A desinformação e a perpetuação de crenças socioculturais negativas configuram-se como os principais entraves para a conservação de serpentes, exigindo abordagens de educação ambiental que superem a mera transmissão de conteúdos. Mediante isso, este trabalho objetivou: (I) identificar e caracterizar as ações de educação ambiental voltadas para serpentes no contexto educacional brasileiro, avaliando-as conforme os pressupostos teóricos de Layrargues e Lima (2014); (II) analisar os conhecimentos prévios, as representações socioculturais e os interesses de aprendizagem de estudantes sobre serpentes ; e (III) comparar a eficácia de diferentes abordagens metodológicas no ensino de aspectos perceptivos, atitudinais e biológicos sobre as serpentes, com ênfase no alcance dos objetivos de educação ambiental. A dissertação está organizada em três artigos. Na revisão sistemática, compilaram-se 24 trabalhos nas bases Web of Science, SciELO, Scopus e Google Acadêmico. Os resultados evidenciaram o predomínio de ações em espaços formais de ensino, pautadas na macrotendência conservacionista, com déficit em abordagens críticas e políticas. No segundo artigo, identificou-se a coexistência entre o saber científico e narrativas populares, notando-se que a percepção de risco atua como motivador da curiosidade acadêmica. No terceiro artigo, de delineamento quase-experimental, evidenciou-se que as intervenções atuam de modos distintos: a palestra promoveu mudanças atitudinais, enquanto a aula de campo destacou-se na melhoria da percepção. Recomenda-se a aplicação de estratégias integrando a Etnozoologia, utilizando as crenças locais como temas geradores para o desenvolvimento de um pensamento crítico e sistêmico.