O chá das cascas do caule de Bauhinia pulchella Benth. (Fabaceae) é tradicionalmente usado no tratamento da diabetes. Este estudo avaliou o potencial antidiabético e a segurança biológica do Extrato Etanólico (EEFBp) e Fração Hidrometanólica (FHMFBp) das folhas de B. pulchella Benth. por meio de uma abordagem integrada. Na análise por UPLC-ESI-QTOF-MS/MS foram anotados os flavonoides 1-12, sendo os compostos 1 e 5 relatados pela primeira no gênero Bauhinia. No docking molecular frente à α-glicosidase, todas as estruturas de referência dos flavonoides anotados apresentaram afinidade pelo alvo, destacando-se as correspondentes aos compostos 6 (-129,30 kcal mol⁻¹) e 7 (-128,47 kcal mol⁻¹), que superaram a acarbose (-112,95 kcal mol⁻¹), o fármaco de referência. No ensaio in vitro, o EEFBp (IC50 = 32,46 µg/mL) e a FHMFBp (IC50 = 30,01 µg/mL) foram 11 vezes mais ativos que a acarbose (IC50 = 368,11 µg/mL), indicando possível sinergismo. As amostras não exibiram citotoxicidade relevante nas linhagens celulares testadas e demonstraram baixa toxicidade aguda (DL50 > 3000 mg/kg) no modelo alternativo com larvas de Zophobas morio. Doses de até 300 mg/kg mostraram-se seguras e sem alterações nos níveis de grupos sufidrílicos não proteicos (NP-SH). Conclui-se que B. pulchella é uma fonte segura de bioativos hipoglicemiantes, fornecendo base sólida para futuros estudos pré-clínicos.