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Banca de DEFESA: ANTONIA ALIKAENE DE SÁ

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIA ALIKAENE DE SÁ
DATA: 16/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do PRODEMA / UFPI
TÍTULO: Composição florística, estrutura da vegetação e uso da terra no Vale do Canindé, semiárido do Nordeste brasileiro
PALAVRAS-CHAVES: Biodiversidade florística; Caatinga; Cerrado; Fitossociologia; ICMS Ecológico, Uso e Cobertura da Terra.
PÁGINAS: 176
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

A Caatinga e o Cerrado constituem ecorregiões de elevada relevância ecológica no Brasil e, no semiárido nordestino, estruturam mosaicos vegetacionais complexos, especialmente em áreas de transição (ecótonos). Apesar de sua importância biológica, esses sistemas vêm sendo intensamente pressionados pela expansão agropecuária, intensificação do uso do solo e exploração de recursos naturais, resultando na redução da vegetação nativa e na perda de biodiversidade. Nesse contexto, esta tese teve como objetivo analisar, de forma integrada, a composição florística e a estrutura da vegetação, as dinâmicas de Uso e Cobertura da Terra e a efetividade da política pública do ICMS Ecológico no Território de Desenvolvimento Vale do Canindé, Piauí, buscando compreender as interações entre os componentes ecológicos, econômicos e institucionais e subsidiar estratégias de planejamento territorial sustentável. O estudo foi realizado em seis municípios representativos de áreas de Cerrado, Caatinga e ecótono Cerrado–Caatinga. Entre 2022 e 2024, foram conduzidas expedições de campo para levantamento florístico por caminhadas aleatórias e amostragem fitossociológica pelo método de pontos-quadrantes. As espécies foram coletadas em estágio reprodutivo, herborizadas e identificadas com base em chaves taxonômicas, comparação com coleções de herbários e consulta a especialistas. A classificação seguiu o sistema APG IV, com conferência nomenclatural e do status de conservação na plataforma Flora e Funga do Brasil. As mudanças no Uso e Cobertura da Terra foram avaliadas a partir de dados do MapBiomas (Coleção 2 – beta), comparando-se os anos de 2016 e 2023, e relacionadas a indicadores socioeconômicos do IBGE. A análise da efetividade do ICMS Ecológico baseou-se na documentação referente ao Selo Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), no período de 2021 a 2024, com suporte de análises estatísticas. Foram registrados 151 táxons, distribuídos em 44 famílias e 112 gêneros, com predominância de Fabaceae, Bignoniaceae, Malpighiaceae e Malvaceae. Os gêneros mais representativos foram Cordiera, Cenostigma, Mimosa e Fridericia. O município de Oeiras apresentou maior diversidade florística e incluiu a espécie rara Bredemeyera petiolata, além de novos registros para o estado do Piauí e espécies quase ameaçadas, como Handroanthus serratifolius e Amburana cearensis. A análise de similaridade indicou compartilhamento e exclusividade de espécies entre os municípios, destacando a afinidade florística entre Oeiras e São João da Varjota, bem como o caráter ecotonal de Cajazeiras do Piauí. Na análise estrutural, foram registrados 129 táxons, distribuídos em 87 gêneros e 31 famílias, sendo Fabaceae a mais representativa. As áreas de ecótono apresentaram maiores índices de diversidade, especialmente Oeiras (H’ = 3,51) e São João da Varjota (H’ = 3,06). As espécies com maior valor de importância variaram conforme a fitofisionomia, destacando-se Pityrocarpa moniliformis no Cerrado e Cenostigma nordestinum e Callisthene microphylla na Caatinga. Combretum leprosum foi a espécie mais abundante, indicando estágios sucessionais intermediários. A distribuição diamétrica em padrão “J” invertido sugere regeneração ativa, embora sob influência de perturbações antrópicas. A análise espacial evidenciou redução generalizada da vegetação nativa e expressiva expansão da agropecuária, especialmente em Tanque do Piauí (+59,82%) e São João da Varjota (+35,13%), associadas à dependência econômica do setor primário. A avaliação do ICMS Ecológico mostrou descompasso entre conformidade burocrática e efetividade ambiental, com predominância de ações de baixo custo e limitada implementação de medidas estruturais de maior impacto. Conclui-se que o Vale do Canindé abriga elevada biodiversidade, particularmente em seus ecótonos, porém encontra-se sob forte pressão antrópica, demandando políticas públicas mais robustas e estratégias integradas de conservação e gestão territorial.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 302.***.***-53 - FRANCISCO SOARES SANTOS FILHO - UESPI
Interno - 1221652 - IVANILZA MOREIRA DE ANDRADE PAIVA
Interno - 1046342 - ELAINE APARECIDA DA SILVA
Externo à Instituição - 007.***.***-61 - SIMON JOSEPH MAYO - RBGK
Externo à Instituição - 504.***.***-68 - FÁBIO JOSÉ VIEIRA - UESPI
Externo à Instituição - 000.***.***-18 - EDUARDO BEZERRA DE ALMEIDA JÚNIOR - UFMA
Externo à Instituição - 189.***.***-68 - REJANE MAGALHÃES PIMENTEL - UFRPE
Notícia cadastrada em: 02/03/2026 08:31
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