Notícias

Banca de DEFESA: ALYNE RODRIGUES DE ARAUJO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALYNE RODRIGUES DE ARAUJO
DATA: 14/03/2019
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório do NUPCelt – Teresina/PI
TÍTULO: POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DA FRAÇÃO AQUOSA DO EXTRATO ETANÓLICO DE Terminalia fagifolia Mart. E IDENTIFICAÇÃO DO SEU CONSTITUINTE MAJORITÁRIO
PALAVRAS-CHAVES: Terminalia sp.; antifúngico; anti-inflamatório; antioxidante; nanopartículas de prata; ácido elágico.
PÁGINAS: 106
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Biomedicina
RESUMO:

A espécie Terminalia fagifolia Mart., presente no cerrado brasileiro, se destaca pelo seu uso etnofarmacológico. Em estudos anteriores, a fração aquosa do extrato etanólico de T. fagifolia apresentou resultados promissores no tocante à atividade antibacteriana, antibiofilme e citotóxica, sendo a fração do extrato etanólico mais ativa dentre aquelas testadas. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi averiguar o potencial biotecnológico da fração aquosa do extrato etanólico de T. fagifolia Mart., bem como isolar e identificar seu constituinte majoritário. A fração aquosa foi avaliada quanto ao seu potencial antifúngico contra leveduras e fungos filamentosos, de acordo com os documentos M27-A3 e M38-A2 da CLSI (2008), com posterior análise das alterações morfológicas em Candida albicans por Microscopia de Força Atômica. O potencial anti-inflamatório da fração aquosa foi verificado pelos modelos de edema de pata e peritonite induzidos por carragenina em camundongos, além do modelo de neuroinflamação induzida por LPS em células microgliais. A atividade antioxidante da fração aquosa foi caracterizada por ensaios in vitro, tais como sequestro dos radicais DPPH, ABTS, além da capacidade de redução do ferro (FRAP) e de absorção do radical oxigênio (ORAC). A toxicidade da fração aquosa foi testada em eritrócitos humanos e em larvas de Galleria mellonella. Para identificação do constituinte majoritário, o estudo fitoquímico da fração aquosa foi realizado por meio de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (CL-EM) e ressonância magnética nuclear (RMN). As características do mecanismo de ativação da molécula foram estudadas usando simulações computacionais de química quântica. O extrato etanólico e a fração aquosa de T. fagifolia foram utilizados para síntese verde de nanopartículas de prata (AgNPs), que foram caracterizadas por espectroscopia de UV-vis, FTIR, NTA, MET/EDS e Voltametria cíclica. Uma vez caracterizadas, as AgNPs foram testadas quanto a sua atividade antioxidante (DPPH, ABTS, FRAP e ORAC), com determinação de fenólicos e flavonoides totais, além da sua atividade antibacteriana e antifúngica. O teste de hemólise foi realizado para verificar a biocompatibilidade das AgNPs. Após a realização dos testes, a fração aquosa demonstrou excelente potencial antifúngico, principalmente contra leveduras sensíveis e resistentes do gênero Candida sp.. Em relação aos modelos murinos utilizados, a fração aquosa diminuiu siginificativamente o edema de pata na terceira hora, com percentual de inibição do processo inflamatório semelhante ao da Indometacina, além disso, reduziu significativamente os níveis de malondialdeído no modelo de peritonite. Em micróglias, o pré-tratamento com a fração aquosa foi capaz de inibir significativamente a produção de NF-kB após indução com LPS. Quanto aos ensaios de toxicidade, a fração aquosa não demonstrou toxicidade contra as larvas de G. mellonella e não diminuiu a viabilidade dos eritrócitos, nas concentrações ≤ 500 µg/mL. A partir das análises fitoquímicas, identificou-se um derivado do ácido elágico como o constituinte majoritário da fração aquosa. Os estudos teóricos mostraram semelhança estrutural entre a molécula isolada e a indometacina, além de um excelente potencial antioxidante Com o extrato etanólico e a fração aquosa foi possível sintetizar nanopartículas de prata esféricas e poligonais, respectivamente e as AgNPs sintetizadas apresentaram atividade antimicrobiana e potencial antioxidante. Os resultados obtidos nessa investigação indicam que a fração aquosa do extrato etanólico tem potencial para aplicação na área biomédica, com baixa toxicidade.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2714919 - DANIEL DIAS RUFINO ARCANJO
Externo ao Programa - 1167750 - FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
Interno - 1680593 - JAND VENES ROLIM MEDEIROS
Presidente - 1553559 - JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
Notícia cadastrada em: 13/02/2019 15:25
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 30/09/2022 10:29