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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARLUCE PEREIRA DAMASCENO LIMA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARLUCE PEREIRA DAMASCENO LIMA
DATA: 28/06/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Núcleo de Pesquisas em Plantas Medicinais(NPPM/CCS/UFPI)
TÍTULO: INVESTIGAÇÃO DA ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA DE FORMULAÇÕES TRANDÉRMICAS DE γ-TERPINENO EM MODELO ANIMAL DE DOR NEUROPÁTICA
PALAVRAS-CHAVES: γy-terpineno. Monoterpeno. Microemulsão. Via transdérmica. Neuropatia. Dor crônica.
PÁGINAS: 154
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Biologia Geral
RESUMO:

A dor é um dos mecanismos adaptativos e protetores mais importantes do corpo. Envolve o funcionamento normal dos sistemas fisiológicos, que engloba quatro estágios: transdução, transmissão, percepção e modulação. A dor neuropática é um tipo de dor crônica que resulta de uma lesão que afeta o sistema nervoso central ou periférico estando comumente associada a diversos processos patológicos. A terapêutica para esse tipo de dor inclui fármacos comumente associados à efeitos adversos, tolerância e eficácia reduzida ao longo do tratamento. Os produtos naturais como óleos essenciais e seus constituintes, se tornam uma alternativa promissora para o tratamento dessa patologia. Da mesma forma, sistemas microemulsionados para entrega sistêmica de substâncias lipofílicas vêm ganhado destaque no campo da biotecnologia farmacêutica, principalmente quando administrados por via transdérmica, uma vez que os constituintes de sua formulação conseguem atravessar o estrato córneo carreando as substâncias ativas para seu local de ação. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo desenvolver sistemas micromeulsionados contendo γ-terpineno e investigar seu potencial antinociceptivo e toxicológico, por via trasndérmica, em modelo animal de dor neuropática. Utilizou-se um diagrama de fases pseudo-ternário para preparação des sistemas microemulsionados contendo labrasol, plurol, miristato de isopopila, γ-terpineno e água. O DFPT mostrou a formação de 15 microemulsões (MEs), das quais foram selecionadas quatro para caracterização e testes de estabilidade termodinâmica. As formulações apresentaram uma taxa de liberação cumulativa acima de 37%, em 24h, revelando um perfil de liberação controlada. As MEs selecionadas para análise foram classificadas como sistemas isotrópicos de óleo em água (condutividade = 9,56 ± 0,01 µS/cm), com gotículas na faixa nanométrica (124,4 ± 243,7 nm), índice de polidispesão entre 0,235 e 0,315 e potencial zeta variando entre -28,1 e -55,1. Assim, a partir desse estudo foram desenvolvidos sistemas microemulsionados promissores para a entrega controlada de y-terpineno. Além disso, foi evidenciado que quantidades menores de tensoativos produziram formulações com maior estabilidade termodinâmica. As microemulsões escolhidas foram avaliadas quanto ao seu potencil antinociceptivo em modelo de dor neuropática. Os resultados mostram um aumento significativo no limiar de retirada da pata na dose de 200 mg/kg das formulações F1 e F2, aos 60 e 120 min após a administração, evidenciando a ação antinociceptiva da formulação. Na avaliação da sensibilidade térmica a F2 também mostrou ação antinociceptiva aos 60 min. As formulações transdérmicas na dose de 2000 mg/kg não demonstraram nenhum sinal de toxicidade clínica-comportamental durante os 14 dias de avaliação. Assim, os resultados deste estudo nos permitem concluir que formulações microemulsionadas de γ-terpineno, apresentaram atividade antinociceptiva, sugerindo efeito terapêutico com administrações agudas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1638239 - PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
Interno - 423551 - RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
Externo ao Programa - 1549302 - SIDNEY GONCALO DE LIMA
Notícia cadastrada em: 14/06/2018 12:05
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