A família Araceae possui ampla importância ornamental e econômica, sendo composta por espécies amplamente utilizadas no Brasil. Este estudo teve como objetivo analisar o potencial bioeconômico de espécies com usos ornamentais da família Araceae. A pesquisa foi conduzida por meio de revisão de escopo utilizando o protocolo PRISMA, visando identificar potenciais usos medicinais de espécies ornamentais da família Araceae, com base em estudos fitoquímicos e de toxicidade. O estudo de campo foi realizado em três viveiros comerciais da cidade de Teresina, Piauí. A identificação das espécies de Araceae comercializadas foi realizada através de um levantamento florístico com o uso de bibliografia e especialista. Para a caracterização do comércio foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os proprietários/gestores e funcionários. Os resultados demonstram que nas análises de prospecção fitoquímicas e de toxicidade é preferencialmente utilizada a folha como parte investigada, contudo a espata carece de estudos. Destaca-se o gênero Arum quanto ao número de investigações. Observou-se lacunas envolvendo espécies de gêneros bastante conhecidos como Philodendron Schott., Dieffenbachia Schott, e Monstera Adans. Acerca dos potenciais bioatividades, os estudos apontam principalmente para atividades antioxidantes, anticancerígena e antibacteriana. O potencial oncológico das espécies da família Araceae é bastante trabalhado nas investigações, configurando-se como uma tendência emergente na literatura. Nos viveiros foram registradas 17 espécies de Araceae, distribuídas em 11 gêneros. Notou-se a predominância de plantas exóticas e algumas listadas com exóticas invasoras. A família ocupa posição relevante no mercado ornamental local e é bastante visada no mercado de flores e plantas ornamentais pelas suas folhagens que promovem "volume" em projetos de jardins tropicais e por sua facilidade de manejo. As espécies mais procuradas pelos consumidores são Alocasia macrorrhizos (L.) G.Don (Alocasia orelha-de-elefante), Monstera deliciosa Liebm. (costela-de-adão), e Philodendron bipinnatifidum Schott (filodendro-guaimbé). No que se refere a toxicidade, foram registrados relatos principalmente para Dieffenbachia seguine (Jacq.) Schott, Epipremnum aureum (Linden & André) G.S.Bunting e Philodendron bipinnatifidum Schott. Assim, a família Araceae apresenta elevado potencial bioeconômico para o setor de plantas e flores ornamentais, sendo as espécies promissoras também para aplicações com finalidades medicinais.