O trabalho “Filosofia na Infância: Fundamentos Arendtianos para a Formação do Pensamento” nasce de uma inquietação pessoal e profissional: por que a Filosofia ocupa um espaço limitado nas discursões e práticas pedagógicas voltada a infância? A pergunta geradora, inspirada nos fundamentos arendtianos, advêm da concepção de como inserir a Filosofia na infância, assumindo a responsabilidade ética e política de apresentar o mundo aos recém-chegados e cultivando sua capacidade de iniciar algo novo. Partindo destes questionamentos, a pesquisa articula contribuições de Hannah Arendt, que vê a natalidade como condição da ação e entende a educação como responsabilidade de introduzir os recém-chegados no mundo comum. Nesse horizonte, a Filosofia é entendida como prática de pensamento que possibilita às crianças não apenas conhecer o mundo, mas também julgar, discernir e iniciar novas formas de convivência. A premissa principal é investigar a possibilidade e os impactos da inserção da Filosofia na infância, por meio de oficinas filosóficas no 1º ano do Ensino Fundamental. Partindo deste parâmetro, analisar a relevância da Filosofia para a formação crítica e democrática; identificar lacunas na literatura; propor metodologias que respeitem a curiosidade infantil; e avaliar os resultados em termos de participação, argumentação e convivência democrática. O presente trabalho se apoia nos fundamentos arendtianos: educar é assumir responsabilidade pelo mundo e introduzir os recém-chegados no espaço comum. Assim, inserir a Filosofia na infância é uma exigência ética, política e social, capaz de resistir a discursos autoritários, fortalecer a democracia e formar cidadãos críticos e empáticos. Baseando-se na abordagem qualitativa, utilizando os instrumentos diário de bordo, produções criativas e observação participante, pretendesse conclui-se que inserir a Filosofia na infância é uma exigência ética, política e social, capaz de resistir a discursos autoritários, fortalecer a democracia e formar cidadãos críticos e empáticos.