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Banca de DEFESA: CLAUCENIRA BANDEIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CLAUCENIRA BANDEIRA DA SILVA
DATA: 17/05/2019
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Curso de Farmácia
TÍTULO: POTENCIALIDADES BIOLÓGICAS, QUÍMICAS E FARMACOLÓGICAS DE Annona coriacea (Mart).
PALAVRAS-CHAVES: Arboviroses. Aedes aegypti. Flouroquinolonas. Acetilcolinesterase. Staphylococcus aureus. riana; flouroquinolonas.
PÁGINAS: 97
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
SUBÁREA: Farmacologia Bioquímica e Molecular
RESUMO:

A espécie Annona coriacea Mart. (Annonaceae) distribui-se por todo Brasil e apresenta importância significativa na descoberta de novos fármacos e cosméticos. O presente trabalho teve como objetivo analisar as características biológicas, químicas e farmacológicas da espécie Annona coriacea Mart., frente a diversos ensaios. O material vegetal foi coletado no Piauí (Cerrado Setentrional), município de Campo Maior. As folhas foram desidratadas à temperatura ambiente e moídas para a posterior extração dos extratos hexânico de Annona coriacea (EHAC 15,96g; 7,98%) e extrato etanólico de Annona coriacea (EEAC 19,43g; 9,71%). A investigação fitoquímica mostrou, para ambos os extratos, a presença de taninos, flavonoides, alcalóide, triterpenos /esteroides e cumarinas, característicos do gênero Annona. O conteúdo de fitoquímicos, obtido por curvas de calibração, revelou um conteúdo aproximado de 52,16 mg de fenóis; 99,6 mg de flavonóides; 17,78 de taninos hidrolisados e 18,17 mg de protocianidinas por grama do EEAC. O EHAC apresentou 13,8 mg de fenóis; 15,2 mg de flavonóides; 5,64 de taninos hidrolisados por grama do extrato.  Nos ensaios de eliminação de radicais livres o EEAC reduziu metade dos radicais DPPH com uma concentração de 771,0 µg/mL e apresentou uma capacidade antioxidante equivalente ao Trolox de 144,8 mM por grama de amostra. O EHAC foi menos efetivo nesses ensaios e reduziu em apenas 1058 µg/mL o DPPH e o efeito antioxidante sobre o ABTS foi de apenas 27,8 mM/g de amostra. Os extratos apresentaram excelente atividade larvicida, as concentrações de 20 µg/mL do EEAC e 40 µg/mL do EHAC causaram uma letalidade de 100% das larvas de A. aegypti, após 48h de exposição com uma CL50 de 0,84µg/mL e 0,90 µg/mL, respectivamente. Os EEAC e EHAC também demostraram elevada toxicidade sobre Artemia salina não sendo possível calcular a DL 50. O EEAC mostrou-se um potente inibidor da enzima acetilcolinesterase(AChE) com inibição >50% e CI50 = 6,966 mg/mL. A atividade de inibição do EHAC foi menor que 50%, e sua CI50 não foi determinada. Os extratos foram inativos contra bactérias gram-positiva (Staphylococcus aureus ATCC 25923; S. epidermides newprow0128), gram-negativas (Escherichia coli ATCC 25922, Pseudomonas aeruginosa HUT001) e fungos (Candida albicans ATCC 10231 e C. krusei ATCC 34135) com MIC ≥1024. Contra a cepa resistente a múltiplas drogas de S. aureus (SA1199-B) que superexpressa a bomba de efluxo NorA, o EEAC em concentrações subinibitórias foi capaz de reduzir em até 4 vezes a CIM da norfloxacina, enquanto a HEAC em apenas 2 vezes. Quando os extratos foram associados ao brometo de etídio, um substrato da bomba de efluxo NorA, observou-se uma queda da CIM do corante em 8 e 2 vezes com o EEAC e com o EHAC, respectivamente. Esses resultados são promissores e sugerem que os extratos possuem fitoquímicos que inibem a bomba de efluxo NorA, e tornam a cepa mais sensível ao antibiótico, possuem potencial inseticida biodegradável contra A. aegypti, boa inibição da AChE e também toxicidade contra A. salina subsídios para futuros ensaios de atividade antiproliferativa.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423287 - JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
Interno - 1716862 - ADALBERTO SOCORRO DA SILVA
Interno - 423551 - RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
Externo ao Programa - 554.536.193-68 - RUTH RAQUEL SOARES DE FARIAS - SEDUC-PI
Externo à Instituição - SUELY MOURA MELO - FACID
Notícia cadastrada em: 10/05/2019 10:51
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