RESUMO Introdução: O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) permanece entre as principais causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo, representando um importante problema de saúde pública devido à elevada frequência de internações, mortalidade e custos assistenciais. O monitoramento desses indicadores é essencial para compreender o impacto da doença sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e subsidiar o planejamento de ações voltadas à prevenção e à qualificação da assistência. Objetivo: Analisar a tendência temporal das internações por Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil e avaliar seu impacto hospitalar no período de 2015 a 2025. Método: Estudo ecológico, de abordagem quantitativa e série temporal, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponíveis no DATASUS. Foram analisadas as internações por IAM segundo sexo, faixa etária, região de atendimento, mortalidade hospitalar, tempo médio de permanência e custos das hospitalizações. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e submetidos à análise estatística descritiva. Resultados e Discussão: Entre 2015 e 2025, foram registradas 1.549.910 internações por IAM no Brasil, com crescimento de 85,19% no período. A Região Sudeste concentrou a maior proporção das hospitalizações, seguida pelas regiões Nordeste e Sul. Observou-se predominância de internações entre homens e indivíduos de 60 a 69 anos. Embora o número absoluto de óbitos tenha aumentado, verificou-se redução da taxa de mortalidade hospitalar e do tempo médio de permanência, sugerindo avanços na assistência. Em contrapartida, o crescimento das internações elevou os custos hospitalares, que ultrapassaram R$ 1 bilhão ao longo da série histórica, evidenciando o impacto econômico da doença sobre o SUS. Considerações Finais: O IAM permanece como um importante desafio para a saúde pública brasileira, em razão do aumento das internações e do elevado impacto assistencial e econômico. Os resultados reforçam a necessidade de fortalecer ações de prevenção cardiovascular, ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento oportunos e subsidiar políticas públicas voltadas à redução da morbimortalidade e dos custos relacionados à doença.