliográfica Qualitativa tomando como base principal as duas obras de Paul Ricoeur: O Si-Mesmo como Outro e O Justo 2, no entanto, outras obras foram utilizadas como suporte. Cabe destacar que a obra utilizada na temática sobre bioética clínica foi Princípios de Ética Biomédica dos autores Tom Beauchamp e James Childress. Eis que a temática proposta é de extrema relevância na compreensão da bioética em Paul Ricoeur.

2019
Descrição
  • LUAN RODRIGUES DE CARVALHO
  • A JUSTIÇA COMPARATIVA DE AMARTYA SEN: UMA CRÍTICA À CONCEPÇÃO RAWLSIANA DE JUSTIÇA PROCEDIMENTAL
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 11/12/2019
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  • O mundo contemporâneo assiste a intensificação dos clamores sociais por liberdade
    e igualdade de oportunidades. Estamos presenciando crises políticas em várias
    democracias liberais, em especial na América Latina, onde o Estado não tem mais
    conseguido harmonizar os interesses distintos da sociedade e dirimir conflitos de
    forma satisfatória. Nesse sentido, o debate em torno da teoria de justiça de
    pretensões redistributivas e de reconhecimento se acentuou nas últimas décadas.
    John Rawls, filósofo político americano, formulou uma teoria de justiça
    fundamentada em princípios que norteariam a criação de arranjos institucionais de
    uma sociedade justa e organizada. Após a publicação de Uma Teoria de Justiça, em
    1971, Rawls passou a ser figura de destaque no debate em torno da filosofia moral e
    política e, consequentemente, vários pensadores vêm envidando críticas à sua obra
    nas últimas décadas. Dentre eles, Amartya Sen, economista e filósofo político
    indiano, é um dos principais expoentes. Sen defende uma ideia de justiça
    comparativa focada na realização das capacitações dos indivíduos e na redução das
    graves injustiças, sem a pretensão de criar uma teoria de justiça perfeita. Nesta
    pesquisa abordo a ideia de justiça de Amartya Sen partindo da crítica à teoria de
    justiça rawlsiana, analisando os aspectos fundamentais da teoria de Rawls sob o
    prisma dicotômico entre justiça transcendental e justiça comparativa com foco nas
    realizações.

  • CLÁUDIA BHRENNA FALCÃO CASTRO
  • RESPONSABILIDADE E IMPLICAÇÕES ÉTICO-POLÍTICAS: uma análise a partir da filosofia de Hannah Arendt
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 10/10/2019
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  • PAULO RANGEL ARAÚJO FERREIRA
  • O ESTADO REPUBLICANO DE KANT E PRESSUPOSTO DA SOBERANIA POPULAR
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 30/08/2019
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  • JOSÉ CARLOS DA SILVA SALES
  • LISPECTOR E HEIDEGGER: Concebendo novos caminhos linguísticos para a redescoberta da "morada do ser"
  • Data: 30/08/2019
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  • A disponiblzar

  • JACIARA RIBEIRO DA SILVA CARDOSO
  • A CRÍTICA DE RORTY À FILOSOFIA REPRESENTACIONISTA: Uma discussão de sua pertinência filosófica
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 29/08/2019
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  • disponibilizar

  • FRANCIDILSO SILVA DO NASCIMENTO
  • O CRITÉRIO PARA ESCOLHA DE TEORIAS NA PERSPECTIVA DE THOMAS KUHN
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 20/08/2019
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  • Este trabalho problematiza a questão de como se estabelece o critério para escolha de teorias, um dos temas mais problemáticos no âmbito da Filosofia da Ciência, dentro do processo de desenvolvimento da Ciência, estudado por Thomas Kuhn (1962). Num primeiro momento, é feita uma abordagem do processo de desenvolvimento da Ciência, a partir da Estrutura das Revoluções Científicas de Thomas Kuhn, compreendendo os períodos da ciência normal e da extraordinária, esclarecendo, pois, como e quando acontece a escolha de uma teoria. Além disso, faz-se uma apreciação crítica das posições de Kuhn, a partir da perspectiva de alguns dos seus críticos. Posteriormente, destaca-se o Paradigma enquanto possibilidade de enunciar e resolver problemas, enfatizando-o como exemplo compartilhado de prática bem-sucedida, questionando-o quanto à sua influência no processo para escolha de teorias. E, por fim, apresenta-se o consenso como critério para escolha de teorias, defendendo-o a partir da base dos valores compartilhados, que tantos os indivíduos pertencentes a uma comunidade científica como a própria comunidade científica, são educados para escolher aquilo que vai garantir a continuidade do processo de desenvolvimento científico. Para isso, a construção desse consenso passa pela designação de uma teoria tida como dominante para garantir uma ciência madura e concisa, ou seja, normal, para ser introduzida numa pedagogia que garanta uma prática que diminua a distância entre os valores que os indivíduos, de modo subjetivo, adquirem na sua comunidade. Igualmente, essa prática científica utilizar-se dos manuais elaborados pelos especialistas de diversos campos científicos, favorecendo uma educação científica que estabeleça uma unicidade e simplicidade do processo de introdução do novo cientista na comunidade científica. A consequência desse processo de construção do consenso, como critério para escolha de teorias, é que, a partir dos valores compartilhados, outras correntes de pensamento extremam as posições defendidas por Kuhn, chegando a surgirem outras visões do seu pensamento.

  • JADER DE MOURA FONTENELE
  • DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E CIDADANIA EM JOHN RAWLS
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 25/06/2019
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  • A dissertação toma como objeto a filosofia política de John Rawls, mais especificamente sua teoria da concepção política de justiça em busca de analisar na filosofia de Rawls sua teorização acerca da dignidade da pessoa humana e cidadania enquanto uma proposta teórica que pode contribuir na continuidade do debate democrático em uma sociedade plural. A problemática da dissertação remete à seguinte questão: será que a concepção política de justiça de Rawls consegue fornecer uma proposta de dignidade humana e da cidadania capazes de gerar um equilíbrio entre liberdade e igualdade? Atento a isso, o objetivo geral do projeto pretende mostrar que a concepção política de justiça de Rawls pressupõe uma proposta de dignidade humana e cidadania capazes de gerar um equilíbrio entre liberdade e igualdade no contexto de uma sociedade democrática.

  • TOMÁS JOBIN COUTINHO LOPES
  • O PROBLEMA HERMENÊUTICO DA APLICAÇÃO EM GADAMER: Entre a subjetividade do intérprete e a objetividade do método científico
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 02/05/2019
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  • O presente trabalho tem como objetivo desenvolver e descrever os aspectos relativos ao conceito de aplicação na hermenêutica de Gadamer, evidenciado na obra Verdade e Método (1960) como o problema fundamental da hermenêutica. Deveremos apresentar também a justificativa desta centralidade da aplicação no projeto gadameriano. Com essas consiedrações será possível um estudo que tematiza o modelo da aplicação em sua tensão com os modos metodológicos de compreensão. Como veremos, tais modelos metodológicos têm relação indissociável com certo padrão de racionalidade, no qual prevalece o esquema sujeito-objeto como meio de cognição e representação dos fenômenos. Em um primeiro passo será necessário situarmos a hermenêutica de Gadamer dentro da tradição hermenêutica, demonstrando como certa racionalidade e certo esquema de compreensão acabaram ingressando também na hermenêutica e nas ciências humanas. Após isto, explicitaremos o modo como Gadamer se apropria das contribuições e conceitos de Heidegger. Com estas considerações será possível identificarmos o caminho teórico que nos direciona ao problema da aplicação. Será possível assim perceber uma negatividade no projeto de Gadamer, no sentido de que critica o método cientifico, mas também uma positividade, no sentido de que o conceito de aplicação é uma defesa afirmativa de um modelo e uma dinâmica de compreensão distinta da do método típico das ciências da natureza. Em suma, tentaremos tematizar e desenvolver o conceito de aplicação no entremeio de várias tensões, com destaque para o tensionamento da relação sujeito-objeto, mas também a tensão entre a ontologia fundamental de Heidegger e o método das Geisteswissenschaften de Dilthey, entre as ciências humanas e as ciências naturais e, enfim, entre a filosofia e as ciências. Portanto, em um último momento tentaremos sair do escopo de Verdade e Método para pôr em detaque as características que Gadamer atribui às ciências, verificando-as quanto aos seus limites e justificativas. Com isto será possível o desenvolvimento maior de uma dialética entre o modo de proceder metodológico e o modelo da aplicação.

  • JOSÉ WILSON RODRIGUES DE BRITO
  • A dimensão política da hermenêutica de Gadamer
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 04/04/2019
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  • GREYCE KELLY CRUZ DE SOUSA FRANÇA
  • O TRAJETO FILOSÓFICO DA LOUCURA EM MICHEL FOUCAULT:Na Arqueologia e na Genealogia
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 18/03/2019
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  • O presente trabalho busca investigar o trajeto filosófico da loucura no contexto da arqueologia e da genealogia de Michel Foucault. Objetiva-se demonstrar que o entendimento que se tem da loucura modifica-se em cada uma dessas dimensões de pesquisa e que é necessário entender como o autor passou de uma dimensão à outra, bem como os problemas investigados em cada uma delas, modificaram-se. A metodologia utilizada para esse fim será a pesquisa de caráter bibliográfico. Na primeira parte será caracterizada a arqueologia, na segunda parte, caracterizada a genealogia e na terceira parte, será situada a loucura em relação a cada uma delas.

  • JOÃO GABRIEL SOARES SILVA
  • Uma tentativa de superação da dicotomia liberal e comunitarista: uma abordagem a partir do conceito de pessoa de Rainer Forst
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 26/02/2019
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  • O presente trabalho tem por objetivo apresentar o Liberalismo político com suas vantagens e desvantagens em comparação com o Comunitarismo, estas são duas doutrinas na filosofia política que se contrapõem em diversos pontos: papel do Estado e do procedimento democrático, significado de autonomia, cidadania e liberdade. Mostrados tais modelos, seus benefícios e seus vícios segundo Habermas, será apresentada a tentativa de Rainer Forst de solução de tais conflito presente em Contextos de Justiça, principalmente no que tange à neutralidade do Estado, dilema da substância sem substância, possibilidade de princípios universalizantes e pressuposições antropológicas assumidas por tais teorias. Assim os quatro contextos de justiças serão apresentados: o contexto ético, o político, o jurídico e o moral. Forst utiliza-se de tais conceitos normativos para propor soluções também em outras questões como os limites da tolerância, a fundamentação dos direitos humanos e a questão do Québec no Canadá que requer autonomia diferenciada.

  • ÍCARO MIGUEL IBIAPINA MACHADO
  • LÓGICA E CIÊNCIA NOS PROLEGÔMENOS À LÓGICA PURA (1900), DE E. HUSSERL.
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 25/02/2019
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  • Concentrando-se no volume introdutório das Investigações Lógicas, de E.
    Husserl (Prolegômenos à Lógica Pura), a presente dissertação objetiva, de
    maneira geral, clarificar, conforme a própria vocação husserliana, as concepções
    de Lógica enquanto disciplina, constantes na obra-alvo e suas diferenciações
    mútuas. Esta tarefa foi desempenhada, principalmente, expondo-se suas
    respectivas relações às teses sobre Ciência também presentes na obra. Como
    resultado, neste sentido, extraímos três teses de Lógica e duas partes de Ciência
    (sendo numa delas, ainda, com uma “subparte”). Com isto, o crivo escolhido para
    o delineamento das disciplinas, mostrou-se competente em sua tarefa, pois
    todas as doutrinas lógicas apresentadas são, todas de diferentes modos,
    Disciplinas Científicas. A análise sobre o conteúdo das proposições típicas de
    cada uma destas disciplinas mostrou que, para a Lógica Pura, têm-se leis
    (formais) voltadas, de maneira generalíssima, para toda a objetividade da
    ciência, seja enquanto teoria ou domínio enquanto tais. A Lógica (simplesmente)
    Normativa tem suas sentenças direcionadas ao Conhecimento, entendido de
    maneira subjetivo e ideal, em atos cognitivos. A Logica Tecnológica, terceira de
    tais doutrinas, volta-se para os métodos de pesquisa, regulando, assim, de
    maneira prática, as atividades cientificas humanas (enquanto superestrutura,
    estritamente mundana, da subjetividade da ciência).

  • MARCOS LUIZ DA SILVA
  • RECONSTRUÇÃO NORMATIVA, ETICIDADE DEMOCRÁTICA E CIDADANIA EM HONNETH
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 22/02/2019
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  • A presente dissertação se propõe a investigar os elementos metodológicos, conceituais e normativos da teoria da justiça do Filósofo alemão Axel Honneth. Honneth integra o rol dos filósofos contemporâneos que se propõe a realizar uma teoria crítica da sociedade, na esteira de Habermas e do espírito que norteia a Escola de Frankfurt desde a sua criação na década de 20. Superando as suas reservas constantes de Luta por Reconhecimento, sua primeira grande obra, Honneth, a partir de Sofrimento de Indeterminação, realiza uma reatualização da obra Filosofia do Direito, de Hegel, empreendimento esse que alcança sua culminância com a obra O Direito de Liberdade, onde o autor se propõe a realizar uma teoria da justiça imanente, ou seja, a partir das práticas sociais. Nessa obra, Honneth realiza uma reconstrução da liberdade na sociedade moderna, e empreende uma atualização do conceito de "eticidade", também formulado por Hegel na obra citada, que na teoria honnethiana ganha uma conformação democrática. Assim, Honneth percorre os caminhos históricos e teóricos do desenvolvimento da liberdade, passando pelas noções de liberdade jurídica e moral, até alcançar a fase final do desenvolvimento da sua concepção de "espírito objetivo" que é a liberdade social, no caso, a "eticidade democrática". A eticidade em Honneth se desdobra nas esferas das relações pessoais, do mercado e da vida pública democrática, as quais são marcadas normativamente por laços de cooperação e solidariedade, o que configuraria o seu traço terapêutico em relação à incompletude das liberdades jurídica e moral. E é na "eticidade democrática", ou seja, na vida pública democrática, que se realiza o ideal democrático, estabelecendo o autor as bases para uma teoria democrática radical, ancorada na cooperação e na reflexividade. Aqui se situa o cerne da presente pesquisa: a análise do conceito de "eticidade democrática" em Honneth, suas condições de efetivação e seus elementos normativos, de modo a que se possa compreender o esquema teórico que estrutura a teoria democrática do autor. A dissertação se desenvolve em três etapas: na primeira, analisa-se a ontologia social honnethiana e o seu método da "reconstrução socionormativa"; na segunda, a evolução do conceito de liberdade, reconstruindo-se as bases teóricas das liberdades jurídica, moral e social; e, por fim, no último capítulo, busca-se realizar uma análise crítica do conceito de "eticidade democrática", partindo inicialmente da noção desenvolvida pelo autor em Sofrimento de Indeterminação até as elaborações sobre essa categoria empreendidas por Honneth em O Direito de Liberdade, objetivando extrair as contribuições teóricas que o autor apresenta para o debate sobre justiça e democracia na modernidade.

2018
Descrição
  • HELYSSON ASSUNÇÃO FRANÇA
  • A IRONIA DO CONCEITO DE IRONIA DE KIERKGAARD E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
  • Orientador : JOSE VANDERLEI CARNEIRO
  • Data: 27/09/2018
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  • O objetivo deste trabalho é compreender a importância de Sócrates na obra de Kierkegaard e analisar as implicações éticas decorrentes da ironia. Para tanto utilizar-se-á principalmente a obra O conceito de ironia. Abordar-se-á a ironia e a ética, bem como as interpretações de Kierkegaard e Hegel sobre Sócrates. A proposta tentará comparar as variadas interpretações para melhor compreender o porquê Kierkegaard utilizou Sócrates como modelo em toda sua obra.   Primeiramente, será analisada a figura de Sócrates por seus principais intérpretes. Para tal fim, recorreremos a Xenofonte, Platão e Aristófanes. No entanto, vamos investigar a interpretação do próprio Kierkegaard em relação a cada um deles. Irá se utilizar a obra O conceito de ironia como principal fonte, porque em tal escrito aparece claramente as leituras que Kierkegaard faz sobre Sócrates. Contudo, também se fará referências diretas ao texto Apologia de Sócrates de Platão, Apologia de Sócrates de Xenofonte e As nuvens de Aristófanes. No entanto essas leituras servirão apenas de apoio a obra O conceito de ironia.  No segundo capítulo, veremos a análise de Hegel sobre Sócrates uma vez que esta também foi interpretada por Kierkegaard no conceito de ironia onde trava um constante diálogo. O objetivo é analisar a importância de Sócrates para Hegel e quais os pontos em que ele concorda e discorda da interpretação de Kierkegaard. Já no terceiro momento deste trabalho, tentaremos demonstrar a relação entre a ironia e a ética, a importância da ironia como caminho para a ética enquanto formação do indivíduo singular.

  • LUIS MAGNO VERAS OLIVEIRA
  • CONTINGÊNCIA E LIBERDADE NA REPRESENTAÇÃO RELIGIOSA DA OBRA FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO DE HEGEL
  • Data: 25/09/2018
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  • O objetivo deste trabalho é apresentar as representações religiosas, a dialética da religião, na Fenomenologia do espírito, a partir da compreensão do movimento dialético da contingência e a liberdade, na Ciência da Lógica, segundo a Dialética das modalidades. Entende-se também que este devir histórico do espírito religioso efetiva uma determinação religiosa, porém, que tem como sentido teleológico a efetividade da religião segundo a constituição de uma eticidade dada na representação do Absoluto. Na Ciência da lógica, Hegel mostra o caminho dialético da contingência e a liberdade como dialética da modalidade, pelo qual o Absoluto se expõe segundo a modalidade formal, modalidade efetiva e a modalidade absoluta, isto é, o espírito que se expressa como contingência, possibilidade, efetividade e necessidade. No entanto, esta dissertação defende que mesmo não sendo de forma clara, a contingência e a liberdade, participam no processo de formação da consciência religiosa na obra Fenomenologia do espírito, no desdobramento do movimento do espírito representativo por meio da “Religião natural”, da “Religião da arte” e da “Religião revelada”. Neste sentido, para comprovação desta interpretação, será promovido uma aproximação destes momentos da dialética da representação religiosa, na Fenomenologia do espírito, conforme a apresentação no segundo capítulo, com a dialética modal, conforme a Ciência da lógica, segundo exposto no primeiro capítulo. Portanto, esta relação, da dialética modal com a dialética da religião, ostenta apontar uma semelhança que demonstra o devir dialético da contingência e a liberdade manifestadas na dialética da representação religiosa, segundo a principal obra de Hegel em Iena, no ano de 1807. Por fim, exibir-se-á que esta presença da dialética modal, o devir da contingência e a liberdade na dialética da religião, tem por resultado teleológico um devir ético revelado pela representação religiosa. De modo que, a determinação imediata da representação religiosa por meio de figuras divinas históricas, enquanto fruto do espírito dado como elemento contingente, transcorre o mesmo caminho que a dialética modal experimenta, porém, entende-se que a representatividade efetivada na realização dos momentos da consciência religiosa (Religião natural, Religião da arte, Religião revelada), tem como fundamento um operador modal ético: a eticidade (Sittlichkeit).

  • THIAGO AYRES DE MENEZES SILVA
  • DA PRODUÇÃO DA VERDADE AO CONTROLE DO CORPO O Dispositivo de Sexualidade e sua relação com o Biopoder
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 17/09/2018
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  • De que forma os diferentes mecanismos que produziram um discurso oficial sobre a verdade do sexo se relacionaram com certas técnicas de controle dos corpos de indivíduos e de populações? É essa pergunta que a presente dissertação tem por objetivo abordar. Amparado no trabalho de Michel Foucault, essa pesquisa visa compreender o que o filósofo apresentou como dispositivo de sexualidade para que se possa entender de que forma diversos elementos, discursivos e não-discursivos, se relacionaram para que fosse possível a elaboração de um saber sobre a verdade do sexo. A partir daí, será analisado a contribuição desse dispositivo para a consolidação do Biopoder, um regime no qual o poder investe sobre o próprio corpo daqueles que busca sujeitar através de duas tecnologias que atuam em âmbitos distintos, com diferentes métodos e diferentes finalidades: as Disciplinas, mecanismo de poder que visa padronizar as condutas individuais tendo em vista uma norma, que pode funcionar como modelo a ser referido, limite mínimo a ser considerado ou média a ser respeitada; e a Biopolítica,técnica de consideração de problemas que caracterizam os homens enquanto organismos viventes e insere os problemas característicos dos mesmos nos cálculos de poder através, por exemplo, dos dispositivos de segurança. Dessa forma, essa pesquisa busca compreender o papel que cabe ao dispositivo de sexualidade no interior do Biopoder para que se possam conceber possíveis formas de resistência ao mesmo.

  • IVAN LÁZARO BRITO E SILVA
  • A COMUNIDADE QUE VEM: TEORIA DO PODER DESTITUINTE EM GIORGIO AGAMBEN
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 06/09/2018
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  • Esta pesquisa tem como objeto apresentar a obra “A Comunidade que vem”, de Giorgio Agamben, como uma iniciativa filosófica para apontar, preliminarmente, uma teoria do “poder destituinte”; fruto de uma crítica ao “poder constituinte”, que permeia o modo de vida político-jurídico da contemporaneidade democrática. A “comunidade que vem” é pensada como o oposto principiológico da perspectiva sempre conceitual e indiferente do poder constituinte fundamentado no paradigma moderno da biopolítica – política de governabilidade da vida biológica -, na violência como aplicação e manutenção dos corpos políticos, e que traz à tona a condição de Homo sacer dos membros da comunidade sob sua esfera de poder, condição evidente quando e onde há uma situação de exceção do poder – quando o poder legal é suspenso -, fazendo permanecer a pura aplicação da força de contensão. E, além disso, propor a vida monacal como exemplo prático de comunidade vivida fora de um jugo de poder soberano, onde a vida é autossuficiente como prática regular conduzida individualmente sem intermediações a poderes superiores, sem fundamentos absolutos irrevogáveis.

  • MAUROZAN SOARES TEIXEIRA
  • O conceito de experiênca em John Dewey: contribuições para uma epistemologia naturalizada
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 29/08/2018
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  • Esta Dissertação de Mestrado tem como objetivo investigar o conceito de experiência em John Dewey, sobretudo, as contribuições que este filósofo apresenta para uma epistemologia naturalizada. É a partir da noção de experiência no pragmatismo deweyano, enquanto uma atividade de cunho evolucionista, no qual organismos fisiológicos, seja o homem, sejam os animais inferiores, empenham-se em adaptações ao ambiente para manter o processo da vida, que se busca compreender o significado de uma epistemologia naturalizada no pensamento de Dewey. Considerando esta perspectiva naturalista adotada por Dewey, discutiremos a relação de continuidade e não separação entre filosofia e ciência, tendo em vista que o próprio autor discute em sua obra Experiência e Natureza (1980) que a filosofia não está separada da experiência. Esta concepção sustenta que a inteligência humana vai encontrando as melhores soluções necessárias ao processo de adaptação e readaptação ao meio que vive, sendo assim, o conhecimento para o filósofo norte-americano parte do processo experiencial, tendo na experiência o principal sustentáculo. Sabe-se que para Dewey não faz sentido falar de uma experiência transcendental; ao contrário, sua vertente naturalista descreve o cérebro e o sistema nervoso enquanto órgãos de ação e padecimento; agem sobre o meio e sofrem ações externas. Com base neste quadro de referência, busca-se conhecer e caracterizar a concepção de conhecimento sustentada por Dewey. A partir desta descrição naturalista, se quer investigar o conceito de “experiência” enquanto categoria básica da obra de Dewey do livro Experience and Nature [Experiência e Natureza] (1925). Considerando na acepção de Dewey o caráter temporal das coisas experienciadas, segundo o qual não se concebe noções como a “transcendência” do conhecimento, a investigação se concentrará no estudo do conceito de experiência e das características de uma epistemologia naturalista. Esta pesquisa também será norteada pela caracterização que Dewey faz em relação ao pragmatismo, identificando sua especificidade ligada à noção de experiência e o naturalismo.

  • GILDEON OLIVEIRA DO VALE
  • ARISTÓTELES PARA OS NOSSOS DIAS? UMA ANÁLISE DA APROPRIAÇÃO DA ÉTICA ARISTOTÉLICA DAS VIRTUDES POR ALASDAIR MACINTYRE
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 03/08/2018
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  • A presente dissertação tem por objetivo analisar os limites e o alcance da apropriação da ética aristotélica das virtudes realizada por Alasdair MacIntyre. Para tanto, consideramos o diagnóstico macintyriano da desordem na linguagem e nas práticas morais característica da modernidade e elegemos tradição, comunidade e racionalidade prática como alicerces da resposta de MacIntyre ao referido cenário e da sua apropriação da ética aristotélica das virtudes.

  • SILMARA KARINE MENDES DOS SANTOS
  • AS IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS E ÉTICAS DA CIÊNCIA MODERNA EM JEAN LADRÍÈRE
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 24/05/2018
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  • O presente trabalho pretende realizar uma investigação sobre a relação entre filosofia e ciência na perspectiva do filósofo Jean Ladrière. Para tanto, torna-se necessário que apresentemos brevemente o ponto de partida do filósofo que redefine as diretrizes de ambas partindo de uma crítica as concepções de ciência e filosofia tais como foram desenvolvidas na tradição moderna pelo filósofo Descartes (1596-1650) e posteriormente posta por Husserl (1859- 1938), que segundo ele, desenvolveram a filosofia como fundamentação da ciência e a ciência dita positiva como ciência da exterioridade (espaço). Esta concepção de ciência, segundo Ladrière, não pode ser mais considerada na modernidade, isso porque, restringi o papel da ciência e entrelaça-o com o da filosofia, pois a ciência deixou de ser apenas o conhecimento dos objetos de um domínio da experiência para direcionar-se também ao conhecimento das próprias operações pelas quais tal domínio pode ser reconhecido. Desta forma, se a fundamentação da ciência não está mais pautada na filosofia e sim dentro de seu próprio eixo, resta, segundo Ladrière, refazermos suas diretrizes, alcançando um “saber radical”, no qual, cada uma entenderia a singularidade e a totalidade do mundo de forma simultânea em seu próprio âmbito, o que consiste em um desafio a ser trabalhado pelo filósofo.

  • RAFAEL SILVA SOUSA
  • A RESPOSTA POPPERIANA PARA AS TESES HOLÍSTICAS DE DUHEM E QUINE
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 27/04/2018
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  • O presente trabalho pretende abordar – através dos pensamentos de Duhem (1861- 1916), Quine (1908-2000) e Popper (1902-1994) – importantes considerações na área da filosofia da ciência. Por meio da apresentação das teses holísticas elaboradas por Duhem e Quine, que consideram não uma hipótese tomada individualmente o elemento necessário para a realização de um teste de uma teoria, mas a conjunção dessa hipótese com uma grande variedade de hipóteses auxiliares muitas vezes implícitas, faremos uma distinção entre o holismo introduzido por Duhem e Quine. Popper surgirá nessa dissertação em consequência dos desafios que o holismo coloca em seu critério de falseabilidade das teorias científicas; portanto, esse trabalho também envolverá a tese falsificacionista de Popper como critério de demarcação entre ciência e as chamadas pseudo-ciências, além de problemas no tocante da condição empírica de enunciados singulares e o modo como são testados. Por último, a partir do que foi visto em Duhem, Quine e em Popper, será realizado um confronto entre a tese falsificacionista de Popper com as teses holísticas apresentadas por Duhem e Quine para apontar que Popper esteve ciente das dificuldades implantadas pelo holismo.

  • EDUARDO JOSÉ DA SILVA OLIVEIRA
  • O PROBLEMA DA DEMARCAÇÃO NO PENSAMENTO DE KARL POPPER
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 26/04/2018
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  • O presente trabalho, se presta ao papel de traçar de maneira que fique claro, ao observador mais desatento, aquilo que Popper pensou, ao desenvolver sua teoria, acerca de um critério que pudesse demarcar, os limites da ciência de um lado, e o que ele chamou de pseudociência do outro. Para tanto, nossa tarefa de esclarecer por onde nos conduz o pensamento de Karl Popper, rumo a esta pretendida tarefa, começa por situar este pensador e suas ideias num cenário adverso, rodeado por amigos que se mostraram contrários ao seu pensamento. Traçar este cenário histórico é de suma importância, para situar em que contexto se desenvolve sua teoria, e que influências sofreu para que chegasse a esse momento. Feito isso caminhamos por uma via que certamente nos levará ao coração da teoria Popperiana acerca da demarcação, que critérios metodológicos, ou que procedimentos são por ele adotados e sugeridos, para o atingimento da meta pretendida; a tarefa, que já foi objeto de interesse e empenho de tantos pensadores, agora é pretendida por este Austríaco, certo ele está, de que seu critério, é sem dúvida o que há de mais apropriado para tanto.

  • JOSÉ ROBERTO CARVALHO DA SILVA
  • DA DIFERENÇA ENTRE DOMESTICAÇÃO E CULTIVO EM NIETZSCHE: Novos horizontes para a formação do homem.
  • Data: 29/03/2018
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  • O propósito desta dissertação é distinguir dois tipos de formação no pensamento de Friedrich Nietzsche. Trata-se da diferença entre domesticação e cultivo. São diferentes maneiras de lidar com o elemento bárbaro e animalesco do humano – suas pulsões, paixões e instintos, cujo substrato é o corpo. Para Nietzsche, como mostram as teses da Genealogia da Moral, domesticação não é superação da barbárie, mas seu adoecimento, por meio do qual as pulsões do corpo são castigadas para obedecerem à moral da negação de si e do mundo. Esta negação, por sua vez, não é ação livre, mas reação produzida pelo ressentimento dos fracos, que desejam se vingar dos danos sofridos pela ação dos fortes. Os fracos desejam dominar a barbárie, mas são impotentes diante de sua força hierárquica, então com ressentimento eles a anarquizam, até ficar totalmente fraca e submetida aos seus valores, como Deus, pecado, resignação, culpa e além-mundo. Por outro lado, o cultivo e a cultura, ao contrário da domesticação e da civilização, são a verdadeira superação da barbárie, na qual as pulsões do corpo não são negadas e oprimidas, mas devidamente orientadas para a criação. Ou seja, o que distingue o cultivo é precisamente sua habilidade com as próprias pulsões, ao contrário da reação ressentida, violenta e despreparada da domesticação. Desse modo, é preciso pensar o cultivo não só como educação diferente e libertadora, mas como proposta que deve ser levada a sério com a crise da domesticação e dos seus valores na modernidade, crise que Nietzsche chama de niilismo ou “morte de Deus”. Como superação do niilismo, o cultivo é associado ao estabelecimento de novos valores, que deverão afirmar e gratificar tudo o que foi caluniado pela domesticação, como a vida, o corpo, o devir, a autoafirmação, o orgulho, a terra e o mundo. Por fim, demonstra-se como essa afirmação conduz alguém a “tornar-se o que se é”. Isso deve iniciar com o cultivo de uma perspectiva capaz de hierarquizar as pulsões para o acúmulo de forças; esta hierarquização, por sua vez, não se diferencia de um processo seletivo por parte do “indivíduo”, que deve incorporar tudo o que for significativo para alimentar a força organizadora da própria potência criativa, como também saber negar tudo que deseja dissipá-la. Ou seja, o cultivo não pretende a negação das pulsões, mas o domínio sobre elas, um Sim e um Não, para que sirvam à criação. No entanto, sua hierarquia é diferente daquela bárbara e violenta, pois não prejudica – como a que ensejou o ressentimento nos fracos – mas sim dar o benefí- cio, de modo que seu acúmulo de forças busca a própria dissipação em proveito dos outros, numa demonstração de generosidade e riqueza. Em suma, o cultivo busca a nobreza de espírito que se doa, cujo efeito sobre os outros não é o ressentimento, mas seu contrário, a gratidão.

  • GENIVALDO DO NASCIMENTO PEREIRA
  • A FUNDAMENTAÇÃO ONTOLÓGICA DO PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE DE HANS JONAS E A QUESTÃO DA FALÁCIA NATURALISTA
  • Data: 26/03/2018
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  • Este trabalho constitui uma investigação da contraposição de Jonas ao legado moderno em matéria de fundamentação da ética. Para Jonas, na modernidade se deu o estabelecimento de dois dogmas, a saber: o de que não há nenhuma verdade metafísica e a impossibilidade de se estabelecer um caminho válido do ser ao dever. De acordo com sua visão, esse segundo dogma ainda não havia sido enfrentado seriamente. Em oposição a ambos, de modo mais específico ao segundo, é proposto um caminho de superação do dualismo mediante uma ontologia geral do ser real, lançando mão da metafísica e postulando um caminho plausível do ser ao dever. Ao tomar esse caminho, além de se opor ao legado moderno, Jonas assumiu o risco de incorrer na falácia naturalista, risco iminente para todos que se aventurarem a fazer o mesmo trajeto. Com esta investigação, busca-se evidenciar a plausibilidade da proposta jonasiana.

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