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Banca de DEFESA: SHAMYA GABRIELLA CORRÊA COÊLHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SHAMYA GABRIELLA CORRÊA COÊLHO
DATA: 08/03/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Núcleo de Pesquisa em Plantas Medicinais - UFPI- Ininga
TÍTULO: AVALIAÇÃO NANOTOXICOGENÉTICA DA CITRININA EM LIPOSSOMAS EM ESTUDOS PRÉ-CLÍNICOS PARA MELANOMA METASTÁTICO
PALAVRAS-CHAVES: Melanoma metastático; Citrinina; Lipossomas; Nanotecnologia; Citotoxicidade.
PÁGINAS: 108
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

O melanoma é uma neoplasia cutânea altamente agressiva, associada a elevada taxa de mortalidade, especialmente nos casos metastáticos. Embora avanços significativos tenham sido alcançados com o uso de terapias-alvo e imunoterapias, os desafios relacionados à resistência tumoral, toxicidade sistêmica e heterogeneidade molecular impulsionam a busca por estratégias terapêuticas alternativas. Nesse contexto, destaca-se o uso de produtos naturais com potencial antitumoral, como a citrinina (CIT), um metabólito secundário produzido por fungos dos gêneros Penicillium, Aspergillus e Monascus. Apesar de sua reconhecida toxicidade, a citrinina (CIT) apresenta atividades citotóxicas e genotóxicas relevantes tanto em células tumorais quanto em células normais, evidenciando seu potencial antitumoral, mas também limitações associadas à toxicidade sistêmica, o que justifica a adoção de estratégias de nanoencapsulação, como os sistemas lipossomais, visando à modulação de seus efeitos biológicos. Dessa forma, esta dissertação teve como objetivo a avaliação citotóxica e genotóxica de formulações lipossomais contendo citrinina (LIP-CIT), com aplicação pré-clínica no tratamento do melanoma metastático. O Capítulo 1 apresenta uma revisão sistemática sobre o uso da nanotecnologia no tratamento do melanoma, com destaque para os lipossomas, nanopartículas, hidrogéis e sistemas transdérmicos. Os estudos analisados indicam que o uso de sistemas nanotecnológicos no tratamento do melanoma contribui para o aumento da seletividade tumoral, a redução de efeitos adversos e o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais direcionadas, incluindo abordagens teranósticas. Esses achados reforçam a relevância da proposta experimental com a citrinina nanoencapsulada, uma vez que a maior especificidade ao tecido tumoral conferida por sistemas nanotecnológicos pode contribuir para a redução da toxicidade sistêmica. No Capítulo 2, foram conduzidos ensaios in vitro com células de melanoma murino (B16F10), expostas a diferentes concentrações de citrinina livre (CIT), citrinina lipossomal (LIP-CIT), controle negativo e cisplatina como controle positivo. Foram realizados os ensaios de viabilidade celular (MTT), tipo de morte celular (laranja de acridina/iodeto de propídeo), potencial de membrana mitocondrial (JC-1) e genotoxicidade (ensaio cometa). Os ensaios de viabilidade celular foram conduzidos após 68 horas de exposição, e os resultados demonstraram que a formulação lipossomal da citrinina (LIP-CIT), avaliada em concentrações nominais da formulação, apresentou maior eficácia citotóxica em comparação à citrinina livre (CIT), evidenciada por um valor de CI₅₀ menor e pela indução predominante de apoptose tardia em células B16F10, mesmo considerando o perfil de liberação gradual característico dos sistemas lipossomais. Esse efeito ocorreu mesmo considerando o perfil de liberação gradual da formulação lipossomal, enquanto a citrinina livre apresentou maior indução de apoptose inicial em concentrações intermediárias, característica de efeitos citotóxicos mais agudos. Ambas as formulações promoveram despolarização mitocondrial, com destaque para LIP-CIT 0,17 μg/mL, que apresentou o maior comprometimento do potencial de membrana. No ensaio cometa, tanto CIT quanto LIP-CIT induziram danos genéticos significativos; no entanto, os grupos tratados com LIP-CIT apresentaram índices de dano significativamente menores em comparação à citrinina livre, sugerindo um perfil genotóxico mais brando da formulação lipossomal. Esse comportamento pode estar associado à liberação gradual da citrinina a partir dos lipossomas, o que reduz picos intracelulares agudos e pode permitir a ativação de mecanismos de reparo do DNA, em contraste com o efeito mais abrupto observado para a citrinina livre. Complementarmente, foram realizados estudos in silico de docking molecular da citrinina com alvos relacionados ao melanoma metastático (BRAF, NRAS, MYC, ERK1/2, BCL2). A CIT demonstrou afinidade relevante por alvos envolvidos em proliferação celular e sobrevivência tumoral, corroborando os achados dos ensaios biológicos. Em conjunto, os dados demonstraram que a citrinina e sua formulação lipossomal (LIP-CIT) possuem potencial citotóxico e genotóxico contra células de melanoma, sendo promissoras para o desenvolvimento de terapias alternativas no contexto oncológico. A encapsulação em lipossomas mostrou-se uma estratégia eficaz para modular os efeitos citotóxicos da citrinina, favorecendo sua entrega às células tumorais por mecanismos de direcionamento passivo, sem evidências de alteração direta do seu mecanismo molecular de ação.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2128442 - FELIPE CAVALCANTI CARNEIRO DA SILVA
Externo à Instituição - 110.***.***-05 - GUILHERME BARROSO LANGONI DE FREITAS - UEM
Presidente - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
Externo à Instituição - 049.***.***-42 - MARIA LUÍSA LIMA BARRETO DO NASCIMENTO - UFPI
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 15:37
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