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Banca de DEFESA: JOILANE ALVES PEREIRA FREIRE

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOILANE ALVES PEREIRA FREIRE
DATA: 20/06/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório da Farmácia/UFPI
TÍTULO: Caracterização nutricional, potencial quimiopreventivo e toxicidade de Mauritia flexuosa (buriti): incentivo à biotecnologia sustentável e bioprospecção de frutos regionais
PALAVRAS-CHAVES: Antioxidantes. Fitoquímicos. Nutracêuticos. Mauritia flexuosa. Toxicidade.
PÁGINAS: 255
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

Buriti é o nome popular do fruto da Mauritia flexuosa (Aricaceae). Ele é utilizado na medicina popular para tratamento de doenças dermatológicas, cicatrização de feridas e como antiinflamatório. Como alimento, é muito utilizado em preparações de doces e sucos produzidos a partir da polpa. O objetivo desse estudo foi realizar a caracterização nutricional, o potencial quimiopreventivo de bioprodutos de buriti (polpa, casca e endocarpo em pó), além de avaliar toxicidade em camundongos fêmeas, tratados com extratos aquosos dos bioprodutos do fruto. Para tanto, uma prospecção científica e tecnológica foi realizada em bases de dados. Na caracterização nutricional, foi realizado estudo físico-químio de pH, acidez e Brixº, seguido por análise quali e quantitativa de fibras solúveis e insolúveis, bem como perfil de minerais e ácidos graxos em polpa, casca e no endocarpo de buriti. Foram avaliadas características morfológicas (Microscopia eletrônica de varredura), reológicas e térmicas (Calorimetria exploratória diferencial – DSC, DRx) dessas amostras. Para avaliação do potencial quimiopreventivo, realizou-se o estudo quantitativo dos compostos bioativos existentes e triagem qualitativa por HPLC-DAD. Também foi realizado estudo da atividade antioxidante e caracterização da bioacessibilidade de fenóis totais in vitro. No estudo toxicológico em dose única, os camundongos (n = 3) foram tratados por via oral (v.o.) com extratos aquosos de polpa, casca e endocarpo de buriti nas doses de 300 e 2000 mg/kg, e durante 14 dias foram observados comportamento geral, taxa de letalidade, peso corporal, consumo de água e ração, assim como avaliação da atividade locomotora e coordenação motora por meio dos testes de campo aberto e da barra giratória, respectivamente. Após este período, os animais foram anestesiados com solução de xilazina-cetamina 0,2 mL/100g (8,75 mL de cetamina (100 mg/mL) e 1,25 mL de xilazina (100 mg/mL)) para prosseguir com análises hematológicas e bioquímicas, bem como dissecação dos principais órgãos (fígado, coração, rins, pulmão, baço, estômago e cérebro) para estudo macroscópico e histológico. No estudo de toxicidade subaguda os camundongos foram tratados com doses de 300 e 600 mg/kg por 28 dias consecutivos (n = 7). Para essa etapa de toxicidade subaguda, foi avaliado possível efeito genotóxico dessas amostras. Durante o tratamento em dose única e repetidas não foram evidenciados nenhum sinal de toxicidade durante o período de observação, de modo que não foi possível determinar a Dose Letal 50%. Como os animais foram tratados com doses até a 2000 mg/kg e não foi registrada nenhuma morte durante o período de observação é possível sugerir que os extratos aquosos de polpa, casca e endocarpo de buriti, apresentam perigo relativamente baixo de toxicidade. Nos parâmetros fisiológicos, bioquímicos e hematológicos não foram observadas alterações e nem efeitos sobre a atividade locomotora e coordenação motora dos animais após tratamento com os extratos nos diferentes protocolos. Além disto, não se observou alterações macroscópicas e histológicas nos principais órgãos analisados. Os resultados sugerem que a polpa, casca e endocarpo de buriti são potenciais alimentos com atividade antioxidante, bioacessíveis e que podem ser seguros em ensaios pré-clínicos, bem com demonstraram potencial farmacológico relacionado ao metabolismo lipídico e glicídico, que precisam ser melhores explorados para esclarecer seu mecanismo de ação e relevância clínica. Foi solicitado pedido de depósito de registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, de forma que nossos achados ampliam as perspectivas para a realização de outros testes que possam corroborar com o uso seguro e eficaz de frutos de forma integral (polpa, casca e endocarpo), como produto de importância biotecnológica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1356863 - DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
Externo ao Programa - 2950101 - FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
Externo ao Programa - 3302639 - LUCIANO DA SILVA LOPES
Externo ao Programa - 2199134 - MARCILIA PINHEIRO DA COSTA
Presidente - 1638239 - PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
Notícia cadastrada em: 25/05/2017 08:26
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